FANFIC - NÃO É MAIS UM ROMANCE LITERÁRIO - CAPÍTULO 14

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 14° capítulo de "Não É Mais Um Romance Literário". Quer acompanhar a história desde o início? Clique aqui.

Isabella Swan têm a sua vida transformada após conhecer o enigmático romancista Edward Cullen. O que acontecerá com a estudante ao se envolver com alguém tão misterioso?

Autora : Jacqueline Sampaio
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Sexo


Capítulo 14



Não havia dormido bem. Não parava de pensar em Edward, se ele estava bem, se tinha alguém para cuidar dele. Enquanto me arrumava para ir para a escola, era nele em quem eu pensava.

“-Talvez... Talvez devesse ver se ele está bem... NÃO! Ele que chame uma daquelas mulheres com quem se diverte!” - Pensei resoluta a nada fazer por ele, tomada pela mágoa de nosso último encontro. Mas quando deixei a casa querendo seguir para a escola parei na metade do caminho. Peguei meu celular.

–Alô? Oi Angela. Você já está na sala? Bem eu gostaria que você copiasse a matéria para mim, depois da aula vou pegá-la na sua casa. Até. –Desliguei antes mesmo de esclarecer a minha amiga o porquê da falta. Não tinha tempo a perder.

–Então deseja falar com o senhor Cullen?
–Sim. Pode avisar que Isabella Swan está aqui?

–Sim. –Disse o recepcionista do hotel. Este ligou para o quarto de Edward, tinha certeza que não havia saído para lugar algum ainda.

–Lamento senhorita, mas ninguém responde no quarto do senhor Cullen.

–Mas o senhor disse que ele estava ai. Alguém tem que responder! Será que ele está tão mal que não consegue atender? –Indaguei ao homem que me olhava confuso. –Por favor, senhor poderia me fornecer à cópia da chave do quarto do senhor Cullen?

–Impossível senhorita! A chave só pode ser passada ao ocupante do quarto.

–Mas senhor, ontem eu me encontrei com Edward e ele não estava nada bem. Temo que esteja mal em seu quarto.

–Lamento senhorita, mas afirmo categoricamente que é expressamente proibido ceder as chaves do aposento de um locador de um quarto a um desconhecido. –Eu sei, ele continuaria a me negar as chaves. Tive de pensar rápido.

–Deixarei minha bolsa com você. Aqui estão todos os meus documentos e pertences. Não tem como eu sair daqui com objetos na mão, não é? E é melhor colaborar por que e Edward estiver morto naquele quarto eu o acusarei de negligência! –O homem de tão assustado com meu discurso ficou atônico por alguns minutos. Pegou minha bolsa e entregou um cartão.

–Mas não demore senhorita. E se eu tiver problemas eu...

–Não se preocupe senhor. Nada lhe acontecerá. –Não esperei mais nada, segui para o quarto, tensa. O que mais queria era encontrar Edward bem... E sozinho. Ao chegar ao local tudo estava na mais perfeita ordem, estranhei.

–Edward? –Sussurrei adentrando o local e fechando a porta atrás de mim. Retirei meu casaco deixando-o sobre o sofá. Caminhei até ficar diante da porta do quarto, abrindo-a lentamente.

A janela estava aberta permitindo a entrada da brisa fresca matinal. Deparei-me com Edward deitado de qualquer jeito na cama, ainda vestia a roupa de ontem. Provavelmente só se deu ao trabalho de retirar o paletó e afrouxar a gravata. Aproximei-me calmamente sentado na beirada da cama. Ao colocar a mão em sua testa estremeci, Edward estava com muita febre, pálido, as mãos suando frio.

–Meu Deus! Ele não está nada bem. –Sussurrei aproximando meu rosto ao dele. Tentei despertá-lo.

–Edward, acorde. –Ele abriu lentamente os olhos, fixou seu olhar em mim, mas em primeira instância pareceu não me reconhecer.

–Edward? –Ao pronunciar seu nome ele mostrou uma expressão facial mais serena. Colocou a mão na cabeça.

–O que... Faz aqui Bella? Como você...?

–Se está querendo saber como consegui entrar em seu quarto eu digo: roubei a chave na portaria já que o recepcionista não quis colaborar. –Edward deu um meio sorriso e respondeu-me com a voz fraca.

–Mentirosa... –Fechou os olhos pesadamente, arfava.

–Edward você não está nada bem. Vou chamar um médico.

–Não quero. 

–Mas você não está nada bem!

–Eu só quero descansar. Vá embora. –Mesmo sendo ríspido comigo não estava disposta a negar ajuda aquela pessoa.

–Lamento Edward, mas não tenho a pretensão de ir. Você precisa de ajuda e vou fornecê-la mesmo que isso o desagrade. –Levantei-me.

–Aonde vai? –Perguntou com uma voz fraca e meio débil.

–Vou preparar um banho para você. Quem sabe assim sua febre não baixa? E também irei preparar algo para comer. –Sai sem que ele me criticasse pelo meu ato. Fui ao banheiro preparar seu banho. Tão logo retornei com um roupão que havia pegado no banheiro.

–Vamos. Eu ajudo você.

–Vai... Ajudar-me a tomar banho?

–CLARO QUE NÃO EDWARD! VOCÊ SE VIRA NESSA PARTE!

–Que pena. –Sensibilizei-me por vê-lo tão debilitado a ponto de precisar de meu auxílio até para sentar-se na cama. Sentei a sua frente.

–Ajudarei a tirar algumas peças de roupa. –Retirei a gravata para logo trabalhar com os botões da camisa social preta que usava. Edward permaneceu quieto, silencioso apenas observando-me. Abaixei um pouco meu rosto, não queria que ele me visse corada. Apesar de ser um ato simples que estava fazendo, estava perturbada, afinal eu estava ajudando a despir Edward Cullen. Tirada a camisa social, retirei a camisa preta que usava por baixo da outra. Edward sentou-se pronto para levantar da cama. Abaixei retirando seus sapatos e meias.

–Agora a calça você tira e de preferência no banheiro. Preparei seu banho. Vem. –O ajudei a se levantar guiando-o até o banheiro. –Vou deixar a porta encostada e caso precise de mim me chame, mas só se for algo importante. AI DE VOCÊ SE TENTAR ALGUMA PERVERSIDADE, EDWARD CULLEN! –Ele apenas sorria, um sorriso bem mais fraco do que os sorrisos que havia visto nele. Fui até a cozinha. Aquele era um quarto de luxo onde era concedida a liberdade ao ocupante para cozinhar caso quisesse. Mas não encontrei nada nos armários ou na geladeira. Apenas três cervejas no congelador e em cima da geladeira um maço de cigarros.

–Não é a toa que está tão mal. Que ser humano se alimenta apenas de cigarros e álcool? –Murmurei pegando o telefone na sala e ligando para a recepção. Pedi algo para que Edward pudesse comer. Algo nutritivo, uma sopa. Felizmente também seria atendido meu pedido para que lhe trouxessem um remédio para aplacar a febre, embora suspeitasse que descanso e uma boa alimentação fossem suficientes para o enfermo. Sentei na sala esperando pela refeição pedida, ainda ouvia o barulho do chuveiro. Então naquele momento refleti sobre minha decisão de aparecer repentinamente para a casa de Edward.

–Se meus pais descobrirem... Matariam-me. –Suspirei frustrada. Mas minha maior frustração era saber que estava lá para ajudá-lo, mas que nada tínhamos. Não há como descrever o que senti ao vê-lo deitado, debilitado. Tive vontade de abraçar-lhe, acariciar seus cabelos, beijá-lo, protegê-lo. Eu não o fiz. Não me senti com poder para isso. Depois de pouco mais de cinco minutos, a refeição chega. Agradeço sem, porém, dar uma gorjeta ao ajudante do hotel visto que minha bolsa estava na recepção. Ele bufou enquanto fechava a porta.

–Nossa que bandeja caprichada! –Falei ao ver a refeição colocada em um belo conjunto de cozinha e mais alguns itens acompanhando a refeição que não havia pedido. Segui para o banheiro, Edward não estava mais lá. Adentrei seu quarto sem cerimônia. Ele havia escolhido um pijama de seda preta para se vestir. Já havia vestido a calça do pijama, mas a camisa de botões estava em cima da cama. Edward estava sentado no chão, os cabelos ainda molhados.

–Parece uma criança! –Brinquei ajoelhando-me próximo a ele e pegando uma toalha que estava em seu pescoço. Tratei de enxugar seu tórax e os cabelos lentamente. Edward parecia alheio a tudo, um ar de cansaço constante que muito me preocupava. Toquei sua testa ao enxugá-lo.

–Ainda está febril. –Constatei aborrecida. –Pensei que o banho iria diminuir sua temperatura. Bem eu pedi comida. –O ajudei a sentar na cama. –Já volto. -Sai para pegar a bandeja que havia deixado na sala. Quando voltei, Edward mostrou desagrado com a comida ofertada, o ignorei. Coloquei a bandeja próxima a ele.

–Agora vai comer tudinho, ok?

–Não gosto de sopa. –Falou emburrado e com uma expressão cômica. Sorri. Vê-lo fragilizado era algo que jamais pensei ver e estava achando aquela figura incrivelmente fofa. Edward parecia resoluto a não comer visto que não movia um dedo para pegar a colher. Irritada a peguei.

–Você vai comer Edward, nem que eu tenha que enfiar isso no buraco onde o Sol não bate! –Ele me olhou temeroso. E passei a dar comida em sua boca, soprando o conteúdo da colher para que não queimasse. Edward comeu em silêncio, mas seus olhos estavam fixos em mim. Não senti o tempo passar. O que era para ser algo simples como alimentá-lo, estava se tornando algo muito prazeroso. E em meu íntimo dizia que não reclamaria se tivesse de fazer isso para o resto de minha vida.

–Nossa! Não é que comeu tudinho?! Bom garoto. –Baguncei seu cabelo causando certa irritação nele. –Agora tome esse remédio. –Ofereci o comprimido com água.

–Parece minha mãe agindo assim. –Falou sorvendo o remédio.

–E passar pela sua mãe é algo tão ruim?

–Não. –Ele olhou para a parede. Curiosa, perguntei enquanto recolhia a bandeja:

–Ela... Ela morreu?

–Sim. –Falou simplesmente.

–Então... Além dela tem parentes?

–Se tivesse talvez seria um deles a cuidar de mim agora. Não tenho ninguém. Quero dizer tenho um primo que foi criado junto comigo, mas...

–Mas?

–Ele não me vê como seu familiar e sim como inimigo.

–Vocês brigaram Edward?

–Não acha que está fazendo perguntas demais, senhorita Bella? –Riu zombeteiro.

–Desculpe. –Murmurei envergonhada. Ele sorriu, pegou meu queixo com leveza e olhou-me.

–Tudo bem. –Ficamos ali, sentados, nos olhando. Desviei o olhar depois de alguns minutos consciente de que aquele tipo de situação não poderia ocorrer visto que não tínhamos mais nada.

–Vou levar isso para que alguém recolha. –Disse deixando o quarto. Mesmo depois de um empregado ter recolhido a louça suja, não me senti com coragem de voltar ao quarto. Sentia que a qualquer momento cederia a fraqueza e esse verdadeiramente não era meu desejo. Olhando para Edward eu sabia... Se eu me deixasse levar para a tentação encontraria apenas a ruína. Visto que o quarto estava silencioso demais retornei para lá. Edward dormia. E como era lindo dormindo, como um garotinho. Sentei na cama e não resistindo afaguei seus cabelos.

–Ainda febril. –Conclui. Dirigi-me a cozinha onde preparei uma compressa colocando um pano molhado com água morna em sua testa. Só naquele instante olhei o relógio. –Está tarde. –Ia me levantar, mas uma mão me reteve.

–Aonde vai? –Perguntou posicionando-se de lado, os olhos ainda fechados.

–Preciso ir Edward, está tarde.

–Fique um pouco mais. Pelo menos até eu dormir. –Quanta carência senti em um simples pedido de permanência! Deitei-me de lado na cama ficando de frente para ele. Edward apesar da febre, parecia melhor. E então refletindo sobre tudo cheguei à conclusão de que ele não tinha ninguém para que cuidasse dele, além de mim. Onde estão as mulheres com quem freqüentemente se encontra? Elas não estavam ao seu lado e nem iriam a seu socorro caso necessitasse delas, porque eram mulheres apenas para os momentos fáceis da vida. E eu estava lá implorando intimamente para que Edward me percebesse. As lágrimas saiam involuntariamente de meus olhos.

–Tola. –Murmurei para mim mesma enxugando as lágrimas lentamente com uma das mãos. Edward se remexeu inquieto. –Edward, promete que vai se cuidar? Pare de fumar e beber por alguns dias e coma apenas coisas saudáveis. Se você não melhorar com isso procure um médico. Faz isso por mim?

–Uhum... –Murmurou fracamente ficando claro que logo se entregaria ao sono. Aproximei ainda mais meu rosto ao dele.

–Edward? Você está acordado?

–Uhum... –Respondeu com os olhos fechados.

–Posso beijar você? Como nos velhos tempos? –Ele deu um meio sorriso, os olhos fechados. Não esperei mais. Colei meus lábios aos dele, não fui correspondida como desejava, pois Edward já havia dormido. Ainda assim permaneci ali, meus lábios colados aos dele, meus olhos lacrimejantes. Levantei. Ajeitei-me e tão logo sai deixando a cópia da chave na recepção, pegando minhas coisas. Eu saí daquele lugar desejando desesperadamente ficar.

–Ainda está um pouco cedo. A Angela deve estar em casa. Vou até lá pegar a matéria que perdi. –Comentei comigo mesma ainda dentro do coletivo. Não demorei a chegar. Yori estava lá como pude constatar assim que abriu a porta.

–Oi Angela! Eu vim pegar a matéria que perdi hoje por ter faltado. –Mas próximo a ela estava alguém que não imaginava ver, alguém que não desejava ver. –JACOB!


3 comentários:

tete disse...

nossa amei vce esta mas que perdoada fez minha noite mas feliz amo esse estoria beijos e uma otima noite para vce

LAV RIBEIRO disse...

sim perdoada.... ta melhorando

Blogger disse...

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