FANFIC - PASSADO DISTORCIDO - CAPÍTULO 39

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 39° capítulo de "Passado Distorcido". Quer acompanhar a história desde o início?Clique aqui.


Um legado deixado em uma carta. Até onde Edward iria para vingar o sofrimento e a morte de Sebastian? Encontrar aquela mulher, Isabella, era o seu objetivo de vida e o destino a entrega de bandeja.

Porém, as verdades absolutas de Edward se rompem quando os caminhos da vida mostram quem é Isabella. E quem Sebastian foi. Afinal, o passado não é, exatamente, aquilo que sempre pareceu ser.


Autora : whatsername
Contato : kellydomingoss (skype)
Classificação : +18
Gêneros: Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo




Capítulo 39 - Marrying with the snow.



POV Bella



Eu tinha muitos motivos para não sair da frente do espelho, pois, depois de uma semana repleta de reclamações, eu estava me sentindo bonita. Era bom ver meu reflexo. Tudo parecia bonito, desde minha pele ao meu cabelo. Minha coisinha só me dava motivos para amá-la ainda mais.



Sorri para meu reflexo, agradeci pelo meu ótimo humor naquela manhã e fui acordar Edward. Ele dormia sob os mil cobertores, os cabelos dourados caiam sobre os olhos cerrados.



Beijei-o nos lábios, querendo aprofundar. Aquela estava sendo uma manhã engraçada, pois eu estava louca de vontade de me agarrar a Edward e fazer pequenas bobagens. Eu estava com tesão e aquilo era quase uma novidade para mim.



Movi meus lábios sobre os de Edward, minha língua traçou a junção deles. “Levante-se, Edward!”



Os olhos verdes apareceram aos poucos e, depois, ganhei um sorriso genuíno. “Bom dia?”



Sorri e beijei-o mais, levei a mão forte para minha barriga, nós fazíamos aquilo todas as manhãs. “Estamos ótimos! Sem enjôos por enquanto.”



Edward ergueu o corpo da cama e veio conversar com minha barriga, ele carregava um semblante sonolento e doce. “Bom dia, bebê! Vamos ao médico hoje, sim?”


Olhei para o relógio de Edward, nós ainda tínhamos tempo, a consulta com o obstetra estava marcada para as nove. Aproveitei para me deitar ao lado dele novamente. Ele me abraçou prontamente e passou a perna sobre meu quadril.



A ereção matinal de Edward tremeu contra minha coxa, o que me fez sentir culpada. Edward merecia um prêmio por tanto cavalheirismo, ele não reclamara pela abstinência sexual da última semana; procurei os olhos verdes, os orbes estavam cheios de felicidade.



Não disse nada, apenas analisei o rosto bonito e cansado. Eu deveria fazer alguma coisa para mudar nossa situação, eu deveria admitir, meu sono e preguiça não me deixavam fazer nada na ereção gloriosa de Edward. Perguntei-me se eu merecia aquilo tudo, Edward estava me dando um bebê e ainda aguentava minha procrastinação sexual.



“Por que está me olhando assim?” Edward perguntou baixinho, o hálito estranho soprou contra meu rosto.



Foi impossível não beijá-lo; inclinei-me para ele, ignorando por completo o mau hálito. Minha língua estava no controle e, tão logo, Edward rendeu-se a mim. O beijo era profundo e molhado, além de ter os barulhos que eu gostava. Sorri internamente ao sentir as mãos de Edward passeando em minha coxa, indo para minha bunda. Eu sabia que ele estava se controlando ao máximo, então, eu não me importava com os minutos a mais que ele ficava no banho. Batendo pensando em mim.



Beijei-o mais uma vez, decidida a ser a mulher que eu amava ser para Edward. Nós deveríamos aproveitar agora, pois eu não sabia o que seria de nós quando nosso bebê viesse para nossos braços. Contudo, eu não queria uma rapidinha, meus planos rondavam uma noite inteira.



Edward desceu os beijos para meu pescoço, não demorou em eu ficar completamente mole. “Então você resolveu ser malvada esta manhã?”



Minha risada saiu baixinha. “Estou com saudades, Edward.” Levei meus lábios para os dele, apenas provocando.



Ouvi um gemido baixo perto de meu ouvido, Edward sorriu logo depois. “Também, linda! Dizem que seu tesão irá as alturas depois do terceiro mês.”



Sorri paras as palavras, querendo saber a origem daquela informação. “De onde você tirou isso?”



Edward moveu para a extremidade da cama e pegou alguma coisa no chão. Eu li o título do livro com um sorriso imenso. Enciclopédia do bebê e da mamãe.



“Hmm, eu comprei, tem coisas interessantes sobre gravidez, se suas contas estiverem certas, nós vamos ouvir o coraçãozinho de nosso bebê semana que vem.” Edward disse com tom quente, completamente admirado e ansioso.



Ele levou minha mão para minha barriga, o toque era quentinho. “Será que está tudo bem com ele?”



Eu entendia a preocupação de Edward, eu também a tinha. “Nós vamos descobrir hoje com o Dr. Jeremy.”



“Vamos descobrir com quem?” Edward perguntou um tom mais alto, procurando meus olhos.



Aquela era uma preocupação que eu não entendia, eu não permitiria um escândalo por eu ter escolhido um médico e não uma médica. “Nem pense em colocar para fora o que você está pensando.”



Edward soltou uma respiração pesada e acarinhou minha barriga. “Bebê, se você for um moleque, aprenda que não se discute com uma mulher grávida, ok?”



Eu sorri verdadeiramente para ele, coloquei beijos na bochecha amassada. “Obrigada por não implicar, não se preocupe, você vai estar comigo em todas as consultas.”



Vi-o saindo da cama, indo para o banho. Caminhei para a cozinha e fiz nosso café, as duas tigelinhas estavam friamente alinhadas sobre a mesa.



Tive um vislumbre de Edward caminhando para mim, perdi-me no uniforme de frio que ele usava. Ele me enlaçou por trás, deixando beijos em meu pescoço. “Estou morrendo de fome, baby.”



Sorri e dei mais de meu pescoço para ele, era o tipo de carinho que me fazia ficar com a fala mole. “Iogurte com granola, pode ser?”



Edward sentou-se na cadeira e me trouxe para o colo. Nós dois comemos tranquilamente. “Daqui alguns meses, você não vai conseguir agüentar meu peso.”



Ele beijou minha boca suja de iogurte. “Bella, bobinha! Esqueceu que eu peso mais de cem quilos?” 



Sorrimos em sintonia. “Eu não quero me atrasar, Edward. Melhor irmos.”



Entrelaçamos nossas mãos e esperamos o elevador, eu me joguei no banco do carona do Volvo. Edward dirigiu com uma perícia invejável, a mão protetora descansava sobre a minha.



O consultório estava cheio de grávidas, algumas estavam felizes e com barrigão, outras pareciam entediadas. Edward passou o braço em minha cintura, ele era o único homem naquele espaço, logo ele roubou todos os olhares.



A recepcionista, que babou horrores por Edward, rapidamente anunciou meu nome. Uma leve tremedeira me assolou, meu namorado bombeiro e doce abriu a porta para mim.



Olhei para a sala decorada em tons claros, o homem de jaleco estendeu a mão para mim, sorrindo. “Bom dia, Isabella.”



Aceitei o comprimento e dei minha mão para ele. “Prazer em conhecê-lo.”



Dr. Jeremy era um homem, a princípio, atencioso. Ele alternava olhares entre mim e Edward. “Você é o papai, certo?”



O sorriso de Edward foi grande e verdadeiro, ele deu a mão para o médico também. “Sou Edward, prazer!”



Além de atencioso, o homem de trinta anos era, irrevogavelmente, um bom médico. Dr. Jeremy fizera anamnese minha e de Edward e, então, eu descobrira que Edward tivera mil doenças quando criança. Asmas, bronquites e todos os tipos de alergias. Eu, por outro lado, só era acometida por gripes chatas.



“Sou míope também.” Edward disse depois da fala do médico.



Dr. Jeremy sorriu para nós e bateu os dedos na mesa. “Isabella, você deveria ter feito uma escolha melhor!”



Olhei para Edward, ela tinha um sorriso engraçado, eu sabia que ele não tinha se importado com o comentário. “Uh, não se pode escolher muito.”



A consulta cheia de informalidades causou risos em mim em Edward, Dr. Jeremy havia me dado mil pedidos de exame de sangue, assim como receitas médicas.



“Nós temos um cachorro, tem algum problema?” Edward perguntou interessado, fiquei feliz por ele ter aquele tipo de envolvimento.



O médico pareceu pensar, sorri ao vê-lo coçando a cabeça. “Há doenças que eles podem transmitir e que afetam o desenvolvimento do bebê de vocês, mas, se ele for vacinado e limpo, não há muito problema. Cachorros adoram grávidas!”



Edward apertou minha mão, não sei se num ato feliz ou preocupado. “Vou mandá-lo para Chicago, sim?”



Olhei-o assustada, querendo um bom motivo para aquela decisão. “Ele pode atrapalhar nosso bebê, Bella.”



Bufei de puro descontentamento, eu gostava de Flip. Ele até podia ser insistente e atrapalhado, mas era um bom cãozinho.



“Vocês podem discutir isto depois, ok?” Dr. Jeremy chamou nossa atenção, meu rosto corou pelo fato de Edward e eu sempre discutirmos em público.



“Isabella, você trouxe os exames que você fez?” Ele me perguntou um segundo depois. Revirei minha bolsa para encontrá-los.



Ele o pegou e leu tudo atenciosamente. “Sua concentração de B-HCG indica que você está com quatro semanas.”



“Minhas contas estavam certas, então.” Falei olhando para Edward, meu rosto esquentou por ter a confirmação. Meu bebê fora feito em Chicago!



Edward beijou meus cabelos, sendo doce até o limite. Bati meus dedos na mesa, um sinal de ansiedade. “É muito cedo para uma ultrassonografia?”



O médico sorriu para nós. “Ainda não é possível ver o embrião, mas dará para ver o saco gestacional. Quer tentar?”



Aquela pergunta já tinha resposta, eu queria qualquer coisa sobre meu bebê, mesmo que fossem só borrões. Edward atropelou-me para responder. “Claro que queremos!”



Dr. Jeremy nos lançou o sorriso quente. “É sempre bom ver maridos tão animados, você tem sorte, Isabella!”



Minhas bochechas queimaram sem minha permissão, o semblante de Edward era cheio de vergonha também, ninguém se apressou para responder.



“Não somos casados ainda.” Edward disse baixo, a voz estava quente e um tanto promissora.



Olhei-o de soslaio, nada era mais bonito que o verde brilhante. “Sou uma mãe solteira!” Falei apenas para tirar o clima estranho do ar.



Edward deu um tapinha me minha coxa, apenas brincando também. Dr. Jeremy sorriu para nossa cena “Isabella, por favor, troque de roupa ali atrás.”



Deixei Edward e o médico sozinhos, o silêncio se formou logo após minha saída. O banheiro também era amplo, tirei minhas roupas de frio e coloquei o roupão de hospital, era completamente constrangedor deixar Edward me ver naqueles trajes. Eu dei passos calmos para fora do banheiro. Edward sorriu delicadamente, enquanto o médico me guiava para a maca perto da parede. Eu corei de corpo inteiro pela exposição, sem eu perceber, minha mão já estava entre as de Edward.



“Vou começar pelos exames padrões, ok? Depois, tentamos ver alguma coisa.” Dr. Jeremy disse e, ao mesmo tempo, ajeitava os aparelhos.



Talvez Edward tivesse percebido meu desconforto, pois ele veio para beijar minha testa. “Fique tranquila, sim? Também não é tão legal saber que um cara vai te tocar.”



Sorri um pouquinho para ele, Edward segurou mais forte minha mão. “Eu estou aqui, tá?”



Vi o médico calçando as luvas. “Isabella, qualquer desconforto, me diga.”



Assenti timidamente para ele. E tudo foi mais rápido do que eu imaginei, Dr. Jeremy segurava um olhar clínico e quase entediado para minha entrada. Era uma profissão ingrata, pois deve ser chato ficar vendo a mesma coisa o dia inteiro.



Os toques eram profundos e cheios de cautela, ele ergueu o rosto para mim. “Mais grávida, impossível.”



O sorriso de Edward foi imenso e bonito, recebi mais um beijinho na testa. “É tudo verdade, linda.”



Eu nunca conseguiria descrever as emoções que dançavam dentro de mim, era uma felicidade desconhecida, uma plenitude sem igual.



Dr. Jeremy continuou me examinando, demorando um pouco mais e fazendo uma cara estranha, ele parecia preocupado. Apenas aquela visão fez minha mente nublar e uma leve tonteira pairar sobre mim.



“Alguma coisa errada?” Edward perguntou mais alto, eu vi a preocupação escorrendo pelos cílios longos.



“Só preciso tirar uma dúvida com vocês, não se preocupem.” Ele disse sem nos olhar, o toque terminou em minha entrada e eu senti a ponta do dedo contornando meu peito.



“Está tudo certo com o bebê de vocês, ele está bem posicionado e fixado. E tudo bem com você também, Isabella.” O médico disse firme, eu abri um sorriso sincero para ele.



“Você disse que tem uma dúvida.” Falei sem disfarçar meu temor.



Edward acarinhava-me nos braços, o toque era quente e reconfortante. Olhei para o semblante do doutor, ali existia certa curiosidade e um pouquinho de medo.



Os olhos escuros encontraram os meus. “Perdoem-me a intromissão, mas você, Isabella, já foi vítima de algum tipo de abuso?”



Eu processei lentamente as palavras, não me permiti lembrar nada. Movi minha cabeça positivamente, sem perceber o aperto forte da mão de Edward em mim. O rosto que eu amava estampava uma careta. Eu via a dor no rosto de Edward, assustei-me ao ver a culpa também.



“É minha obrigação fazer esse tipo de questionamento, ok? Pelo toque eu percebi diversas fissuras, elas parecem antigas, mas estendem-se até o colo do útero.” A voz era calma, diferente de mim. Eu aceitava qualquer coisa, mas eu não poderia admitir que Sebastian ferrasse tanto com meus sonhos.



Edward apertou ainda mais minha mão, a careta de dor só aumentava. “Bella corre risco, doutor?”



“Na verdade, é difícil ter certeza, tudo está realmente bem com o feto. Você tem certeza que não houve transmissão de qualquer doença?” O médico me olhou mais uma vez, pedindo para que eu fosse sincera.



Olhei para Edward, ali estava a segurança que eu precisava, guiei meus dedos para minha barriga lisa. “Eu tenho certeza que não, faço exames periódicos. Uh, isso tem mais de seis meses.”



“Eu sei que esse monstro não é Edward, você o denunciou, certo?” Dr. Jeremy perguntou superficialmente.



“Ele morreu, não se preocupe.” Falei baixinho, jogando as memórias para o fundo de minha mente.



Edward iria quebrar meus dedos caso continuasse os apertando, livrei-me do enlaço apertado e sorri para minha mão vermelha. Ganhei um pedido de desculpas silencioso.



“Vou cuidar de você pelos próximos nove meses, então, se você estiver confortável, pode me contar, ok?” Ele disse com tom sincero, mal senti o gel gelado escorregando sobre minha barriga.



Ele sorriu abertamente. “Deixe-me apresentar o bebê de vocês.”



Tudo que eu enxergava era uma tela preta cheia de manchas. Meus olhos estavam úmidos e vidrados no monitor, eu tremia timidamente. Os dedos de Edward brincavam com meus cabeços e, quando Jeremy mostrou onde minha coisinha estava, minhas lágrimas rolaram por minha bochecha. Edward as secou prontamente, eu sorri ao ver a umidade nos cantos dos olhos verdes.



Edward colocou um beijo demorado em minha testa, esforcei-me para ouvir as palavras doces. “Eu amo tanto vocês.”



Apenas sorri para ele. Nós ficamos mais um pouco admirando nossa machinha, Edward colocou as fotos impressas no bolso da calça e eu sequei minhas lágrimas absurdamente felizes.



Troquei minhas roupas rapidamente, querendo voltar para minha consulta. Edward conversava algo engraçado com meu médico, pois eles sorriam como velhos amigos. Sentei-me ao lado de Edward, ele pousou a mão sobre meu joelho. O restante da consulta foi sobre minha alimentação e todos os exercícios que eu deveria fazer, eu optara pelas corridas noturnas com Edward e por todos os exercícios estranhos para o assoalho pélvico.



Despedimo-nos do médico e caminhamos para fora o consultório, sabendo que eu estaria de volta dali duas semanas para outra ultrassonografia.



“Ele é simpático, né, Edward?” Perguntei antes de ele abrir a porta do carro para mim.



Edward sorriu, mas não do jeito que eu gostava. “Jeremy é ótimo, gostei também.”



“Ei, por que você está assim?” Perguntei baixinho, com medo da resposta. Segurei-lhe o punho, fazendo-o me olhar nos olhos.



A aflição estava no rosto de Edward, um vinco atrapalhava o cenho dele. Nossos olhares ficaram presos por longos instantes e, delicadamente, ele me abraçou. “Eu estou feliz, linda! Nosso bebê é saudável e você está bem, mas parece que ele sempre vai atrapalhar nossos planos.”



Fechei meus olhos para as palavras, entendendo o ponto. Levei minhas mãos para o rosto quadrado e sofrido. “Edward, meu amor, não se preocupe com ele, ok? Ele morreu, ninguém mais vai tocar mim. E, de qualquer modo, você sempre vai estar nos protegendo.”



Edward ouviu cada palavra minha, o semblante se suavizava aos poucos. “Eu queria que ele nunca tivesse existido, Bella.” As palavras foram duras, os olhos verdes não saíram dos meus, a tradicional corrente de emoções se formou.



“Posse te pedir uma coisa?” Perguntei baixinho. “Esqueça essa parte de minha vida, pense só em nós três.”



As mãos de Edward desceram para minha barriga, ele me afagou docemente. “Eu não quero estragar nossa manhã, desculpe-me.”



Beijei-o rapidamente e baguncei os cabelos embolados. “Tudo bem, Edward. Você pode me deixar no jornal?”



Vi mais uma careta se formando, agora ele só estava meio irritado. “Você poderia ficar em casa, né? Fazendo alguma coisa que você realmente gosta.”



Sorri grande para ele. “Isso já está em meus planos, mas será daqui alguns meses. Eu posso trabalhar mais um pouco.”



“Espero que seu amigo idiota pare de correr atrás de minha mulher grávida.” Edward disse sorridente, quase arrogante.



Tirei meu rosto o vidro e pisquei para Edward. “Você não deveria ser tão inseguro assim, pense, você é lindo, cheiroso e bombeiro. Por que eu te trocaria?”



Ele riu para minhas palavras, a mão que estava sobre meu joelho subiu para minha coxa coberta. “Eu tenho tanta sorte!”



Assim que Edward estacionou o carro, pulei no colo dele, não querendo despedir. “Até mais tarde, amo você.”



Ganhei um beijo calmo, os dedos longos traçaram minha bochecha. “Te amo.”



Remexi sobre o quadril de Edward e aprofundei nosso beijo. As mãos fortes não demoraram a passear em mim, indo até a base de minha coluna. Quando os beijos desceram para meu pescoço, descobri que eu não queria parar tão cedo com aquele amasso.



Resfoleguei na boca de Edward. “Eu preciso ir trabalhar.”



Ele sorriu atrevidamente para mim, senti a mordida em meu pescoço. “Vai ser mais divertido se você ficar aqui comigo.”



Um gemido escapuliu de meus lábios, instantaneamente, dancei sobre a tímida ereção que Edward ostentava. Era óbvio que eu queria transar com meu namorado, fora uma longa semana sem qualquer tipo de alívio. Os dois precisavam daquilo.



Edward rolou as mãos para dentro de minhas roupas, tocando-me com vontade. Eu aproveitei para dedilhar a pouca pele exposta do pescoço dele. “A gente não pode fazer isto aqui.”



Era um puta charminho, mas resolvi fazê-lo. Voltei para o banco do carona e arrumei minhas roupas. “Te vejo à noite, amor.”



Ganhei um sorriso perverso, acompanhando de um par de olhos cerrados. Edward inclinou-se para mim, primeiro ele me beijou nos lábios, depois, desceu para minha barriga.



“Bebê, a mamãe é tão malvada com o papai! Ela sempre me deixa morrendo de vontade, bebê! O que eu devo fazer com ela?” Edward perguntou sem mudar a voz, o que me deixou feliz.



Corri meus dedos pelos cabelos dele. “Você deve deixá-la ir trabalhar.”



Edward ergueu novamente para mim e colocou um beijo longo em minha boca. “Cuide-se, amo você.”



Arrumei o uniforme de Edward e tentei alinhar os cabelos. “Seja cuidadoso também, tá? Tem mais gente esperando por você toda noite agora.”



Ele sorriu perto de minha boca e bateu o nariz no meu. “Eu sempre vou voltar para vocês.”



Biquei, pela última vez, os lábios finos. Edward acarinhou minha barriga docemente. “Fique quietinho e deixe a mamãe trabalhar, sim? Te amo.”

(...)

Procurei minha concentração na mesa de Ângela, pois ela não estava em mim. Todos meus pensamentos estavam em Edward, e nas coisas que ele fazia comigo. A tarde trouxera uma avalanche de pensamentos sacanas.



Meu rosto não parava de corar, nada que Ângela ou Carter diziam entrava em minha cabeça. Perguntei-me se aquilo era coisa de grávida, ou, se eu realmente estava precisando de uma foda homérica.



Encarei minha barriga por longos instantes, querendo que o tempo passasse voando e que eu conhecesse minha coisinha. Ou, pelo menos, ouvisse as batidinhas do coração, conhecesse o rostinho, e, talvez, descobrisse se era um menino ou uma menina. Minha intuição de grávida dizia que seria um menino, idêntico a Edward.



Espantei os pensamentos doces para longe, tentei focar no computador, mas meu celular vibrando findou todos meus planos.



Estou com saudades, baby.

E.



Foi impossível para sorrir para as palavras de Edward, existia açúcar em cada uma delas.



Com saudade de qual baby?

B.



Digitei com certa pressa, não me importei com meu sorriso bobo. A resposta chegou mais rápido do que em minhas suposições.



De vocês dois! Sem enjôos essa tarde?

E.



Lembrei-me então de meu estômago e do fato de ele estar vazio, Edward nem poderia imaginar minha falha. Peguei minha bolsa e saquei minhas maçãs.



Estou ótima, quero voltar logo para casa! Até, te amo.

B.



“Bells? Quer que eu compre café para você?” A voz de Carter me fez voltar para a realidade.



Olhei-o minuciosamente e sorri. “Não precisa, obrigada!” Falei. Edward cortara qualquer bebida que continha cafeína, eu sentiria saudades dos cafés e dos copos de coca.



Te amo também, vejo vocês em casa.

E.



Sem saber qual tipo de resposta eu teria, decidi externar meus pensamentos com Edward.



Vou tentar chegar mais cedo, preciso cuidar de você também.

B.



Estava bom para um começo, não era uma insinuação, mas Edward era inteligente para assuntos sexuais, apenas para estes. Bati meus dedos na mesa enquanto esperava a resposta.



Eu posso cuidar de você também, linda. Sei que você precisa relaxar um pouquinho.

E.



Suspirei baixinho, imaginando o que ele poderia fazer para eu relaxar. Edward poderia começar com os dedos, eu não reclamaria nenhum pouco.



Eu gosto de suas táticas de relaxamento. Presumo que você esteja mais estressado que eu, a semana foi dura para você, Edward.

B.



Assustei-me com o conteúdo da mensagem, enviei enquanto meu rosto corava. Sorri para minha situação. Uma grávida trocando mensagens pervertidas com o namorado bombeiro e sem sexo de qualidade.



Completamente dura, Bella. Você não tem ideia!

E.



Abri e fechei minha boca algumas vezes, foi impossível não morder meu lábio, senti tudo dando voltas em minha barriga. Eu amava muito as palavras de Edward!



Quer me contar um pouco? Eu adoro as coisas que você me diz. Você sabe, exatamente, como me afetar com suas palavras sujas.

B.



Digitei com uma pressa sem igual, tomei um gole da água apenas para dissipar o calor que me consumia. Eu estava louca pela resposta de Edward, louca por ele,também.



É tão difícil ser educado com você, Bella! É tão mais complicado escrever uma mensagem e me tocar, você deveria estar aqui comigo.

E.



Minha boca secou miseravelmente, mas tudo em mim esquentou e umedeceu-se, ofeguei para mascarar um gemido. A visão de Edward se tocando roubou qualquer outro pensamento. Ele estava tão bonito e suado, tão perto da borda.



Eu estou tão duro para você, baby! É uma merda fazer isso sabendo que você faz muito mais gostoso, eu preciso da porra da sua mão, ou, talvez, de sua boca.

E.



Fora imperceptível, mas eu gemi como uma cadela no cio. Senti o suor descendo por minha nuca. Quando, no mundo, eu ficaria excitada daquele jeito? Cruzei minhas pernas por puro reflexo, a fricção nem chegou perto de minhas necessidades. Nada parecia bom o suficiente para respondê-lo, eu não liguei quando joguei meu senso pela janela.



É uma merda saber que seus dedos são melhores que eu os meus, Edward! Até minhas coxas estão meladas, tudo está pulsando e pedindo por você.

B.



Tirei o suor de meu pescoço, olhei rapidamente para os lados. Ninguém prestava atenção em mim. Percebi que meu rosto estava totalmente quente, então, bebi o resto da água. O celular vibrou sobre a mesa, eu abri a mensagem na velocidade da luz.



Odeio te deixar com vontade, baby. Volte para casa e eu resolvo isto num instante.

E.



Reli as últimas palavras, com água na boca e fogo no resto do corpo. Meu sorriso saiu calmo e manhoso, eu contei os minutos para ver Edward.

(...)

O motorista do táxi não demorou a me deixar na porta do prédio. Eu cantarolei enquanto dividia espaço com rostos desconhecidos no elevador. Girei a chave da fechadura, o ar quentinho de casa soprou contra meu rosto.



“Amor?” Chamei por Edward, pois ele não estava jogado no sofá. Corri meus olhos pela cozinha e lá estava meu Edward encarando a porta da geladeira.



Dei passos largos na direção dele, minhas mãos infiltraram-se dentro do moletom largo. “O que você está fazendo?”



Edward deu espaço para eu ver a porta da geladeira, eu pisquei para acreditar. A letra bonitinha dele estava em todo lugar. Meus olhos captaram Bebê Cullen Swan.



Existiam colagens também, a carta escrita por mim, o exame que deu positivo, a primeira imagem de nosso bebê e uma foto minha e de Edward. Eu sorri para o tanto de imãs e mensagens, a letra deitada dizia coisas fofas.



“Você sabe, a primeira coisa que eu procuro todas as manhãs é alguma coisa para comer, nada mais justo que me lembrar de nosso bebê todas as manhãs também.” Edward disse enquanto escrevia com perícia Nós te amamos, bebê!



“Isso é lindo, Edward!” Falei na falta de algo melhor. “Eu amei!”



Corri meus dedos sobre as palavras e imagens, Edward depositou um beijo em minha bochecha. “Podemos fazer isso até o nascimento.”



Beijei-o também, porém nos lábios. “Vai sair, Edward! Toda hora você abre essa geladeira.”



Ele riu baixinho e apertou minha cintura. “É com aquelas canetas que não saem!”



Edward percebeu meu olhar, eu não poderia acreditar que ele estava fazendo aquilo com minha geladeira, tudo bem que era por causa de nosso bebê, mas ainda era a minha geladeira.



“Não fique brava, tá? Nosso bebê vai amar saber que fizemos isto por ele.” Edward disse perto de meu ouvido, ele beijou sem suavidade a pele da região. Então eu amoleci e cedi.



Ele continuou beijando o sítio de minha orelha, correndo com a língua, assoprando. “Eu pirei com suas mensagens, baby.”



Sutilmente, movi-me para colar meu corpo ao dele. “Aproveitou muito?”



Ganhei um beijo rápido em minha boca, Edward estava completamente inclinado aos beijos me meu pescoço. “Uhum.”



Os carinhos continuaram lentos e molhados, Edward jogou meu cabelo para o lado e explorou a pele que recobria minha clavícula, ele ergueu-me sobre os próprios pés. Senti minhas costas chocando-se contra a porta da geladeira.



“Você tem noção de como me deixa?” Edward perguntou sorrindo sobre meus lábios.



Sorri para ele, esforcei para voltar meus lábios para o lugar. “Tenho leve noção!”



Edward bicou meus lábios, fazendo um pouco de cócegas. “Além de duro e dolorido, você me faz um homem completamente feliz, linda.”



Pisquei para as palavras repentinas, busquei os lábios finos e os mordi. “Preciso alimentar nosso bebê e tomar um banho.”



Minha fala fez as mãos de Edward desceram para minha barriga. “Ei bebê!”



Sorri para a cena, sai de cima dos pés de Edward e abri a geladeira customizada. Tirei os iogurtes, a única coisa que meu estômago não rejeitava. Sentei-me sobre o balcão e tomei a bebida gelada, o cachorro veio para morder meus calcanhares.



Olhei-o e sorri. “Ei Flip!”



O cachorro mordeu meu salto, deixando as marcas dos caninos. Ele abanou o rabo graciosamente. “Eu não entendo o motivo de seu dono querer te mandar para Chicago, eu sei que você vai não fazer nenhum mal para mim e para meu neném.”



Edward, que estava do outro lado da cozinha, me olhou. “Ele já entendeu a situação, Bella. Ele não está triste, já conversamos, não é, campeão?”



Flip-flop pulou no colo de Edward, lambendo-o inteiro. “Meus pais vão gostar de ter um cão.”



“Você não precisava fazer isto, podemos viver em harmonia.” Coloquei brevemente.



Edward veio para me beijar. “A gente vai reavê-lo quando nosso bebê ficar grandinho, eles vão brincar juntos.”



Sorri e beijei-lhe a bochecha. “Pode tomar banho primeiro, vou terminar de comer.”



Ele fez o que eu disse, continuei na cozinha, fiquei feliz em saber que eu acabara com a bandeja de iogurtes e minha fome ainda persistia. Busquei as maçãs verdes na geladeira, deixei duas para Edward, pois sabia que ele gostava também.



Segui para o quarto com o cachorro atrás de mim, ouvi o chuveiro ligado e ponderei sobre um banho ao lado de Edward. Puxei minha gaveta de calcinhas, revirei as peças e sorri ao encontrar um conjuntinho intocado. Vermelho e com rendas, do jeito que fazia Edward babar.



Entrei sem fazer barulho no banheiro, tive um vislumbre do dorso nu de Edward. A água caia milimetricamente sobre os músculos definidos, existia muita espuma nos cabelos dourados. A cena era engraçada e quente.



Tirei minhas roupas, sem me preocupar com o destino delas. Deixei minhas peças de renda embolada com a toalha, Edward não precisava vê-las tão cedo. Preferi não me intrometer no banho dele, aproveitei para ver a situação de meu corpo, eu estava amando cada parte dele. Olhei para os cremes que diziam prevenir estrias e manchas desagradáveis, rezei para que eles funcionassem. Nem precisava ter resultado total, eu só não me permitiria virar uma grávida cheia de estrias e manchas na cara.



Edward saiu timidamente do chuveiro, os olhos não estavam tímidos, eu via uma avalanche de malícia escorrendo deles. A toalha amarrada na cintura me fez ofegar. Sorri pelo espelho e ele veio até mim.



As mãos grandes e decididas passearam por minha cintura nua, a pressão me fez suspirar baixinho. A respiração de Edward soprou contra minha nuca, fazendo meus pelinhos eriçarem. Tão logo, senti os lábios roçando minha pele; era como veludo.



Dei um passo para trás, tentando algum tipo de contato. Edward cessou todos meus planos, ele apenas jogou meu cabelo para o lado e trabalhou em minha orelha.



“Espero você na cama, linda.” A voz rouca veio como ondas calmas, foi impossível conter a tremedeira de tesão.



Olhei-o sobre meu ombro, deleitei-me com o sorriso que ele carregava. Meus lábios pediram os dele, segurei nossos olhares. Nosso beijo começava daquele jeito, antes de chegar a nossas bocas, ele era trocado infinitas vezes por nossos olhos.



Tombei meu rosto para trás, querendo os lábios finos amassando os meus. O beijo começou agradavelmente lento, cheio de sugadas e mordidinhas. A língua de Edward logo pediu passagem e, então, perdi o chão. Porque ele era, simplesmente, bom demais. Nossas línguas se provocaram e Edward me deu aquele beijo de tirar o fôlego.



Ele sabia que eu precisava de sustentação, rapidamente senti a mão pegando atrás de minha coxa e subindo para minha bunda. Edward descansou a testa na minha, resfolegando. “Você me deixa tão perdido, Bella.”



Sorri contra o rosto dele, feliz pra caralho. “Vou tomar banho e ficar linda, tá?”



Edward tirou os cabelos que caiam em meu rosto, existia um sorriso doce no semblante dele. “Volte logo para mim, garota brilhante!”



Era um convite tão sutil, mas que me fazia esquentar. Caminhei rapidamente para debaixo do jato de água quente, eu só queria me jogar nos braços de Edward e fazer a noite durar.



Meus dedos, sem eu perceber, já estavam traçando círculos calmos na parte baixa de meu ventre. “Bebê, eu preciso de um favorzinho seu!”



“Sabe, eu estou louca para transar com seu papai.” Confidenciei baixinho, sorrindo bobamente.



Joguei um pouco de água no centro de minha barriga, perguntei-me se era um erro ter aquela conversa com meu bebê, eu escolhi pensar que não era. “A mamãe vai ficar tão relaxada e mole que até você vai ficar mais feliz, o papai é muito bom, sabia?”



“Não precisa ficar assustado com minha gritaria, nem as bobagens que seu pai irá dizer. Nós gostamos desse jeito, tá? Seu pai é meio grande, mas não irá te machucar, você está bem protegido.” Acarinhei a parte abaixo de meu umbigo, falando ainda mais baixo.



Decidi encerrar aquele monólogo, mas valia dizer que eu amava aqueles momentos, meu bebê e eu teríamos muito deles. Entrei em minhas roupas vermelhas e provocativas, olhei admirada para o resultado.



Meus peitos disputavam espaço dentro do sutiã, mas eu gostava da curva que eles faziam, olhei-me de costas e tudo parecia certo com minha bunda. Dei tapas em minhas coxas para saber o nível de minha flacidez, eu sempre me perguntava o motivo de Edward dizer que elas eram durinhas. Antes de eu abrir a porta, entrei na camisa que Edward esquecera no banheiro. O cheiro que eu gostava, agora, estava em mim.



Caminhei para a cama, sentindo os olhos verdes me vigiando. Eu queria muito saber interpretar o sorriso cheio de graça que Edward me lançava, existia uma quantidade imensurável de malícia nele.



Um leve rubor subiu para o meu rosto e eu sorri completamente envergonhada. Edward sorriu para mim, dizendo, com os olhos e lábios, que me queria também. Segurei nossos olhares e, naquela corrente, foram colocadas todas minhas intenções da noite.



Edward moveu-se para a beirada da cama, formando centímetros de distância entre nossos corpos. Os dedos longos brincaram com a barra de minha camisa, sem tocar minha pele que ardia por ele.



Encarei a calça de moletom velha, ela me dizia que Edward ostentava uma ereção dura o suficiente, então, eu resolvi brincar um pouquinho com ele.



Curvei meus lábios num sorriso sincero, depois, mordi meus lábios por pura mania. Puxei a barra de minha camisa, a lingerie se revelava aos poucos. O semblante de Edward era cheio de satisfação.



Dei um passo para ele, querendo dar uma boa visão, mas, antes que fizesse o próximo movimento, Edward levou as mãos para minha cintura. Completamente desesperado.



“Não seja malvada, Bella!” Edward disse sorrindo, o charme escorria daquele sorriso.



Inclinei-me para ele, nossos rostos estavam próximos e eu sentia a respiração pesada batendo contra minha pele. Não hesitei ao puxar o lábio inferior dele com os meus. “Apenas aproveite, tá?”



Não esperei nenhuma resposta, voltei para minha posição inicial. Eu sabia que aquilo seria completamente amador, mas não custava nada eu tentar tirar, sensualmente, minhas roupas para Edward.



Nada em mim tremia, para a minha sorte. Comecei pela blusa larga, ela tomou algum lugar no chão e meu corpo agradeceu a nova temperatura. Os olhos verdes acompanhavam meus gestos, os lábios finos sorriam para mim.



Eu sorri descaradamente ao ver as mãos de Edward querendo qualquer parte de mim, eu sempre tomava uma distância segura dos toques firmes. Corri a lateral de meu corpo, provocando-o. Brinquei com o elástico da calcinha, nunca mostrando demais. Os conhecidos tremores me faziam continuar. A verdade era que eu estava amando aquilo, amando o olhar luxurioso de Edward.



Aquilo era apenas o começo, pois eu tinha bons planos com o melhor pau do mundo. Posicionei-me entre as pernas de Edward, propositalmente, rocei minhas coxas nas dele. Encarei meu busto que arfava, sorri para a cena quente. Percorri a renda com meu dedo, meus olhos fecharam por reflexo e, tão logo,entreguei-me aos meus próprios toques.



Tudo soltava faíscas de tesão, a umidade fazia minha entrada pulsar. Demorei muito em meus peitos, meu dedão rodopiava sobre meu mamilo e me segurava para não gemer. Abrir os olhos não era uma opção, eu não sabia o que encontrar olhos verdes.



Meu toque desceu para minha barriga e voltou para a base de meus peitos, fiz mágica e tirei o sutiã que atrapalhava meu caminho, voltei a estimular a região, eu me arrepiava e soltava gemidos baixos, imaginando os dedos do homem que estava em minha frente.



Outro gemido abafado pediu espaço, eu reconheceria aquele som mesmo na Lua. Abri minimamente meus olhos, eu arfei para a imagem pervertida. Edward se tocava com força, louco para gozar.



Quando ele pegou meu olhar, tudo pareceu não existir, só existia nos dois e uma noite inteira pela frente. Edward sorriu, o tipo de sorriso que me fazia flutuar. Eu praticamente cai no colo dele, nós faríamos aquilo juntos. Talvez, não tão juntos assim.



Sentei-me sobre as pernas descobertas, chutei a calça velha para o chão. Nada tirava a concentração de Edward, o punho não tinha descanso, ele batia com certa violência, como um homem.



Beijei-lhe no pescoço, perto da orelha. “É uma delícia te ver fazendo isso, eu fico com tanta vontade, Edward.”



Ele apenas sorriu e abaixou o rosto, abocanhando meu peito rijo. A língua fez as piores brincadeiras, as brincadeiras que eu mais gostava. Tinham chupadas, mordidas e incontáveis sugadas. Eu me remexi, querendo algum contato com meu nervo inchado e pulsante.



Edward percebera minhas intenções e me buscara para um beijo faminto. Os dois terminaram sem fôlego. “Se toque, baby!”



O pedido veio sem aviso, mas eu não poderia desacatá-lo. Eu também queriamuito fazer aquilo. Ajeitei-me sobre o colo de Edward, rapidamente, a boca quente voltou para minha clavícula e peitos.



Meus dedos escorregaram para dentro de minha calcinha, a umidade estava em toda parte. Edward me fez olhá-lo e tudo em mim estourou. Nossos toques eram firmes e seguiam um ritmo violento. Eu afundava meus dedos em mim enquanto ele friccionava a glande vermelha. O orgasmo estava próximo, ninguém queria esperar ninguém.



Os beijos também eram apressados e indelicados, eu sentia o gosto de sangue, meu lábio já estava em estado crítico. “Edward, oh, porra!”



A parte baixa de minha barriga deu voltas e eu não me permitir fechar os olhos. Edward fez os últimos movimentos e eu senti o jato quente terminando em minha barriga. Eu não poderia dizer quem respirava de modo mais irregular.



O silêncio que se formou fora inteiramente surreal, nós nos olhamos e sorrimos, só existia cumplicidade ali. “É tão engraçado bater em sua frente.” Edward disse sobre meus lábios.



Acarinhei-lhe a nuca, tirando o excesso de suor. “Eu acho excitante, você fica tão gostoso, eu fico louca de tesão.”



Edward me beijou com certa força, nós dois caímos na cama, ele controlando o peso sobre mim. Senti os dedos afiados correndo o elástico da calcinha pequena. Havia um sorriso bobo no rosto dele.



“Eu sei que você está encharcada, Bella! Morrendo de vontade do meu pau, né?” Edward perguntou perto de meu ouvido, sugando e mordendo.



Meus instintos me fizeram abrir as pernas e erguer o quadril. “Você deixa tão louca, Edward.”



Ele riu baixinho e mordeu meu lóbulo, senti-o jogando o quadril para o meu, apenas correndo o pau duro sobre minha calcinha. “Adoro você assim, toda safada, precisando de uma foda bem gostosa.”



Meu gemido saiu alto, quase uma súplica. “Eu quero você!”



“Eu estou aqui, Bella.” Edward disse com ar prepotente, me provocando. Nossas pelves dançavam sutilmente, eu estava odiando aquele tecido entre nós.



Beijei-o demoradamente, minhas mordidas doeriam mais tarde. “Você sabe o jeito que eu quero você.”



As mãos, que estavam sobre os lençóis, voaram para a lateral de meu corpo, uma brincou com minha barriga. Edward demorou ali, quase admirado. Outra escorregou para minhas coxas, apalpando a parte interna. O toque demorou subir para minha entrada latejante, Edward correu minhas dobras com certa pressão, sempre ignorando meu nervo.



“Eu sei que você quer isso, baby.” Edward tocou-me repentinamente, ainda sobre a calcinha, o mínimo contato me fez contorcer. “Me diga como você me quer, eu te toco do jeito que você gosta.”



Eu bufei por ter um namorado tão gostoso e chato, Edward só queria ouvir umas palavrinhas sujas também.



Usei toda minha força para nos virar na cama, Edward teria o que ele tanto procurava. Não me importei em parecer uma vagabunda, eu era uma vagabunda com Edward e ele amava essa parte, eu não enxergava os problemas.



Eu amava ficar por cima, pois, simplesmente, eu tinha o controle e me deleitava com rosto vermelho de Edward. Joguei minha calcinha para algum lugar do quarto, meus dedos abriram minhas dobras e eu gemi para o olhar que Edward lançou para minha entrada.



Provocar Edward era uma tarefa fácil, sentei sobre a ereção gloriosa, mas não a deixando me penetrar. Estimulei meu ponto sensível com a cabeça vermelha e brilhante, meus movimentos eram provocativos, lentos e obscenos. Nós dois olhávamos para o roçar de nossos sexos, o tesão era de outro mundo.



Abaixei-me para beijar-lhe o peito e pescoço. Minha língua serpenteava sobre a pele salgada, demorei no lóbulo molhinho. “Eu quero você me dando a melhor foda de minha vida, Edward! Pode meter bem gostoso, tá? Minha boceta está queimando para sentir seu caralho me comendo.”



Edward soltou um gemido primitivo e me fez sentar até o fim no pau que vibrava. “Cachorra!”



Mordi meus lábios, sem saber se meu corpo me obedecia. Rebolei sobre o membro de Edward, completamente excitada. O barulho da fricção me fazia querer mais e mais.



Espalmei minhas mãos sobre o peito musculoso, nossos olhos estavam presos e de nossas bocas saíram loucuras. Edward levou as mãos para minha bunda, a ousadia estava em cada toque. Os gemidos escaparam quando ele, sem ser delicado, deixou um tapa em minha carne, daqueles que demorariam a sair. Eles se sucederam, um mais forte que o outro. Meus berros aumentavam na mesma proporção.



Eu já não me reconhecia, tudo estava preto em minha frente. Repentinamente, Edward me sentou de costas e eu rebolei e aproveitei ainda mais o momento. Meus dedos judiaram do nervo carente, esfregando, circulando, beliscando. Qualquer coisa que me fizesse perder o fôlego.



Um último tapa foi colocado em minha bunda e, simultaneamente, eu gozei. Meu corpo fraquejava e não adiantaria eu tentar me firmar. Cair para frente, o colchão macio segurou meu rosto. Tudo era negro e totalmente brilhante, minha língua parecia meio embolada, pois nenhuma palavra era dita. Se aquilo era um orgasmo, perguntei-me o que era as coisas que eu sentia antes então.



Os tremores correram por meu corpo, fazendo cócegas nas pontas dos pés. Minha posição e a de Edward eram engraçadas. Eu enxergava os pés feios dele e ele enxergava os meus.



Rolei meu corpo, querendo o rosto que eu amava. Edward também parecia sem fôlego, ou, talvez, tendo uma parada cardíaca. Meus sorrisos eram retardados e fáceis.



Senti minha perna sendo erguida e, seguidamente, alguma coisa molhada em meus dedos dos pés. Eu sabia que não era nosso cachorro, ele não tinha uma língua tão macia daquele jeito.



Os carinhos eram delicados e molhados, a boca de Edward beijou cada parte de meu pé, brincando com meus dedos, causando sorrisos em mim. Os barulhos eram engraçados e, estranhamente, excitantes.



“O que foi isso, linda?” Edward perguntou baixinho, querendo, de fato, a resposta.



Sorri para as palavras. “Eu não sei, amor. Foi gostoso pra caralho.”



Edward me puxou para cima, apreciei o sorriso calmo e relaxado dele. “Nós somos tão bons de cama!”



Eu tive que concordar com ele, era inegável. “Eu pensei que grávidas não tinham direito a esse prazer todo.”



A risada quente encheu o quarto e eu ganhei um beijo rápido. “Acho que nosso bebê ficou assustado com as coisas que eu fiz com você.”



O calor de sempre fluiu para minhas bochechas. “Eu já tinha explicado tudo.”



Edward arqueou a sobrancelha para mim, mas preferi encerrar aquela conversa. “Nós temos que aproveitar agora, pois depois teremos uma barriga entre nós.”



“Eu já disse, vou amar suas mudanças. Você vai ficar linda.” Edward disse antes de me beijar, o contato foi apenas doce.



Aprofundei aos poucos, nossas mãos estavam sobre minha barriga, os dedos de Edward me acariciavam sem pressa. “Eu fico sonhando com o dia em que você começar amamentar, deve ser a visão mais bonita para qualquer homem.”



Olhei-o com confusão. “Eu já te dei boas visões, Edward!” Ele tinha entendido meu ponto.



“É diferente, Bella! Uma coisa é você me mostrar seu corpo, quando seus pensamentos estão todos convergidos ao sexo. Outra, completamente diferente, é te ver alimentando nosso bebê, você é a única que pode fazer isto por ele, eu vou ficar cheio de orgulho de você.” Ele disse pausadamente, a seriedade me fez abraçá-lo.



Imaginei a cena. Nosso garotinho estaria embrulhado na manta, nós teríamos dificuldades nas primeiras tentativas, mas o pai mais doce do mundo estaria acarinhando-me nos braços, dizendo que eu daria conta.



“Eu não vejo a hora de ver o rostinho, saber se é menino ou menina, pegar em meus braços.” Edward disse contra meu pescoço, eu sorri por ele estar tão feliz quanto eu.



Soltei um bocejo longo, amaldiçoei-me internamente, pois eu ainda queria que Edward me pegasse de quatro, mas, pelo jeito, eu logo começaria a hibernar.



Ignorei o fato de eu ter pulado o banho, apenas abracei o corpo de Edward e nos cobri com a manta grossa pesada. “Te amo, Edward.”



Os lábios finos pastaram em minha testa e têmpora. “Amo vocês.”



Cerrei meus olhos e agarrei a coberta, sabendo que logo Edward a roubaria de mim. Antes de desligar minha mente, fiz meus agradecimentos e relembrei meu dia, o saldo fora positivo por fim.



A respiração de Edward tornou regular a calma segundos depois, então, eu percebi que meu sono tinha ido embora e eu não teria Edward para conversar comigo. Bufei frustrada e rolei na cama.



“O papai dormiu, agora eu estou sozinha com você!” Falei baixinho, iniciando meus monólogos.



Busquei mais uma manta, a fim de aquecer minha barriga. Aproveitei para fazer contas e descobrir que o nascimento seria no verão. Pensei então, no enxoval, nós deveríamos comprar coisas de calor, roupas de frio poderiam esperar.



“Bebê, eu só consigo imaginar coisas azuis quando eu penso em você, eu tenho certeza que você será um moleque!” Encarei minha barriga, eu sabia que eu estava certa, seria uma cópia fiel de Edward.



Sentei-me encostada na cabeceira da cama e trouxe o rosto de Edward para o meu colo, brinquei com os cabelos, feliz em saber que, dali a diante, eu teria que cuidar de dois homenzinhos.



“Edward será um ótimo pai, bebê! Seu melhor amigo.” Falei convicta para minha barriga.



Olhei o relógio, ainda não era madrugada, mas fazia muito frio. Minha barriga roncou miseravelmente e, inexplicavelmente, uma vontade louca de comer manga me ocorreu. Eu precisava de muitas mangas. Muitas. Quantidade suficiente para alimentar um batalhão.



Corri para a cozinha, tropecei em Flip e ele gemeu baixinho, afaguei-o e pedi desculpas, nada era mais importante que abrir a geladeira cheia de palavras e fotos. Revirei os pacotes procurando as frutas apetitosas. Não existia nenhuma!



Voltei para o quarto, olhei o rosto calmo de Edward, não hesitei em acordá-lo. “Edward?”



Ele moveu preguiçosamente, agradeci por ele não estar em sono profundo. Sentei-me ao lado dele, meus dedos correram para a nuca ainda suada. “Estou com vontade de comer uma coisa...”



Os olhos verdes abriram de repente. “Eu estou sonhando, ou você está com desejos de grávida?”



Eu corei até o último tom de vermelho. “Acho que sim!”



Como um raio, o rosto de Edward veio para ficar rente a minha barriga, os olhos sonolentos brilhavam e ele deixou beijinhos em meu ventre. “O que você quer comer, neném?”



Eu sabia que a pergunta era para mim, pedi para que Edward não me achasse muito idiota. “Eu quero chupar manga!”



Ele me olhou de um jeito engraçado, completamente confuso. “Bella, amor, nós estamos quase no inverno e não somos um país suficientemente tropical para termos manga nessa época.”



Processei lentamente as palavras, não acreditando em Edward. Ele não poderia me deixar com vontade. “Por favor?”



Minha fala amoleceu ainda mais os olhos doces, Edward saiu da cama e entrou num conjunto de moletom, ele calçara os tênis em velocidade recorde.



“Vou tentar encontrar, sim? Odeio te deixar sozinha à noite, qualquer coisa, ligue.” Edward beijou minha testa rapidamente e pegou a carteira sobre o criado.



“Estou sem sono, Edward!” Falei meio manhosa, eu desconhecia aquele tipo de voz.



Ele veio para me deixar outro beijo, Edward sacou o celular e tocou na tela mil vezes. “Eu levo seu celular e você fica com o meu, tem muita música de dormir.”



Peguei o celular de bom grado, deitei minha cabeça no travesseiro. Edward saiu apressado pela porta. Olhei as playlists, nós tínhamos gostos parecidos. Eu cliquei na primeira música que vi.



Sorri para a letra da música, achando-a bonitinha. O sono vinha calmamente, a mensagem de Edward quebrou meu início de sono.



Está tão frio aqui fora! Pode ser manga congelada?

B.



Depois de muito pensar, entendi o motivo de meu número estar como remetente daquela mensagem, digitei vagarosamente sobre a tela do celular de Edward.



Apenas volte inteiro e com uma manga em mãos, estou te esperando! Uh, quanta música fofa em seu celular!

E.



Quarenta minutos mais tarde, ouvi a chave girando na fechadura. Os passos de Edward eram apressados, encarei a sacola amarela.



“Uh, não está muito boa, mas dá para tirar uns pedaços.” Edward disse feliz, com todos os dentes expostos.



Sorri para ele e me levantei a fim de beijá-lo. Demorei com meus lábios nos do dele, agradecendo por tudo que ele fazia por mim. “Desculpe por eu te mandar andar no frio.”



“Eu quero te paparicar, amor! Paparicar você e nosso bebê, eu gosto!” Ele disse e bateu o nariz no meu. “Vou picar para você, tá?”



Edward não demorou a trazer os pedaços sem padrão, eu comi tudo de uma vez só, o sabor doce me agradava como poucas coisas. Edward me olhava com um sorriso retardado.



“Pelo menos não foi jaca com maionese!” Ele falou sorridente enquanto eu terminava com o último pedaço.



Sorri abertamente, eu bem que queria ter aquelas vontades estranhas. “Obrigada mesmo, te amo.”



“Bella, eu amo cuidar de você, matar todas suas vontades. É o meu papel.” Edward falou e desenhou o contorno de minha bochecha. “É gostoso de mimar.”



“Eu nunca te mimo, Edward! É injusto!” Falei meio irritada, era sempre assim, Edward fazia tudo e não fazia nada.



“Você vai me dar um bebê! Não há o que comparar, Bella!” Ele me beijou superficialmente, os olhos estavam nos meus. “Não se preocupe, minha mãe já me paparica demais.”



Sorri e dei um beijo de manga nele. Nós sorrimos para a situação. “Te amo, coisa doce!”



O sorriso tornou-se ainda maior. “Depois fala que não me mima! Não existe namorada melhor que você, linda.”



POV Edward



A neve trouxe também a barriguinha saliente de Bella, um pequeno morrinho. Os três meses passaram com uma velocidade incrível e, com o passar das semanas, Bella ficava mais linda e grávida. Olhamos admirados para a neve tímida, as pessoas brincavam na rua sob os casacos pesados.



O silêncio imperava no apartamento quentinho, mas não era ruim. Coloquei meu queixo sobre o ombro de Bella, um sorriso calmo se fez. Olhei, então, para a geladeira, lá estavam as fotinhas de nosso bebê, as imagens borradas estavam em toda a parte. Lembrei-me do som vigoroso do coraçãozinho, eu simplesmente amava aquele ritmo louco. Rolei meus dedos para debaixo do agasalho de Bella, percorrendo a pequena ondulação.



“Sua mão está quente, Edward.” Bella disse baixinho, sorrindo.



Aproveitei para acarinhá-la ainda mais. “Está vendo, nós nos completamos!”



Ela soltou uma risada melodiosa, contagiando-me. “Vamos voltar para nossas cobertas quentinhas.”



Acatei o pedido, coloquei Bella sobre meus pés e caminhei para o quarto. A cama era uma bagunça cheia de cobertores, eu poderia encontrar Flip enrolado nos tecidos. Bella me puxou para deitar-me ao lado dela, rapidamente, senti os dedos correndo minha nuca.



“O que você quer fazer no natal? Está quase chegando!” Ela me perguntou depois de um silêncio curto, eu nem tinha pensando naquilo ainda.



Ponderei por alguns instantes, sorrindo por meu primeiro natal com Bella. Lembrei que nós não tínhamos uma árvore de natal, eu costumava montá-las quando criança. “A gente por ficar por aqui mesmo, fazer compras de fim de ano e montar um pinheiro cheio de luzes.”



Bella sorriu para minhas palavras. “E seus pais?”



Também era o meu primeiro natal sem meus pais, existia um sentimento diferente, eu tinha certa inclinação em passar estas dadas com eles, mas parecia bom ficar com Bella e nosso bebê, ficar em Nova Iorque também não era ruim, a cidade ficava bonita com os flocos tímidos de neve.



“Eu não me importo em ir a Chicago, mas podemos ficar aqui também.” Dei-lhe a opção.



O vermelho subiu para as bochechas de Bella, meu dedo tocou a pele quente e, por reflexo, ela sorriu. “A gente tem que contar para seus pais sobre nosso bebê, seria um bom presente.”



Eu sabia que meus olhos brilharam, puxei Bella para mim, minha mão correu para a barriguinha saliente. “Eles vão morrer de felicidade, Bella! Está tão difícil não contar para todo mundo.”



Bella beijou minha bochecha sendo estritamente carinhosa. “Estava pensando em chamar Alice, Jasper, Rosalie, Emmett e Jake, está na hora deles saberem também.”



Sorri abertamente para ela. “A gente pode fazer isso hoje, comer alguma coisa com eles.”



“Isso vai ser tão estranho, como eu dou a notícia?” Ela perguntou meio divertida.



“É simples, eles sabem como um bebê é feito!” Falei usando o mesmo tom, o que fez Bella sorrir envergonhada.



“Você é pragmático!” Ela disse e abraçou minha cintura. “Sabe, acho que eu quero passar o natal com seus pais.”



“Nós não podemos ir de carro, não é bom para você. Depois vou tentar comprar as passagens, tá? Seria legal fazer uma surpresa!” Sugeri de repente, eu sabia que meus pais ficariam felizes.



“O que acha sobre fazer compras, temos que levar presentes!” A voz de Bella saiu quente, cheia de animação.



“Precisamos de árvore também.” Coloquei brevemente, vendo o sorriso de Bella aumentar.



Ela apenas saiu da cama e me puxou para fora também, vi-a remexendo no armário, uma caixa saiu de lá trazendo muita poeira.



Bella veio até mim, cheia de rubor e sorrisos. “Quer montar comigo?”



Sorri para o convite, beijei-lhe a testa, demorando muito. “Nosso primeiro natal juntos; eu, você e nosso bebê.”



O resto da manhã foi gasto na pequena árvore de natal, Bella decidira que ela ficaria perto da porta. Nós não tínhamos muito enfeites, apenas algumas bolas douradas e vermelhas, penduramos fotos e recados. Eu sorri ao ver Bella desmontado algumas bijuterias e colocando os pingentes nas pontas dos galhos.



O resultado ficara bonito, as luzes piscaram numa seqüência engraçada. “Faltam os presentes.” Falei de muito encarar nossa obra de arte.



“Eu estou realmente animada, quer sair e procurar alguma coisa? Deve estar tudo em liquidação.” Bella disse ainda olhando e ajeitando árvore.



Era uma boa ideia, as ruas estavam cheias, mas isto não me desanimava. “Eu preciso fazer uma listinha.”



Bella sorriu até formar ruguinhas nos cantos dos olhos. “Vamos tomar banho para irmos.”



Meus lábios curvaram por longos instantes, minhas roupas saíram de meu corpo pelo caminho. Bella amontoou as roupas que usava no canto do banheiro. Olhei com admiração o corpo dela.



A barriguinha era mínima, eu não cansava de tocar a região. A enciclopédia do bebê e da mamãe dizia que meu bebê já fazia xixi e que já possuía reflexos rudimentares. Meus dedos pressionaram a parte firme, eu ganhei um olhar curioso de Bella.



“Sabia que os bebês se movem quando alguém toca a barriga?” Joguei pra Bella, recebi novamente mais um olhar curioso.



“Eu amo saber que você está tão interessado em nossa coisinha.” Ela disse antes de entrar debaixo do chuveiro quente, eu busquei espaço sob o jato de água.



Segurei o rosto delicado com minhas mãos. “Bella, amor, eu quero tudo que seja sobre vocês dois. Eu quero conversar com sua barriga, fazê-lo saber que eu sou o pai. Sabia que nosso bebê pode reconhecer sua voz logo após o nascimento? Ele passará nove meses ouvindo o eco de sua voz, talvez ele demore reconhecer a minha, por isso eu tenho que conversar com ele também.”



“Claro que nosso bebê vai te reconhecer, Edward! Você perde as estribeiras quando começa a falar com ele.” Ela disse sorrindo e me puxou para ficarmos mais próximos. Meus dedos fizeram círculos calmos sobre a pele que recobria o estômago dela.



“Vai passar aqueles cremes agora?” Perguntei superficialmente, aquela era a melhor parte de nossos banhos. Existia uma quantidade enorme de cremes, loções e óleos sobre a pia. Bella estava se cuidando, comendo coisas verdes e carne, abolindo o álcool e as gorduras.



Os cosméticos eram para prevenir as estrias, Bella me explicara que eram linhas vermelhas ou brancas resultadas da distensão da pele, então descobri que eu tinha muitas delas nas costas. Nosso ritual era banho, passar cremes e transar. Simplesmente, era muita tentação correr minhas mãos pelas coxas firmes, eu sempre queria mais. Existiam os cremes para os peitos, ali era a melhor parte; o que era uma simples espalhada de creme, tornava-se um desfile de apalpadas. Não demorava em Bella começar a gemer e me tocar também. Nós terminávamos suados e lambuzados de creme.



Bella sorriu timidamente para mim, a mão decidida brincou com a parte baixa de minha barriga. “Com muita vontade, Edward? Mais tarde, tá?”



Abri um sorriso sacana para ela, colei nossos corpos nus. “Eu vou te pegar de jeito, espero que você tenha fôlego.”



“Você sabe que eu nunca quero parar, Edward!” Bella disse perto de minha orelha, ela traçou uma linha quente até minha boca, beijando-me com vontade. “Eu morro de tesão, você já sabe dessa parte também.”



Antes que eu aproveitasse para ter um pouco de satisfação sexual, Bella saiu do chuveiro sorrindo atrevidamente para mim. “Uh, demore o tempo que precisar, sim?” Ela disse com os olhos fixos na parte abaixo de meu quadril.



Meus olhos fizeram o mesmo caminho, sorri feito retardado ao ver meu pau mais duro que tudo. Eu demorei bem mais que o necessário naquele banho.

(...)

As ruas estavam lotadas, as sacolas esbarram em mim e em Bella, a neve caia sobre o guarda chuva que eu segurava. Eu suspirei aliviado ao ver a loja de departamentos. Bella e eu entramos apressados, sem sabermos por onde começarmos.



“A gente não pode ficar juntos, amor!” Bella disse ao me ver andando atrás dela. “Assim você vai saber o que eu comprei para você.”



Eu não poderia acreditar que eu faria compras sozinho, existia uma potencialidade enorme para aquilo dar errado. Bella logo sumiu nos corredores, me deixando perdido. Saquei minha listinha de compras, eu teria que comprar coisas para meus pais, Bella e para nosso bebê.



Vaguei pelos corredores, eu sabia que Carlisle gostava de cores sóbrias e minha mãe adorava coisas florais. Roupas não seria uma boa opção, eu nunca sabia os tamanhos certos. Por fim, eu decidi por não comprar merda nenhuma, eu escreveria cartões e tudo estaria certo. Procurei por Bella, mas não tive nenhum vislumbre dela, andei e, sem eu perceber, eu estava olhando a sessão infantil. Inteiramente fascinado.



Olhei para as roupinhas miúdas, querendo saber como era possível alguém caber naquele espaço minúsculo. Pensei então em mim, eu já fora daquele tamanho e, agora, eu tinha mais um metro e oitenta. Era engraçado crescer e deixar as roupas pequenas para trás.



Lembrei-me de meu bebê, meu sorriso saia fácil. Imaginei quando ele estivesse em meus braços, eu não era muito delicado e eu tinha medo de machucá-lo ou, simplesmente, não saber segura-lo. Eu estava contando os dias para conhecê-lo, saber se olhos seriam marrons ou verdes. Vê-lo mamando louco de fome, ele descobrindo que o homem que sempre o paparicava era o papai. Era eu.



Sorri para a dicotomia de cores. Tudo naquela sessão era azul ou rosa, eu ainda estava certo de que nosso bebê seria uma garotinha, então ela seria nossa bebê. Ela seria linda como Bella e, então, me traria problemas. Qualquer envolvimento com o sexo oposto só seria permitido após o doutorado.



Existiam muitas grávidas ao meu lado, olhando também as roupinhas e, tão rapidamente, uma vontade de gastar todo meu dinheiro me acometeu. Eu queria levar tudo, as roupinhas, os brinquedos. Tudo.



Dedilhei o sapatinho minúsculo, branquinho, sem laços. Ele cabia na palma de minha mão, coloquei meus dedos dentro deles e simulei passinhos. Bem típico.



Sorri para a cena que eu protagonizava, eu decidi levar o pequeno sapato. O primeiro presente de nosso bebê. Levei minha compra para o caixa, aquilo tinha sido mais barato que em minhas suposições, mas eu gostava do valor simbólico. O pacotinho cabia em meu bolso. Bella demoraria com as compras, então decidi atravessar a rua e ir a uma joalheria. A loja não estava entre as mais caras do mundo, mas tudo parecia simpático e de bom gosto, eu só precisava de alguma coisa para dar a Bella.



Olhei minuciosamente os pingentes, eu sorri feito bobo quando meus olhos pararam no delicado caminhão de bombeiro cheio de brilhos, meu sorriso saiu mais convincente ao ver a miniatura de um garfo. O bombeiro e a cozinheira. Era o presente perfeito. Eu os comprei sem hesitação, levei também uma pulseira para colocá-los.



Voltei para a loja de departamentos, avistei Bella numa fila gigante. Assustei-me com a quantidade de peças que ela carregava.



“Até que enfim te encontrei, Edward!” Ela disse assim que eu entrei no campo de visão dela.



“Você sumiu também, linda. Vai levar isto tudo?” Perguntei apontando para os acessórios que ela segurava.



Bella abriu um sorriso perfeito para mim. “Tem presentes, roupas para mim e para você, lingeries maiores, uh, você percebeu que meus peitos cresceram?” Bella disse sem pausar, ela estava completamente enérgica.



As pessoas que estavam atrás de nós nos olharam de um jeito estranho, ignorei todas elas e levei Bella para a fila preferencial. Eu iria fazer Bella pagar todas minhas contas pelos próximos meses, apenas para eu me livrar das filas.



Ficamos incontáveis minutos aguardando o término de nossa compra, eu nunca deixaria Bella pagar pelos jeans que escolhera para mim, aquilo tinha virado uma discussão de olhares, mas nada me faria fazer o contrário.



Quando chegamos em casa, Bella jogou os presentes embrulhados em papeis coloridos embaixo da árvore recém-montada. Eu tirei meus dois embrulhos e os coloquei perto das caixas grandes.



Bella olhou para os meus presentes, existia uma ponta de curiosidade no semblante calmo dela. “Esqueceu de comprar alguma coisa?”



Sorri para a pergunta. “Não sou muito bom em escolher presentes, meus pais ficarão felizes em ler um cartão. Acho que pode abrir um agora.”



“Uh, sério?” Bella soltou rapidamente, ainda curiosa.



Peguei o pacotinho maior, os sapatinhos estavam ali. Coloquei sobre a palma de Bella. “Abra.”



Os dedos curtos desamarraram o laço firme, não existia tremedeira. Bella puxou os dois sapatinhos, eu fixei meus olhos nos dela. O marrom brilhava mais que nossa árvore de natal. Eu vi as lágrimas juntando nos cantinhos.



Ela colocou o presente na altura dos olhos, observando cada detalhe. Bella dedilhou cada parte, com perícia e um sorriso doce. “Isso é tão... Tão meigo, Edward!”



As palavras me fizeram sorrir e pousar um beijo na testa dela. “É o primeiro presente de nosso bebê.”



Ganhei um abraço apertado, repleto de sentimentos bons. “Nós amamos, né, bebê?” Bella me beijou demoradamente e depois apoiou a cabeça em meu peito. “Eu fiquei tão louca quando vi as roupinhas de bebê, deu vontade de comprar uma de cada.”



Sorri e beijei-lhe o topo da cabeça, feliz por termos reações parecidas. “Assim que descobrimos o sexo, vamos começar a comprar as coisinhas para nosso bebê, vamos reformar o quarto que era de Alice...”



“Pode ir pensando na decoração em tons de azul, a cada dia que passa eu tenho mais certeza que será um menino.” Bella disse risonha, beijando-me mais.



Sorri seguindo a risada dela, caímos cansados no sofá. Bella jogou as pernas em meu colo, puxei as botas para fora e comecei com as massagens que ela gostava.



“Vou chamar tudo mundo para vir aqui à noite, será que pizza está bom para eles?” Bella perguntou-me depois de muito tempo.



“Pizza não é bom para você, Bella.” Falei e apertei a sola do pé dela, tirando os nódulos.



Ouvi um gemido de dor e frustração. Bella levantou a blusa e correu os dedos pela barriga. “Bebê, eu amo você mais que tudo, mas seria legal se você me deixasse comer algo gostoso hoje, né? É só um pedacinho de pizza, estou cansada dos sucos de couve que seu pai faz para mim.”



Inclinei também para a barriga branca, meus lábios arrastaram pela região. “Fala para mamãe que você adora quando ela come couve, espinafre e feijão, isso te deixa forte, né, bebê?”



Dei beijos estralados na pele de Bella, ela me acarinhou na nuca. “Amor, só um pedacinho de nada? Por favor?”



Não olhei para o rosto dela, sorri baixinho. “A mamãe está tão manhosa! Culpa sua, bebê! Ela fica fazendo charminho, falando mole, ela tem um beicinho tão fofo! É difícil dizer não a ela.”



Os toques intensificaram em minha nuca. “Obrigada, amor. Tudo será revertido em favores sexuais, tá?”



Gargalhei sem vergonha. “O que acha sobre eu te fazer escrava por um dia, realizando todas minhas vontades?”



Bella puxou meus cabelos, a força me fez subir meu corpo e parar com o rosto sobre o do dela. Ela sorriu abertamente, uma provocação. “Eu iria achar uma delícia, mas, por agora, eu só preciso que você arrume a cozinha para mim.”

(...)

O apartamento estava suficientemente organizado para fazer uma reunião de amigos. As pizzas estavam sobre o balcão, não teríamos vinho. Se Bella não beberia, então eu não beberia. E, felizmente, os convidados não beberiam também.



Bella saiu do roupão felpudo, a baba juntou e escorreu por minha boca ao ver o conjunto de lingerie que ela usava, eu tinha certeza que era novo, eu sempre sabia. A calcinha era minúscula e os peitos estavam acomodados num sutiã cheio de rendas brancas. Eles faziam uma curva gostosa pra caralho.



Voltei minha atenção para o computador e finalizei a compra de nossas passagens de avião para Chicago, depois de muito ler e descobrir que seria muito caro, consegui autorização para levar Flip-Flop conosco, pedi internamente que minha mãe aceitasse a ideia de criá-lo para mim.



Senti o peso mínimo de Bella em meu colo, recebi beijinhos calmos em meu ombro. “Vai ser tão engraçado dizer que eu estou grávida.”



“Eles fazem a mesma coisa que a gente todas as noites, a diferença é que eu odeio camisinha e você se esquece dos remédios, e Jake faz isso com homens.” Falei rindo de minhas próprias palavras.



“Alice e Rose sabem muito de nossa vida sexual, Edward.” Bella disse perto de meu pescoço, a respiração leve soprou contra minha pele.



O calor concentrou-se em meu rosto, eu sabia que mulheres adoram dividir essas coisas com outras mulheres. Tentei procurar a graça, realmente não existia. Já estava de ótimo tamanho elas saberem que toda noite eu dava um trato em Bella, era desnecessário elas saberem que eu amava fodê-la de quatro e que Bella curtia fazer um boquete todas as manhãs em mim.



Bella saltou de meu colo e vestiu uma calça jeans e um suéter preto, decidi ficar com as mesmas roupas. Nós sorrimos ao ouvirmos batidinhas na porta.



Levantei-me e entrelacei minha mão na de Bella. “Pronta para dividir nosso segredo?”



“Era divertido guardá-lo, precisamos de segredos novos. Segredos são bons!” Ela disse sorrindo e apertando minha mão.



Segredos são bons. Eu repeti a afirmação antes de abrir a porta.



Todos estampavam um sorriso enorme, existia um pouco de neve no cabelo de Emmett e Jacob, sorri ao imaginar os dois debaixo da neve. Eles entraram rapidamente, fugindo do frio.



“Que casa quente, Bella!” Rosalie disse feliz, ela jogou as luvas dentro da bolsa de couro.



Bella cumprimentou todos, nada tiraria o rubor das bochechas dela. “Sentem-se.”



Havia um problema, pois não tinha sofá para todo mundo. Puxamos as cadeiras da cozinha e rapidamente todos conversavam e comiam as fatias de pizza. Alice e Jasper contavam pela milésima vez o quão quente era a Espanha, Emm abraçava a apertava Rose, como adolescentes. Jacob brincava com meu cão. Vi certa simpatia entre os dois.



Bella me puxou pelo pulso, fazendo-me olhá-la. “Você conta, tá?”



“Claro que não, você conta! Já deu trabalho demais te engravidar, meu espermatozoide nadou não sei quantos dias para te fecundar, o trabalho pesado foi o meu.” Falei baixinho, sabendo que ela ficaria irritada.



“Sua fertilidade e inteligência me encantam, Edward!” A voz carregada de sarcasmo me fez sorrir ainda mais.



Sorri mais uma vez. “Gente, eu preciso da atenção de vocês!”



Assustei quando todos os olhos pararam em mim, eles também estavam assustados. Puxei uma respiração curta e apertei a mão de Bella. “Nós precisamos dividir uma coisa com vocês.”



Olhei rapidamente para Bella, o rubor não tinha dissipado. Ninguém falava nada, eles só queriam minhas próximas palavras. “Nós estamos grávidos.”



“Eu não disse, Jasper?” Alice disse alto e sorridente. “Eu sabia!”



O surto de Alice causou risadas em todos, sucederam sorrisos felizes. A sessão de abraços levou minutos. Eu sorri bobamente quando todos olharam admirados para a barriguinha de Bella, ela levantara a camisa até a altura do estômago.



“Fizemos três meses essa semana.” Bella disse feliz enquanto Emmett olhava encabulado para a pequena elevação.



“Você deveria estar mais gorda, não?” Ele perguntou ainda em dúvida.



“Barrigão é só depois dos cinco meses, Emm! Você está tão linda, Bella.” Rose disse e traçou o pequeno morrinho.



O resto da noite trouxe discussões engraçadas. Os homens achavam que seria uma menina e as mulheres afirmavam que seria um menino. As risadas eram altas e Flip logo se agitou também. Tão logo, estávamos comendo como loucos, virando o refrigerante pelo gargalho. Todos estavam felizes, eu via o brilho nos olhos de Bella, então, eu soube que meus olhos também brilhavam.

(...)

“Fique calmo, Edward! Por favor!” Bella segurou mais forte minha mão, mas nada tirava minha agonia. Eu prendi meu ar até o avião sair da pista.



Eu relaxei todos meus músculos e tombei minha cabeça no assento. “Seu namorado medroso odeia aviões, sim?”



Ganhei um beijinho rápido. “Você vai ser pai, deveria começar a perder o medo.”



“Todavia, eu sou um bombeiro. Nosso bebê nunca vai ter engasgos nem vai brincar em lugares perigosos.” Aquela era a parte que me fazia morrer de orgulho.



Bella deitou a cabeça em meu ombro. “Sabe, seria legal se você fizesse meu parto, você já fez antes, não é?”



“Era de emergência, baby. Eu quero ficar segurando sua mão, tirando o suor de sua testa, partos normais podem demorar.” Falei com autoridade, por mais que eu soubesse o que fazer, eu preferia colocar aquilo nas mãos de um médico. Jeremy era perfeito para colocar meu bebê ao mundo.



As duas horas de vôo passaram rapidamente, o desembarque fora um caos. Neve em todo lugar, malas perdidas e um cão perdido.



Suspirei aliviado ao ver a casinha de Flip, ele latia e estava irritado. “Campeão, chegamos, sim?”



Nossa visita ainda era uma surpresa para meus pais, então decidi por um táxi mesmo. A dificuldade rondava encontrar um coração benevolente que aceitava transportar um cachorro, uma grávida sonolenta e um homem cheio de malas.



A impressão era de que todo estado de Illinois estava na capital, o trânsito não andava e eu só via o velocímetro acusando um valor absurdo.



Horas depois, chegamos à casa de meus pais. A porta, como sempre, estava destrancada. Nós entramos tentando não fazer barulho, mas minha mãe e meu pai estavam enrolados no sofá, a manta quentinha os cobria. Pedi internamente para que eles não estivessem nada de pervertido sob o tecido. Eu quis vomitar ao pensar o que eles poderiam fazer.



“Edward? Bella?” Meu pai perguntou assim que nos viu, eu vi a confusão nos olhos dele.



Eu sorri abertamente. “Viemos passar o natal com vocês!”



Minha mãe saiu do sofá e me abraçou, quase quebrando minhas costelas. “Eu pensei que você tinha se esquecido de nós, Edward! Você nunca liga, escreve emails...”



“Calma, mãe! Nós estamos aqui, a gente mata a saudade, tá?” Beijei-lhe a testa, prometendo mesmo.



Ela foi abraçar Bella, o moletom largo não deixava a barriguinha de três meses aparecer. “Bella, você está linda! Brilhando!



Eu sorri para as palavras de minha mãe. Era uma verdade, grávidas brilhavam! Caminhei para perto das duas, o latido de Flip me fez abordar um tópico importante.



“Mãe, eu preciso de um favor seu.” Falei calmamente, olhando para a casinha que eu carregava. Eu quis rir para a cara que meus pais fizeram.



“Eu preciso que vocês cuidem de meu cachorro.” Coloquei ainda calmo, como se fosse um pedido super corriqueiro.



“Você tem um cachorro, Edward?” Minha mãe perguntou meio surpresa e completamente risonha.



Sorri para Flip, ele estava completamente irritado e agitado. “Uh, eu peguei na rua, ele é bonzinho.”



No mesmo instante, abri a casinha dele e, então, eu me arrependi. O vira lata pulou nos sofás e mordeu o calcanhar de meu pai, para piorar, ele esbarrou no abajur delicado que estava sobre o aparador.



“Edward, tire esse animal de nossa casa!” Minha mãe gritou para mim, eu me senti com treze anos. Existia certo desespero na fala dela.



Antes que Flip subisse as escadas, Bella o capturou e o afagou no dorso. Ela o trouxe para mim. “Eu disse que seria uma péssima ideia.”



“Dê-me.” Pedi e estendi meus braços, o cão praticamente pulou em mim.



Encarei os olhos pretos. “Campeão, se comporte, por favor! Se você for educado, eles vão te amar, tá? Minha mãe vai até colocar roupinhas em você, meu pai vai te comprar carne de primeira. Só seja bonzinho, ok?”



Eu quase o vi concordando com minhas palavras. “Eu sei que é uma casa nova, tem mais espaço, tem quintal, sabia? Por enquanto você ficar aqui, pois tem muita neve lá fora.”



Coloquei o cãozinho no chão novamente, ele parecia mil vezes menos agitado. “Mãe, Flip-flop é meio hiperativo, mas é só dar alguma coisa para ele morder e tudo se resolve.”



Meus pais sorriram juntos. “Seu cachorro chama Flip-flop?”



Bella também sorriu ao meu lado, talvez Flip tivesse sorrido também. “Uh, é diferente, pelo menos.”



“Por que temos que ficar com ele?” Meu pai perguntou ainda sorrindo, curioso e presunçoso.



Bella está grávida!



“Não está dando certo criá-lo num apartamento, sem contar que Bella não gosta muito dele.” A última parte era uma mentira mal formulada, senti uma cotovelada em minhas costelas.



Bella apressou para retificar-se. “Eu o amo, mas não damos a atenção que ele precisa.”



Minha mãe tentou um primeiro contato com Flip, ela passou a mão nas orelhas encolhidas. “Ele é limpinho!”



Já era um ótimo começo. Sorri, sabendo que aquilo viraria um mimo desgraçado. “Ele adora sofás e tapetes, ele costuma fazer as sujeiras numa caixa, sim?”



“Uh, então nós temos um cachorro agora?” Meu pai perguntou sorrindo, apenas para confirmar.



“Sim, vocês têm!” Falei divertido, enquanto Flip fazia um reconhecimento do tapete da sala.

(...)

Nossas malas estavam no chão do meu quarto, Bella separava os presentes. “Espero que seus pais gostem do que eu comprei para eles.”



Afaguei-lhe nas costas. “Não se preocupe, eles vão gostar. Deixe isso para depois, vocês precisam descansar, o natal é depois de amanhã, temos tempo.”



Bella revirou a mala até encontrar toalhas, ela andou graciosamente para o banheiro. Minutos depois ela voltou e pegou meus moletons. “Eu vou precisar de muitos, aqui não tem aquecedor e está nevando lá fora.”



Olhei para a janela, era mais uma tempestade de neve, eu sempre me irritava por meu quarto não ter aquecedor, a casa inteira tinha, menos em meu quarto. Já era perto das oito, eu sabia que Bella estava com sono. “Quer comer alguma coisa antes de dormir?”



Ela fez uma careta. “Estou enjoada!”



Meus dedos fizeram desenhos aleatórios na barriga coberta pela toalha. “Bebê, seja bonzinho com a mamãe! É tão desagradável ter um estômago que mais se parece com uma montanha russa.”



Bella sorriu e fez bico para eu beijá-la. “Quando você quer contar aos seus pais?”



“Quem sabe durante a ceia?” Propus, sem saber se era uma boa ideia.



Ela me beijou mais, demorando no fim. “Eu estou com tanta vergonha!”



Arqueei minha sobrancelha, pedindo que ela fosse menos evasiva. “Edward, a gente namora há pouco tempo e você já me engravidou, sua mãe vai pensar que somos loucos.”



Era uma péssima explicação. “Linda, crianças só trazem felicidade, eles vão pirar ao descobrir que terão uma netinha ou netinho.”



Bella acenou concordando. “Uh, leve esses presentes para debaixo da árvore para mim?”



Peguei os diversos pacotes e desci as escadas. Minha mãe fazia alguma coisa na cozinha. “A árvore está bonita esse ano!”



Esme sorriu docemente para mim. “Amanhã vou comprar os presentes para você e Bella, vocês deveriam ter nos avisado.”



Beijei-lhe a testa. “Não precisa de presentes, estamos felizes por estarmos com vocês.”



“Bella já dormiu?” Ela perguntou cheia de interesse.



“Uh, sim, ela está meio sonolenta.” Lembrei-me do enjôo, sabendo que Bella deveria comer qualquer coisa. “Tem iogurte, mãe?”



Esme me olhou e sorriu. “Você não gosta muito de iogurte, Edward!”



“É para Bella.” Falei superficialmente e peguei a última bandeja da geladeira.



Minha mãe não escondeu a surpresa. “Ela vai tomar tudo sozinha?”



Eu sorri internamente, pois aquela bandeja seria pouco para Bella. “Bella tem um apetite voraz!”



Eu subi a escada rapidamente, a luz do quarto estava acesa e Bella passava os cremes no corpo. “Fazendo meu trabalho, linda?”



Ela me deu um sorriso perfeito. “Você sabe como terminaríamos caso suas mãos tocassem em mim.”



Deitei-me ao lado dela. “Eu não iria reclamar nenhum pouco.”



Bella puxou minha mão e colocou sobre a barriguinha lambuzada de creme. Aproveitei para acarinhar a região. “Trouxe iogurte para você.”



Assustei-me com o sorriso cheio de agradecimento de Bella, ela bebeu os seis potinhos sem intervalo, lambendo os lábios. Ela saiu da cama e foi escovar os dentes e voltou com os cabelos presos no alto da cabeça. Eu a puxei para debaixo das cobertas quentinhas.



“Você podia pegar uns plantões noturnos, né?” Bella disse baixinho, contra meu rosto.



“Uh?” Sussurrei para ela, sem entender o ponto da conversa.



“Eu preciso passar coisas verdes em meu rosto, não seria legal ter um monstrinho ao seu lado, Edward. Sem contar que eu preciso passar mil máscaras para tirar minhas olheiras. Eu não posso fazer isso com você por perto, sério, se você ver, nunca mais você vai me olhar com os mesmos olhos.” Ela falou meio debochada.



Eu sabia que eu não deveria refutar aquilo, pois fazia parte dos assuntos proibidos, coisas de mulher. “Uh, eu posso pegar um, mas saiba que eu odeio não dormir com você.”



Ela soltou um risinho. “Aproveite que agora eu estou aqui, agarradinha a você. Boa noite, te amo.”



“Amo vocês, durma bem.” Falei baixinho. O sono veio rápido. O frio nos castigou e neve caiu delicadamente do lado de fora da janela.

(...)

Existia muito espaço em meu colchão, eu rolei para o lado ainda sonolento. Senti falta do corpo de Bella, barulhos vindos do banheiro me fizeram saltar da cama.



Bella estava colocando o mundo para fora, o rosto estava pálido e suado. “Não me veja assim, Edward!”



Agachei ao lado dela, colocando os cabelos castanhos para trás. “Até parece que eu não vou te ajudar, Bella!”



Ela não disse nada, apenas vomitou tudo que tinha no estômago. Bella terminou meio zonza, lavei-lhe o rosto e escovei os dentes dela.



Bella sorriu para mim e deixou um beijo em meu peito. “Obrigada por tudo, nosso bebê está de mau humor essa manhã.”



O magnetismo sempre levava minha mão para a barriga dela. “É natal, bebê! Você tem que deixar a mamãe aproveitar um pouquinho.”



“Edward?!” A voz soou perto demais, eu me virei lentamente e encontrei o olhar marejado de Esme.



Nossos olhares se prenderam e minha mãe sorriu, fazendo Bella e eu rir também. Minha mãe caminhou para o nosso lado, quase em outro mundo. O abraço que ela deu em Bella me fez suspirar feliz.



“Eu não posso acreditar, Bella!” Ela disse olhando dentro dos olhos de minha namorada.



Bella corou no mais escarlate. “Uh, foi acidente.”



Esme pousou as mãos na barriga de Bella, tocando delicadamente o ventre branquinho. “Desde a hora que você colocou os pés nessa casa eu sabia que existia alguma coisa diferente.”



Enlacei a cintura de Bella e apoiei meu queixo no ombro dela. “Bella está brilhando, mãe.”



“Edward, por que você não me contou?” Ela perguntou com falsa indignação.



“É recente, mãe. Acabamos de entrar no terceiro mês.” Falei sem conter meu sorriso, não era o melhor jeito de minha mãe descobrir, mas eu estava feliz por ela ter descoberto.



Esme levantou a blusa de Bella, sem qualquer autorização. “A barriga está tão pequenininha! Já sabem se é um menino ou menina?”



“Uh, talvez no próximo mês. Eu tenho certeza que será um menino.” Bella disse atropelado, sorrindo sem parar.



“Meu Deus, Carlisle vai ficar tão feliz!” Minha mãe quase gritou e nos puxou para fora do quarto quente.



Meu pai tomava café tranquilamente, lendo as notícias daquele vinte e quatro de dezembro. Ele captou a euforia de minha mãe. “O que há, Esme?”



Bella me deu um par de bochechas coradas, meio sem jeito. O olhar ansioso me dizia que era eu quem deveria dar aquela notícia. Eu o olhei por longos segundo, querendo ser um pai igual a ele.



Olhei mais uma vez para Bella, entrelacei nossas mãos e engatei uma respiração curta. “Bella está grávida, pai!”



A primeira reação foi um piscar de olhos, depois, um sorriso gigante. A cadeira quase virou por causa da velocidade que ele usou para vir até nós.



Nada era mais vermelho que as bochechas de Bella, os dois se olharam e sorriram. “Isto é verdade?”



“Sim! Estou esperando um neném!” A afirmação de Bella fez meu pai sorrir ainda mais, sem cerimônias, ele pousou a mão sobre a barriga dela.



Ele pegou meu olhar um segundo depois, os olhos diziam que eu daria conta daquela responsabilidade enorme. “Eu estou feliz por vocês.”



Eu puxei Bella para a mesa, ela deveria tentar comer alguma coisa. O café da manhã fora cheio de sorrisos e paparicos a Bella, meu pai e eu sorriamos para as histórias de minha mãe, os truques para driblar os enjôos, as roupinhas que elas iriam comprar. Meu olhar era de completa admiração para a cena. Eu sorria a cada sorriso que Bella dava.

(...)

“Seus pais não estão em casa!” Bella disse depois de voltar para o quarto, ela parecia cansada e com sono.



Dei um tapa no espaço vazio ao meu lado, um convite para ela se deitar comigo. “Eles devem estar comprando alguma coisa para nossa ceia, minha mãe sempre esquece.”



Bella caiu delicadamente sobre meu braço, ela me deixou um beijo demorado. “Estou com sono.”



Sorri fraquinho para ela. “Pode dormir, fico aqui te olhando.”



Ela bicou mais uma vez meus lábios, indo para perto de minha orelha, as mãos infiltraram-se em meu agasalho e fizeram um caminho decidido em minha barriga. “Eu quero te namorar um pouquinho.”



As palavras ditas inocentemente me fizeram sorrir, abracei a cintura de Bella, querendo-a próxima a mim. “Você pode fazer isso também!”



Ouvi uma risadinha baixa, depois, senti um beijo sendo colocado no canto de minha boca, eu não resisti e roubei um beijo demorado. Existia o gosto de alguma fruta, minha língua se apressou para descobrir qual era. Nada era procrastinado, o beijo tornou-se molhado e explorador, nós terminamos ofegantes e vermelhos.



Bella salpicou selinhos em meu queixo, sorrindo como criança. “Você não tem ideia do quanto que eu amo te beijar, Edward.”



Levei meus lábios novamente para os dela, roçando apenas. “Eu acho que a gente deveria se beijar a tarde inteira.”



“Você sabe que é impossível ficar só nos beijos com você, amor.” Ela disse cheia de presunção, fazendo minha imaginação trabalhar em imagens sujas.



“Vamos ver até onde a gente aguenta!” Propus com a mesma presunção, eu sabia que não iríamos muito longe, mas eu também não dispensava uns amassos bem dados, Bella também não dispensava, então estava tudo certo.



Eu quem comecei nossa sessão de provocações, minha mão desceu para a bunda durinha que eu amava. Ali, eu deixei apalpadas antes do tapa estralado. Nossas bocas eram petulantes e não cediam o controle, Bella chupava minha língua com vontade e a única coisa que eu conseguia imaginar era ela chupando meu pau duro.



Passei minha perna sobre as de Bella, procurando nada além de contato entre nossas partes quentes, praguejei a quantidade de moletom que existia entre nós. Minhas mãos alternavam entre estarem nas coxas e segurando a nuca de Bella, as dela estavam dentro de meu agasalho, brincando com meus ombros.



Não demorou em eu jogar meu quadril para o dela, causando risos em Bella. O beijo molhado terminou rápido demais, e eu terminei com inúmeras mordidas em meu lábio. “Você sempre está duro!”



Também sorri, amassei meu membro contra as coxas dela. “E isso te deixa louca, toda molhada para mim.”



Bella gemeu baixinho e corando logo em seguida, ela tirou minha mão da cintura dela e, atrevidamente, levou-a para dentro da calça de moletom. Meus dedos se apressaram para saber a situação de Bella, dedilhei a entrada apertada sobre o tecido, descobrindo, assim, o quão encharcada ela estava.



“Sua boceta me deixa louco, Bella!” Minha voz saiu rouca, os beijos se sucederam e, tão logo, meus dedos iam fundos nela. Eu recebia gemidos e gritinhos.



Ela rebolava gostoso para mim, a umidade escorria pelas coxas dela. Minha ereção pulsava e pedia por alívio, eu amava o fato de eu não ter que pedir, pois Bella sempre sabia a hora exata de me deixar fora de mim.



As mãos delicadas me massageavam e apertavam minha glande inchada. A punheta começou vagarosa, apenas para me provocar e levar meu tesão ao teto, mas, de repente, Bella usou uma velocidade e força desconhecida. A combinação me fez perder o foco.



Ela sorriu contra meu pescoço, afundei ainda mais meus dedos e levei meu polegar para o nervo que pulsava sob meu toque. Intensifiquei tudo e rapidamente Bella começou com as mordidas e palavras sussurradas, as coxas tremeram e a umidade melou ainda mais meus dedos. O toque de Bella me fez encerrar qualquer pensamento coerente, minha espinha recebeu os choques e eu me libertei sem qualquer direcionamento. Nós sorrimos ao ver muito de meu fluido na mão de Bella.



Ela lambeu as pontas dos dedos, existia um sorriso perverso no semblante relaxado. “Eu estou morrendo de vontade de te chupar, Edward! Seu caralho é tão gostoso.”



Eu a beijei para não fazer coisa pior. “Por que você adora me fazer ficar seu juízo?”



Bella sorriu contra minha boca, os dedos vieram para contornar meus lábios. “Porque você fica assim, morrendo de tesão e pensando um tanto de sacanagem. Eu amo saber que você tem pensamentos sujos comigo.”



Foi a minha vez de traçar os lábios cheios dela, mas, para minha completa insanidade, Bella os chupou, demorando e fazendo barulhos pornográficos. “Eu me sinto a melhor mulher do mundo por ter deixar desse jeito.”



“Você é tão safada e gostosa, baby!” Falei enquanto ela babava em meus dedos, olhando em meus olhos, dizendo que ela precisava de mais um pouco de satisfação.



Estava frio pra caralho, mas eu precisava ficar livre de minhas roupas. Bella terminou a pequena perversão e veio para tirar as próprias roupas. Os seios fartos pediram meu toque e eu não neguei. Apalpei-os com vontade, eu tinha plena consciência da porta encostada, pedi para que meus pais não chegassem tão cedo.



Bella jogou as pernas sobre as minhas, me dando um ângulo perfeito. A penetração causou gemidos em ambos, nada era mais apertado que a boceta rosa dela. Meu pau lutava contra as paredes quentes, metendo com força e lentidão. Era gostoso foder de lado, Bella arranhava-me nas costas e os chupões deixariam marcas em meu pescoço.



A língua quente de Bella dançava em meu pescoço e me provocava no ouvido. “Ah, que rola gostosa! Mete mais, oh!”



Foi impossível retardar meu fim frente as gemidos de Bella, nossos corpos se chocavam e ela me dava os sinais que também estava acabando. Ninguém não falou nada, existiam gemidos e respirações cortadas.



“Foi uma delícia, Edward!” Bella falou baixinho em algum lugar ao meu lado.



Dei minha mão para ela, ganhei um carinho calmo. Abri meus olhos para encontrar os dela brilhando e felizes. “Você sabe, foi gostoso para mim também!”



Ela riu e rolou para o meu lado. “Meu enjôo até passou, nosso bebê parece que fica mais calminho!”



Sorri verdadeiramente para ela. “Se você fica feliz, nosso neném também fica!”



Senti os lábios em minha bochecha e algumas roupas jogadas para mim. “Uh, temos uma tarde toda, por que não saímos um pouco?”



Eu gostava daquela energia de Bella, era óbvio que eu aceitaria o convite. “Quer andar por ai nesse frio?”



“Pode ser por aqui perto, é bom para nós.” Bella disse no mesmo instante que acariciou a barriga.



Eu sabia, exatamente, onde levá-la. Nem o frio me faria desistir.

(...)

“Edward, eu deveria conhecer onde estarmos indo?” Bella perguntou com curiosidade, ela não parecia cansada visto os quilômetros que nós tínhamos andado.



As ruas estavam vazias e cheias de neve, meu tênis estava meio molhado e os pés de Bella pareciam protegidos dentro da bota sem salto. Olhei para o outro lado da rua, avistando a casa simpática, fachada branca e grama verde. Ela estaria verde se não tivesse tanta neve em cima.



“É aquela casa que você gostou! Está a venda ainda.” Falei ao ver a placa pendurada no telhado da varanda.



Bella apertou mais minha mão e olhou para a casa, observando cada detalhe. “Ela parece ser grande.”



“Tem uma piscina nos fundos.” Coloquei superficialmente, um barulho me fez quase pular de susto. A porta da frente se abriu e de lá saiu uma velhinha que mais parecia ser de um conto de fadas. Uma fada madrinha, talvez.



“Oi?” Ela disse desconfiada, olhando-nos com um sorriso fino.



Bella corou com o cumprimento e me olhou de soslaio. “Sua casa é linda, estávamos só olhando!”



A velhinha pareceu acreditar em Bella, o sorriso aumentou um pouquinho. “Não querem comprar?”



Repeti mais uma vez a pergunta feita por ela, sem saber qual resposta eu daria. “A gente pode dar uma olhada?”



Até Bella ficou surpresa com minha resposta, a velhinha sorriu e nos conduziu para dentro da casa. Tudo parecia em bom estado, claro, mesmo sem nenhum conhecimento em hidráulica, eu sabia que as infiltrações provinham de algum encanamento no teto do primeiro andar. A casa era simpática, combinava com a senhora ainda sem nome.



“A cozinha é enorme, amor.” Bella disse sussurrando, eu sorri por saber que ela sempre analisaria aquele cômodo primeiro.



Era fácil imaginar Bella andando por ali, com chocolates e frutas nas mãos, eu e nosso bebê ficaríamos só olhando e esperando a hora de experimentar o doce.



A escada precisava de reformas e um corrimão mais seguro, mas chegamos ao segundo andar sem maiores problemas. O corredor era bem iluminado e continha várias portas, eu contei seis.



“São quatro quartos, tem uma sala de TV e cômodo vazio, vocês podem decorar para o bebê de vocês!” A voz soou quente, olhei para velhinha sem disfarçar minha surpresa, Bella tinha o mesmo semblante. Ela falava como se já fosse certa a compra daquela casa e, impressionantemente, ela conseguira perceber a barriguinha de Bella, mesmo coberta por casacos.



Bella sorriu com os olhos. “A senhora é perceptiva, aqui tem muito espaço para uma criança.”



“Você ainda não viu o quintal, tem um jardim pedindo por socorro!” A velhinha, que estava ganhando minha simpatia, nos levou para a parte externa.



Lá, a primeira coisa que me chamou atenção fora a churrasqueira e a piscina, depois, o jardim mau cuidado. Bella e Esme poderiam dar um jeito nele.



A mão pequena e gelada de Bella apertou a minha, o que me fez olhá-la. O sorriso me fez perder o fôlego e um pouco das faculdades mentais. “É uma casa perfeita!”



“Perfeita.” Repeti a verdade incontestável, sorrindo para ela.



Ouvi a voz da velhinha, fui obrigado a tirar meus olhos dos de Bella. “É a primeira vez que alguém tem interesse nessa casa, o preço não é astronômico, e podemos negociar também.”



Sem saber quais seriam minhas próximas palavras, apertei a mão de Bella, pedindo que ela me ajudasse. “A casa é linda e ampla, nós ligaremos, não se preocupe.”



Soltei uma respiração curta, aliviado por Bella ter contornado a situação. Nós nos despedimos da senhora gentil. “Eu sou Maggie, a propósito.”



Cumprimentamo-nos e dei uma última olhada na fachada da casa, imaginando mil coisas que não faziam sentido, mas que me deixavam feliz.



Nossas pegadas marcavam a neve espessa, Bella e eu não tínhamos trocado nenhuma palavra desde a hora que saímos da casa velha. Não era desconfortável, eu amava o silêncio, mas, internamente, eu lutava para saber quais eram os pensamentos dela.



“Edward?” Ela me chamou com um tom ansioso.



Parei com meus passos e me virei para encontrar os olhos marrons e bochechas queimadas pelo frio. “Eu quero morar em Chicago!”



A afirmação veio sem um pingo de hesitação, de dúvida. Nada parecia mais certeiro que a vontade de Bella. Eu não consegui dar uma resposta rapidamente, o que fez Bella continuar. Eu aceitei o carinho que ela fez em minha mão.



“Eu gosto daqui, Edward! É bom estar perto de seus pais e eu sei que eles vão precisar de você um dia, é injusto você ficar longe deles. Eu não aceitaria se alguém fizesse o mesmo comigo. Não é só sobre você, eu também quero. Você é melhor coisa de minha vida, você não suporta Nova Iorque, e eu estou descobrindo que também não gosto. Eu passei longos anos sofrendo naquela cidade, é hora de deixar aquilo para trás. Nosso bebê não pode crescer sem espaço, eu não quero ver os primeiros passinhos numa sala pequena, eu quero ver sobre a grama, sobre a terra, correndo atrás de nosso cachorro. Até Flip-flop teria mais espaço.” A voz de Bella fazia eco em minha cabeça, eu gostava muito daquele discurso.



“Eu gostei daquela casa, a gente pode fazer umas reformas. Minha fortuna já deve ter rendido o suficiente para eu comprar aquela casa, o preço é, de fato, mínimo. Pode parecer loucura, mas eu me vejo morando ali com você, vendo nosso bebê crescendo. Nós não precisamos fazer tudo agora, a gente pode esperar nosso bebê ficar grandinho, você pega uma transferência e volta para Chicago. Eu juro, Edward; isso me fará completamente feliz.”



Foi impossível não abraçá-la, apertar-la contra mim. Mostrar que minha vida era em qualquer lugar onde ela estivesse. Demorei a encontrar boas palavras, eu queria muito externar que eu também estava feliz como nunca.



“Obrigado por tudo, Bella! Por tudo mesmo!” Minha voz falhou em todas as palavras, não era nervosismo. Existia uma grande quantidade de emoção.



Bella beijou minha bochecha, quase perto de meus olhos. “Eu te amo tanto, Edward!”



Sorri verdadeiramente para ela e infiltrei minhas mãos sob os casacos pesados, nós dois sorrimos cúmplices quando meus dedos frios tocaram a barriga quentinha. “Eu sou louco por vocês.”



Nós voltamos a andar, o resto do caminho foi cheio de discussões sobre quem pagaria aquela casa. Bella era a parte rica de nosso relacionamento, mas era eu quem seria o provedor de nossa família. Eu nunca permitiria que Bella comprasse uma casa para nós. Eu sabia que minhas economias pagariam aquela casa, agradeci por ter sido tão muquirana nos últimos tempos.



Havia também outras questões, seria inconsequente mudarmos agora, como também mudarmos com um recém nascido. Ficara decidido que esperaríamos nosso bebê nascer e, talvez, quando ele tivesse uns seis meses, a mudança aconteceria. Eu sorri ao perceber que eu teria que fazer dois quartinhos para o meu neném.



Antes de entrarmos em casa, Bella me fez olhá-la. “Eu amo nosso futuro juntos, nós vamos fazer dar certo.”

(...)

Fiquei tempo demais olhando para a janela, vendo a neve cair e sentido o cheiro da ceia acentuando-se. Era o clima do Natal.



Enfiei minhas mãos dentro de meu moletom e ajeitei o gorro em minha cabeça, tentando tampar minhas orelhas. De longe, eu via meu pai ajudando minha mãe na cozinha. Bella terminava de se arrumar em meu quarto, eu tinha plena consciência que ela demoraria bons minutos até ficar pronta.



Os passos de minha mãe foram curtos e quase silenciosos, ela se posicionou ao meu lado, sem dizer qualquer palavra. Eu encarava os flocos de neve, Esme me encarava, eu tinha certeza.



Ela me estendeu uma caneca com chocolate quente, eu a peguei e sorri como agradecimento. O primeiro gole esquentou todo meu corpo. Eu continuei olhando para a neve, sem qualquer pensamento específico.



“É tudo tão engraçado, Edward!” Minha mãe falou baixo, eu me virei para ela e encontrei um sorriso incrível e maternal.



Não falei nada, apenas pedi que ela continuasse. Esme sempre entendia meus olhares. Ela o fez. “Ver você aqui, não é mesmo homem que foi correndo para Nova Iorque meses atrás. Você vai ser pai, eu sempre sonhei com esse dia, eu pensei que ele nunca viria. Então veio Bella, ela te mudou tanto, Edward! Eu nunca pensei que você poderia ser um filho melhor do que já era, eu sou tão orgulhosa de você. Agora, você está formando uma família, eu sei que Bella está te roubando de mim, eu não me importo. Eu não daria esse direito a nenhuma outra mulher.”



Eu pisquei e senti meus olhos queimando, existia certa umidade nos cantos deles. “Mãe, você sempre será a mulher de minha vida. Ninguém tem o direito de mudar isso.”



Ela me deu outro sorriso feliz e me abraçou pela cintura. “Eu gosto desse homem que você se tornou.”

(...)

Eu belisquei o pedaço do peru recheado, ninguém veria a pequena ausência. A mesa estava bonita, tudo decorado com verde e vermelho. Meu cachorro, que agora pertencia aos meus pais, brincava no tapete. Ele arrancara uma bola da árvore cheia de luzes.



Bella apareceu minutos mais tarde, esplendida dentro um suéter vermelho. A calça apertava-lhe as pernas e bota terminava logo abaixo dos joelhos. Eu sorri para ver o gorro e o cachecol. Ela ficava fofa com eles.



Fiz sinal para que ela se sentasse ao meu lado no sofá, o relógio de cuco marcava onze da noite. “Você está linda, amor.”



Ela sorriu e deitou a cabeça em meu ombro, ela ergueu a barra do suéter, mostrando-me a marca do botão da calça. “Se eu respirar, é capaz dessa calça explodir!”



Meus dedos tentaram tirar a marquinha. “Coloque algo mais confortável, não é mais fácil?”



“Você está lindo de morrer, seus pais estão uma fofura nessas roupas de frio. Eu tenho que tentar estar no mesmo nível.” Ela me deu uma explicação descabida.



Peguei-a no colo e subi a escada, correndo sem motivos. “Você é louco, Edward?”



Assim que entrei no quarto, beijei-a com vontade. “Você me irrita, sabia?”



Ela me olhou sem entender, vi o vermelho subindo para as bochechas já quentes. Fui obrigado a continuar. “Você é bonita demais, é quase insuportável! Qualquer coisa fica bem em você.”



Peguei nossos moletons usados durante a tarde. Tirei meu tênis e meu jeans e entrei nas roupas puídas. “Faça o mesmo, Bella!”



Bella parecia relutar, ninguém precisava ficar bonito no Natal, só iríamos comer, rezar e trocar presentes. Nós poderíamos muito bem fazer aquilo com moletons. Restou a mim deitá-la na cama e começar pelas botas. Puxei o jeans apertado pernas abaixo, ignorei muito o fato de ter uma calcinha tentadora me tentando.



Subi o moletom pelas pernas torneadas, ajeitei o cós e ergui o suéter vermelho, a fim de uma palavrinha com nosso bebê.



“A mamãe é tão cabeça dura!” Beijei a região logo abaixo do umbigo bonitinho. “Sabe, ela fica muito melhor nessas roupas velhas!”



Subi meus lábios para o pescoço dela, sugando um pouquinho. “É frustrante só tirar sua roupa!”



Ela riu descaradamente e rolou para fora da cama, calçou as meias e um chinelo. Eu a peguei no colo para descermos as escadas novamente.



Esme terminava com os últimos detalhes da mesa, Bella foi correndo ajudá-la. As duas trabalhavam bem, uma sincronia absurda.



“O que querem primeiro, comer ou os presentes?” Minha mãe perguntou sem disfarçar o entusiasmo.



Eu gritei comer e Bella preferiu os presentes. E, como sempre, eu decidi seguir as decisões dela. Reunimo-nos em volta da árvore decorada. Eu não queria ser o primeiro a começar, fiquei feliz quando meu o pai o fez. Carlisle sabia dar presentes, minha mãe ganhara um delicado cordão de ouro, existia um pingente pequenino, minha visão deficiente me disse que poderia ser uma pedra preciosa. Recebi, em minha mão, uma camisa dos Yankees, a camisa que eu estava protelando a compra. Existia outro embrulho, bem menor. Ao abrir meu sorriso cresceu, era a mesma camisa em dimensões mil vezes menores, para um bebê.



“Você sabe, se for um garotinho, ele será obrigado a ser um dos Yankees.” Carlisle disse sorrindo, cheio de animação.



O presente de Bella era pequeno e não parecia pesar, ela abriu o pacotinho com um sorriso na face. Era um pequeno álbum, ainda vazio. Eu sabia qual era o propósito.



“Carlisle, isto é... É incrível! Não tínhamos pensado nessa parte.” Bella o abraçou com avidez, demorando no contato.



“Edward costuma colar as fotos na geladeira!” Ela disse assim que nossos olhos se encontraram.



Esme e sorriu abertamente para mim e começou a distribuir as caixas entre nós três. Eu sempre ganhava as camisas pólos, minha mãe sempre dizia que eu ficava bem com elas e Bella também parecia gostar. A verdade era que eu gostava daquelas camisas, sempre combinavam com meus jeans desgastados.



Carlisle recebera um relógio não muito opulento e Bella ganhara uma caixa grande, a tampa era puro laço. “Espero que goste, querida!”



Ajudei-a com os laços, também existiam papeis de seda. O presente estava escondido, mas eu o via de relance. Era um tanto de coisa para grávida, coisas para tomar banho, para ficar cheirosa. Aquele presente era para nós dois no fim das contas.



“Nós amamos, Esme. Obrigada!” Bella disse ainda encarando a caixa grande. Encostei a lateral do meu corpo ao de Bella, inclinei-me para falar-lhe perto do ouvido. “Você sabe como acaba suas sessões de hidratantes, né?”



Bella corou por completo, ganhei uma piscadela. “Eu comprei coisinhas para vocês também.”



Ela começou dando o vestido florido para minha mãe, existia um par de brincos também. Meu pai abriu um sorriso grande ao ver a camisa de botões cinza. Eu esperei ansioso a hora de eu receber meu presente.



Ela me olhou sob os cílios, corando como um tomate. “Nada parece bom para você, juro que me esforcei, tá?”



Peguei a caixa branca com verde, abri-a tranquilamente. Lá dentro tinha uma camisa, daquelas divertidas, feitas para pais. No fundo, existia uma cartinha. Eu amava as cartas escritas por ela.



“Leia depois, sim? Quando eu não estiver por perto!” Ela pediu antes de beijar o canto de minha boca.



Roubei um beijo dela, um selinho demorado. “Obrigado, eu amei!”



Arrumei minha postura e saquei meus cartões de meu bolso, dando a Esme e Carlisle, eles sabiam que eu era ruim com presentes. Não que eu fosse bom com as palavras, no entanto!



Sorri junto a eles, sabendo que aquela cena se repetiria pelos próximos anos também. “Amo vocês demais.”



Os dois concordaram e me deram beijos. Bella fazia círculos aleatórios em minha mão. “Eu tenho uma coisa para você também, Bella!”



Ela piscou e arqueou a sobrancelha. “Sério?”



Sorri para ela, como se fosse possível eu me esquecer de comprar-lhe um presente. “Eu achei bem simpático!”



Dei o pacotinho nas mãos dela, Bella o abriu com pressa. A pulseira com dois pingentes brilhou sobre a pele dela. Os olhos marrons fitaram toda a peça e, depois, os dedos fizeram uma inspeção nas jóias. Bella sorriu com os olhos ao ver o garfo e o caminhão de bombeiros.



Ela veio para me beijar, eu a aceitei sem relutar. O beijo foi longo e quase impróprio. Bella circundou meu pescoço, pressionando minha pele. “Eu amei, Edward! É linda, coloque em mim?”



Sorri e tirei retirei um pouco da umidade dos lábios vermelhos, ela me estendeu o braço direito. Eu desconhecia minha capacidade abotoar uma pulseira e olhar fixamente nos olhos de Bella.



“Você ainda vai ser a melhor cozinheira desse país, eu aposto.” Beijei-lhe o pulso recém ornado com a pulseira.



“Eu te amo, Bella! Nem em meus melhores sonhos, imaginei alguém como você ao meu lado. Você está me dando uma felicidade descomunal.”



Ganhei mais um beijo longo, uma lágrima chegou até a junção de nossas bocas. Eu sabia que ela era oriunda de Bella. Beijei-a mais e mais e, rapidamente, acariciei a barriga coberta pelo moletom cinza. “Obrigado por isso, também!”



Ela sorriu entre o beijo gostoso, os lábios pastaram até minha orelha. “Uh, eu não fiz um bebê sozinha, há muita contribuição sua.”



Minha risada saiu alta, a escolha de palavras me fez beijá-la mais uma vez. “Amo você.”



Ouvi um pigarro, eu sabia que nossa demonstração de afeto fora longe mais. Carlisle e Esme riam para nós, contemplando-nos. Olhei para a árvore, existia mais uma caixa, ainda intocada.



Esme seguiu meu olhar e sorriu. “Uh, eu precisava dar um presente para meu neto ou neta, não resisti.”



Bella sorriu de um jeito amplo, os lábios não voltaram a posição original. “Esme, isso é tão doce!”



Minha mãe pegou a caixa amarela e veio até nós. “Bella, eu estou inteiramente feliz por você estar carregando uma vidinha dentro de você, você será uma mãe incrível, sim?”



Eu vi as lágrimas acumulando nos cantos dos olhos dela, Bella levou as costas da mão para secá-las. Peguei a caixa e avaliei o peso, não era pesada no fim. Deixei que Bella a abrisse, nós dois sorrimos juntos.



Bella pegou a pequena roupinha com as pontas dos dedos, sorrindo fascinada. Era um amarelo clarinho, de lã e, definitivamente, uma graça. Era fácil imaginar um bebezinho dentro dela. Os meus dedos e os de Bella traçaram cada parte do emaranhado de fios. Todavia, aquilo parecia antigo.



Minha mãe pegou minha dúvida e sorriu nostálgica. “Era sua, Edward!”



Pisquei frente à afirmação, boquiaberto. A roupinha era pequena, tentei, mas não consegui me ver dentro dela. Ao lado, eu ouvia o choro emocionado de Bella.



Bella deitou a cabeça em meu ombro, molhando minha camisa com as lágrimas. “Isso é tão lindo, Esme!”



Minha mãe sorriu feliz. “Foi a primeira roupa que Edward vestiu, nunca tive coragem de me desfazer dela.”



“Vai a ser primeira de meu bebê também, obrigada!” Bella disse e foi abraçá-la. O cumprimento durou uma pequena eternidade.



Todos estavam emocionados e com fome, o próximo ritual envolvia aquela mesa farta, eu estava completamente faminto e ansioso. Bella e eu sorriamos ao perceber que estávamos prestes a nos servir num mesmo prato, um hábito que cultivávamos. Era muito mais prático! Eu passei um prato para ela, apenas para evitar comentários de Esme, ela desaprovaria aquela atitude.



Eu comi o suficiente para me manter nutrido por uma semana, ignorei as bebidas para acompanhar Bella no suco de laranja. Eu dava uns pedaços de carnes a Flip, tudo por debaixo da mesa. Bella brincava com minha palma, fazendo desenhos sem forma.



Meus olhos sempre vagavam para os dela, existia a corrente que eu gostava. Um punhado de sentimentos migrava de um olhar para o outro.



A madrugada estava pedindo passagem e a neve caiu mais forte do lado de fora. Bella não parecia com sono, os orbes marrons estavam fixos nos floquinhos de neve.



“Quer ir lá fora?” Perguntei-lhe baixinho, fazendo-a tremer.



Bella piscou para mim e me deu a mão. Nós calçamos as botas, evitando, assim, que nossos pés molhassem. “A gente precisa de mais agasalhos, não?”



Subi a escada e desci com mais moletons e uma manta, como se fossemos acampar na neve. “Venha!” Pedi e abri a porta da sala.



Entrelaçamos nossas mãos, daquele jeito elas permaneceriam aquecidas. Não tinha muita neve na varanda, descemos para a grama, ali, existia uma espessa camada branca. Os gorros nos protegiam dos flocos, Bella pegava alguns na mão.



“Eles são tão bonitinhos, né?” Ela perguntou enquanto me mostrava a quantidade de flocos que estava na palma dela.



Quase sem perceber, caminhamos pelo jardim, joguei a manta nas costas de Bella, eu não queria nenhum resfriado incomodando-a. Não trocávamos muitas palavras, mas não existia nenhum silêncio constrangedor.



O pé de maçã estava com poucas flores e alguns frutos, os galhos, cheios de neve. “Não sabia que vocês tinham um pé de maçã.”



“Se eu te contar que tem um cachorro enterrado aqui, você acredita?” Falei apenas por falar, eu não saberia explicar o motivo de eu me lembrar daquilo.



Bella apoiou a cabeça em meu peito, o olhar estava curioso. “O que aconteceu para ele morrer?”



Meu irmão o matou!



Tentei não colocar emoção em meu tom. “Ele era agitado, os vizinhos não gostavam.”



“Isso é brutal, Edward! É só por isso o mataram? Qual era o nome dele?” Bella me fez uma avalanche de questionamentos.



Beijei-lhe a testa. “Tedy, um labrador. Eu era um moleque, só tinha oito anos.” Lembrei-me dos pontos importantes.



Ela salpicou beijos em meu peito, cheia de carinho. “Agora temos Flip, nós o protegeremos.”



Sorri fraquinho para ela. “Ninguém vai fazer nada contra ele, amor.”



O silêncio perdurou por mais uns instantes. Meus dedos corriam as costas de Bella e rolavam para a barriga saliente, nossos risos eram baixíssimos. Eu recebia toques castos em meus ombros e pescoço. Repentinamente, Bella subiu o rosto para me beijar.



A primeira sensação fora o frio, nossos lábios estavam com uma temperatura glacial, mas não estragou o beijo delicado. Minha língua lambeu os lábios de Bella e o beijo seguiu lento e molhado.



Ninguém queria provocação, só aproveitar. Ergui o corpo de Bella, colocando-a sobre meus pés. As mãos delicadas envolveram meu pescoço e ali eu sentia pequenos choques. Pedi para que aquela cumplicidade nunca acabasse, que sempre existisse aquela vontade louca de ficar agarrado a Bella.



Terminei o beijo deixando mordidas no lábio inferior dela. Eu não queria falar nada, então segurei nossos olhares. O marrom estava límpido e eu pude ver minha vida passando neles.



Eram lembranças que eu evitava alimentar, mas, lembrei-me do início daquela bagunça. Aquela carta, um pedido incoerente, uma sede de vingança. Resgatei também a noite escura em que Bella entrou em minha vida, o vestido preto que subia pelas coxas, o rosto curioso e cheio de temor. Lembrei-me então, que, naquela noite, eu estava louco para beijá-la; e, agora, os lábios estavam a minha disposição. Cerrei meus olhos ao perceber que minha mente estava cheia de cenas ruins, as vezes em que eu duvidei, em que eu gritei, todas as vezes em que eu quebrei o coração de Bella. O sorriso pequeno escapou de meus lábios quando eu me lembrei de nossa atração incontestável. Eu me aproveitando da bebedeira dela, nossa primeira vez cheia de palavras não ditas. Nossas fodas matinais, antes de eu ir trabalhar. E então veio meu bebê, fruto de uma relação louca, mas verdadeira e estritamente cheia de amor.



Senti um roçar de lábios, Bella levou a boca para perto de minha orelha. A respiração curta me fez sorrir. “Edward Anthony Cullen...” Um beijinho fora colocado abaixo de minha orelha. “Eu te amo tanto!”



Foi impossível não sorrir, eu realmente amava aqueles momentos que nós dividíamos. Levei minha mão para a bochecha gelada, mas corada. O brilho característico dela parecia mil vezes mais intenso, tudo brilhava e os olhos eram uma particularidade. Eu via meu reflexo neles. Não ousei desviar meu olhar.



“Isabella Marie Swan.” Falei baixinho, emocionado, talvez. O nome me fez imergir em lembranças. O nome que, meses atrás me causava ânsia de vômitos, agora, era a combinação mais perfeita de palavras. Senti-me envergonhado pelas atitudes que eu tomei no passado, mas o brilho dos olhos marrons me dizia que tudo estava bem.



Bati meu nariz no dela. “Isabella Marie Swan.” Repeti mais alto, sentindo falta de um Cullen naquela seqüência. O nome dela ficaria mil vezes mais atrativo se meu sobrenome estivesse nele!



“Isabella Marie Swan Cullen.” Eu disse com meus olhos vidrados no dela, pegando cada reação. “Eu também te amo tanto.”



Bella beijou a ponta de meu nariz, sem tirar os olhos dos meus. Também sem dizer nada. Eu a amava demais, era isso! Foquei no rosto doce, tudo ali era bonito para mim. Eu me descobri desesperado em ter uma vida inteira com ela.



“Bella?” Chamei baixinho, com a voz cortada. Não era medo, só era um puta nervosismo.



Ela fechou os olhou e me beijou perto da boca. “Hmm?”



“Quer se casar comigo?” As palavras apenas saíram, com minha total permissão.



Eu esperei uma resposta com meus olhos abertos, esperando a hora em que Bella abrisse os dela. E, quando ela me revelou os olhos brilhantes, eu soube que eu fizera a pergunta mais acertada de minha vida.



Bella moveu-se timidamente para o meu lado, juntando nossas testas. Ela procurou meus olhos e eu preferi não me esconder. Não sei quanto tempo passou, mas eu não queria que aquele momento acabasse. Meu coração estava na garganta, muito perto de ser vomitado sobre Bella.



“Eu quero, Edward.” As palavras vieram tranquilas e, acima de tudo, decididas.



Sorri para a aceitação, Bella me deu um beijo longo e gelado. “Eu te amo.”



O beijo aprofundou e, instantaneamente, meu corpo esquentou, aquecendo o de Bella também. Decidi encerrar nosso carinho antes que aquilo ficasse muito complicado de administrar.



“Desculpe por eu não ter um anel, nem um jantar, muito menos um quarto cheio de rosas.” Falei sorrindo, lembrando-me das exigências dela.



Bella me olhou sem entender. “Você disse isso quando estava chapada!”



“Edward, desde quando alguma coisa entre nós é tão clichê assim? Um pedido debaixo da neve, perto de uma macieira que tem um cachorro enterrado, parece muito bom para mim.” Bella disse cheia de sorrisos, o que me fez rir também.



“Eu costumo acreditar nas coisas que você fala!” Coloquei brevemente, eu sabia que Bella não era inclinada a mentiras.



Ela me beijou nos lábios. “Acredite em mim quando nós estivermos conversando sem álcool dentro de mim, eu falo idiotices quando estou bêbada! Sou quase igual a você.”



“Vamos para dentro, você precisa descansar.” Falei e nos guiei para dentro de casa. Meus pais já não estavam na sala.



Bella empoleirou em meu colo para subirmos a escada, beijando meu pescoço. “Se estivéssemos em casa, eu aceitaria uma rodada de sexo selvagem com você.”



Não evitei minha risada alta. “Eu te pedi em casamento, deveríamos fazer amor, não?”



“Tsc, tsc!” Bella estralou em meu pescoço. “Você sabe o jeito que eu gosto, tem que ter sacanagem!”



Abri a porta de meu quarto, minha cama parecia quentinha. “Então quando vamos fazer amor?”



“A gente sempre está fazendo, mas a gente gosta de uma pegada mais forte, é isso.” Ela me explicou nossa conjuntura sexual.



“Uh, ok! Como nós não vamos fazer nenhum escândalo essa noite, vamos trocar de roupa e fugir do frio.” Joguei moletons limpos para ela.



O frio me fazia ficar agarradinho em Bella, conchinha nunca funcionava conosco, mas decidi tentar. Colei meu peito nas costas dela e, só por hábito, mandei uma perna minha para entre as dela. Bella pegou minha mão que estava sobre o peito dela e pousou sobre a barriguinha.



“Bebê, seu pai me pediu em casamento! Eu estou tão feliz!” Bella falou sorrindo e brincando com meus dedos.



Movi meu corpo para o dela. “A gente tem que correr um pouco, né? Você prefere casar com barrigão ou o mais rápido possível?”



Minha fala fez Bella se virar para mim, meio assustada. “Edward, a gente não vai se casar por agora! Eu disse que vou me casar com você, isso pode esperar!”



“Pode?” Perguntei na defensiva, talvez, meio decepcionado.



Bella acariciou minha mandíbula. “Eu amo você, Edward! A gente não precisa correr, eu quero muito ser sua esposa, mas é tanta coisa acontecendo. Tem uma coisinha crescendo dentro de mim, nós vamos comprar uma casa e fazer uma mudança. Tudo isso me consome, eu nem tenho com quem entrar na igreja!”



“Eu acho que te entendo, desculpe por te apressar. Você sabe, quando quiser, é só falar que eu vou estar na igreja na data e hora marcada.” Lancei-lhe divertido.



Ganhei um tapa no braço. “Idiota!”



Bella voltou para nossa posição inicial, beijei-lhe os cabelos e nuca. “Boa noite, amo você.”



Ela ignorou meu cumprimento e traçou um padrão gostoso em meu braço. “Estamos cheios de segredos, né? Agora eu sou noiva e vou mudar de cidade, e ninguém vai saber tão cedo.”



“Eu não sabia que você gostava tanto de segredos, podemos criar mais.” Falei baixo, já com sono.



Bella jogou a bunda para mim, não existia uma ereção entre nós. “Sem chances de sexo selvagem, né?”



Sorri abertamente e salpiquei beijinhos na nuca cheia de fios de cabelo. “Eu sei que você está brincando, nem com vontade você está; mas se quiser um pouco perversão é só me acordar no meio da noite, sim?”



“Certo, então, noivo!” Ela disse antes de bocejar. “Boa noite, Edward.”



Abracei-a e aproveitei para acariciar a barriga dela. “Amo você, feliz natal!”

(...)

O chão de meu quarto tinha uma bagunça organizada. As malas minhas e de Bella e muita coisa de quando eu era criança. Roupas, brinquedos. Minha mãe enchera um baú de nostalgia.



“Não vai dar para levar esse baú no avião, já temos muita coisa. Depois você manda pra gente.” Falei para minha mãe, era completamente inviável transportar aquele baú de madeira.



O resto da tarde passou rápido, Bella dormira em meu colo enquanto assistíamos a um filme qualquer no sofá da sala. Eu fazia meus últimos contatos com Flip-flop.



“Vou sentir falta de você, campeão!” Falei e dei minha mão para ele. “Um dia a gente fica junto de novo, sim?”



“Não conte a ninguém, talvez eu compre uma casa para nós, vai ter espaço para você também!” Minha voz foi um sussurro, mas foi o suficiente para acordar Bella.



“Desculpe?” Pedi ainda mais baixo.



Ela me deu um sorriso verdadeiro. “Eu estava só cochilando, está na hora de irmos?”



Nosso vôo estava marcado para as sete, nos restava cerca de três horas. “Pode ir se arrumando se quiser, é melhor chegarmos mais cedo.”



Antes que Bella saísse de meu colo, minha mãe veio correndo para nós. Com uma câmera digital nas mãos. “Eu preciso de uma foto de vocês!”



“Nós estamos horrorosos, Esme!” Bella apressou-se para fugir da situação.



“Bella, mulher grávida nunca está feia e meu filho é lindo, façam uma pose para mim, por favor?” Minha mãe pediu enérgica demais, uma pilha.



Sorri para Bella, seria apenas uma foto. Escorreguei para a ponta do sofá, Bella ficou meio deitada, meu ex-cão pulou no sofá e eu beijei a barriga que eu amava. Eu sorria e olhava para Bella, que estava nada além de corada.



Os flashes foram inúmeros, no fim, eu deveria admitir, as fotos ficaram boas. A mais bonita delas era, eu beijando a barriga de Bella, olhando para o rosto bonito, Flip apoiado no sofá. Mesmo pela tela da câmera, eu sabia que nossos olhos brilhavam. Era,literalmente, o retrato de uma família feliz.



“Mande por email para mim depois, mãe?” Pedi depois de muito babar na foto.



Ela olhou mais uma vez. “Vocês são lindos juntos!”



“Nós somos!” Bella disse antes que eu, sorri para a pressa. Ela não estava mentindo.

(...)

“Flip, largue o pé de Bella, por favor?” Pedi pela enésima vez, o cão agitado não me respeitava.



O táxi nos esperava na calçada, o motorista parecia impaciente. “Flip-flop, nós vamos voltar, sim? Não dê motivos para Esme e Carlisle te odiarem.”



Depois de muito tentar, saímos pela porta da sala. Meus pais nos esperavam no meio do jardim.



“Bella, eu não quero perder nada sobre sua gravidez, sempre me ligue.” Minha mãe pediu, quase suplicante.



Bella a abraçou forte. “Nós daremos notícias, não se preocupe.”



A despedida não fora cheia de lágrimas, todos ali sabiam que nós voltaríamos.Mais cedo ou mais tarde. Até mesmo Flip sabia daquela parte.



A viagem até o aeroporto durou menos que o imaginado, Bella não falava muito, apenas descansava a cabeça em meu ombro. “Estou feliz em saber que logo estaremos de volta.”



Sorri para as palavras, vendo o futuro, um sortilégio. “Estou feliz por ter você nessa loucura toda, eu não faria nada disto se não fosse por você.”



Bella só assentiu positivamente, sorrindo tranquilamente. Pedi que ela entendesse que cada passo meu era por ela, apenas por ela.




Continua..




4 comentários:

Jannáyra Menezes disse...

Que lindos...so resta a verdade ser dita....to preoupada.

LAV RIBEIRO disse...

longo e perfeito mas ainda me incomoda ele esconder um fato tão importante

francisca oliveira alencar disse...

Maravilha! cada dia me encanto mais com essa história linda! parace a realidade vivida por Edward e Bella - um verdadeiro conto de fadas. Obrigada, me emociono, mto riso e contemplação do perfeito e do belo - a se fosse realidade...

Rosaneines disse...

Adorando!!!! To viciada nesta fic, quando vai ter mais???

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