FANFIC - O CARA DE JERSEY - CAPÍTULO 33

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 33° capítulo de "O Cara de Jersey". Quer acompanhar a história desde o início?Clique aqui.



Autora : Nana Medeiros
Contato : https://www.facebook.com/unica.nanamedeiros?fref=ts
Categorias: Saga Crepúsculo
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Sexo





Capítulo 33




Havia alguns dias, em que eu acordava e olhava para o lindo homem dormindo ao meu lado, e pensava – como eu tive a sorte de tê-lo em minha vida – mais ao mesmo tempo, algo triste passava por minha mente, sempre tão confusa e cheia de dúvidas e medos – não posso deixa-lo sozinho! É injusto – dai ele se espreguiçava, e lentamente abria seus lindos olhos brilhantes e aquele sorriso confortante de todos os dias. Aliás! Aos domingos, porque apenas aos domingos, e as vezes aos sábados, ele dormia até tarde. Seu dia começava cedo, e eu sempre acordava sozinha na cama.

Com o passar dos meses, e minha gestação avançada, eu sentia ainda mais sono. Mais o peso extra me deixava cansada. Em alguns dias eu passava quase toda a tarde na cama.

Mas houve um destes dias, que realmente me deixou com o medo real, o medo de minha atual saúde, o medo que me rondava a todas as manhãs quando acordava e visitava o quarto já quase todo arrumado de meu bebê.

Semanas atrás…

O sol estava alto, o quarto levemente quente. Me estiquei na cama, alongando meu corpo, ainda bocejando, com sono e muita preguiça, mas meu estomago implorava por alimento, e com certeza meu bebê também, pois se remexia em meu ventre de maneira frenética.

Olhei para o relógio digital na cabeceira da cama, e me assustei – já passava das dez da manhã – e normalmente levantava-me as nove.

Ao sentar-me na cama, uma dor de cabeça terrível me tomou – como se um som agudo e desafinado de alto-falante berrasse bem dentro de minha cabeça – me fazendo levar as mãos na fonte do rosto, apertando com força, como se este gesto pudesse aliviar a dor.

Mas a dor rapidamente foi aliviando, assim como veio. Mas ela não sumiu, se apossou de minha nuca, se concentrando em outro ponto de minha cabeça.

Eu estava sozinha na cama, e não tinha quem pudesse me ajudar a me trocar para descer, então apenas enrolei o roupão de seda branca que estava aos pés da cama ao redor de mim, amarrando logo acima do ventre a tira do mesmo. Me arrastei para fora da cama, pegando minha bolsa numa cadeira próxima e sai do quarto.

A cabeça latejava como se o som de mil sinos tocassem estridente em meu cérebro. Me concentrando para não desmaiar – como se isso fosse possível – eu me rastejei até as escadas, segurando firme no corrimão, forcei meu equilíbrio quase inexistente naquele momento, para descer. Mas por sorte, uma das arrumadeiras estava logo abaixo, trocando as flores de um jarro no hall de entrada.

– Senhora Masen! – Ela gritou e logo veio ao meu apoio. Me ajudando a descer as escadas.

Logo ela já chamava por mais empregados da casa, e vi quando o motorista também apareceu dizendo que iria mandar chamar Anthony, que devia estar perdido pelo enorme galpão de queijos, ou no vinhedo.

Mas não fui forte o suficiente para aguentar até que ele chegasse.

A dor intensificou, me deixando tonta demais para me manter de pé. Senti alguém me levando á um acento macio, mas logo minha visão se tornou turva, e tudo estava escuro…minha mente se apagou.


Quando acordei, alguns aparelhos estavam ligados a mim, transmitindo um bip irritante. Olhei em volta e vi meu amor, meu marido, meu amigo e meu sonho de companheirismo por toda uma vida, sentado em uma cadeira ao meu lado.

Anthony tinha o maxilar travado, seus olhos estavam vermelhos, e enormes olheiras pesavam em seu rosto perfeito. Ele me olhou de forma estranha – tinha amor no seu olhar, mais também um pesar, e ao mesmo tempo… irritação – ele já sabia de tudo! Minha farsa de uma simples pressão alta havia acabado.

– Porquê não me contou? – ele foi direto em perguntar, sua voz estava carregada de mágoa e desapontamento.

– Eu estava tentando te poupar disto… - gesticulei para ele, que claramente entendeu que falava de sua tristeza, mas ele também viu mais que isso.

– Me escondendo sua vida, omitindo seus problemas? Deus Isabella! Como pensou que isso não era de minha conta, que não me devia contar sobre o tumor! É sua vida, é a minha vida, é a vida de nosso bebê! – Ele gritava, mas não me irritei com ele, sabia que ele estava certo.

Anthony tinha toda a razão do mundo naquele momento, eu fui mais uma vez fraca e covarde.

– Sei que parece isso pra você, mas não era a minha intenção! – Tentei dizer mais, me explicar! Mas fui interrompida por mais berros.

– Não era sua intenção?!

Ele ironizou, respirou enojado já andando pelo quarto, esfregando seus cabelos com força, e então percebi que sua barba estava grande, isso significava que eu devia ter ficado vários dias apagada. Estava acontecendo, assim como o médico me disse que iria acontecer.

Fechei meus olhos com força, tentando conter as lágrimas que vinham, fazendo meus olhos arderem, meu queixo tremer, e meu peito se apertar. Eu estava o fazendo sofrer.

Um soluço alto escapou de meu peito, chamando a atenção de Anthony – que agora se encontrava parado na janela, olhando o nada – ele correu para mim, se jogando e minha cama hospitalar, beijando todo meu rosto, até que encontrou meus lábios e beijava de forma desesperada.

Senti que meu rosto estava molhado demais para serem apenas as minhas lágrimas, Anthony também chorava.

– Não posso te perder! – Ele disse de olhos fechados, com a testa colada a minha, depois de seu surto de beijos, uma forma de desespero, que passou momentaneamente.

– Não irá me perder! – Tentei ser firme em minha voz, mas eu também não tinha certeza, então forcei-me a continuar – Terá uma parte de mim, uma parte de nós, uma parte de nosso amor.

– Quando você soube do tumor? – ele me perguntou. Agora me olhava nos olhos, de forma que me deixava exposta, como se ele pudesse ver minha alma.

– No início da gravidez, pouco depois do nosso casamento – respondi finalmente, não poderia esconder mais nada dele.

– Meu Deus! Você devia ter me contado! – Ele choramingou, com os olhos ainda encharcados pelas novas lágrimas que ameaçavam voltar a jorrar.

– Não iria fazer diferença, não posso me tratar enquanto estou grávida, apenas alguns medicamentos para me ajudar a retardar o tumor, só depois do parto que poderia passar por um tratamento intensivo, e talvez uma cirurgia… mas no momento não posso fazer nada.

Expliquei a Anhony todos os detalhes de minha doença – mesmo já imaginando que sendo ele quem é, já deveria saber até mais do que eu, mais ele me ouvia com atenção – e em silêncio ele acarinhava meus cabelos enquanto ouvia atentamente cada palavra dita por mim.

Eu tinha grandes chances – dissera o médico depois de uma Ressonância Magnética – meu tumor estava ainda num estágio inicial, e só senti alguns sintomas devido a gravidez, que fez se intensificar tudo em mim, hormônios e essas coisas a mais.

Disse que talvez, seria operada, logo após o parto – caso houvesse alguma complicação no parto – já teria uma equipe médica me esperando, e que já havia assinado todos os documentos necessários.

Foi difícil, mas contei tudo ao meu marido. E depois de alguns dias no hospital, finalmente recebi alta – poderia ir para casa, mas cheia de recomendações, e mais uma leva de medicamentos – e então fomos almoçar no meu antigo lar, meu apartamento na ilha de Manhattan, que estava lá… lindo, perfumado, e organizado por Marie. Que ao me receber, me encarava com os olhos tristes – todos já sabiam – era exatamente este olhar que eu temia nas pessoas, este olhar que eu não queria ter direcionado a mim.

Eu estava grávida! Queria ser recebida com alegria, seja lá onde seja o lugar que fosse. Era assim que imaginava que todas as grávidas deviam ser tratadas, com alegria. Que saudassem sua vida, que a felicitassem a todo o tempo.

Mas minha vida mudou de lá para cá!

Hoje, acordando ao lado dele… me sentia feliz em tê-lo comigo, e ao mesmo tempo triste, por saber que não seria a mulher perfeita que ele merece ter.

Anthony é um homem forte, amável, cheio de vida… e merece uma mulher tão forte quanto ele! Mas eu sou fraca, cheia de falhas, e manchada com um passado sujo e errado.

– Bom dia, bela mia! – Seu sorriso é uma das minhas coisas prediletas nele.

– Bom dia, amor! – Beijei sua testa, e logo desci para seus lábios, que me receberam com a mesma paixão de sempre.

Logo Anthony se abaixou e beijou meu ventre.

– Bom dia, princesa! – A alguns dias tínhamos a certeza que era uma menina, nossa amada princesa havia parado finalmente de se esconder de nós.

– Vamos descer pro café, ou quer que eu traga-o? – Anthony perguntou animado, pulando da cama e vestindo sua calça de moletom, mas meu olhar preguiçoso respondeu por mim, ele sorriu e voltou a se apoiar na cama para beijar mais uma vez minha testa – eu já volto com o nosso café – ele disse, logo saindo do quarto.

Levantei-me devagar – também não haveria como me levantar mais rápido – e me encaminhei ao banheiro, lá enchi a banheira, e preparei um banho, separando roupões brancos e bem fofinhos para nós.

Despi-me e entrei, logo ouvia Athony voltar ao quarto.

– Aqui está você! – Ele veio até a mim.

– Quer ajuda com o banho? – ele perguntou sem maldades, mas minha mente e meu corpo sentiu outras necessidades. Anthony estava distante de mim neste quesito, desde que descobriu meu maldito tumor no cérebro.

Ele já se despia, e logo estava sentado atrás de mim, esfregando minhas costa, e quase todo o meu corpo, evitando alguns pontos mais específicos. Podia sentir sua ereção presente, mas ele fingia não perceber. Devia ser inevitável para ele, e acredito que também difícil se segurar, mas ele estava aguentando bravamente a semanas…mas isso estava me torturando.

Fechei meus olhos, e me deixei levar por sua mão passeando por meu corpo, até que a esponja que ele segurava em sua mão, e separava o contato direto com nossa pele, se ausentou…suas mãos estavam agora sobre meus ombros, massageando-os.

Um gemido escapou por meus lábios – foi inevitável – e no mesmo momento Anthony travou, ouvi ele respirar fundo e logo dizer.

– Vamos sair!

Me virei da forma que pude para ele, e roubei um beijo estalado, logo em seguida mais um, um pouco mais longo… e logo outro, até que ele se rendeu a um beijo molhado, apaixonado.

Em minutos, não sei como, mas já estava totalmente de frente para ele, sentada em seu colo, sentindo nossos sexos se tocando, sua ereção que pulsava, muito perto…

– Isso está ficando fora de controle! – Anthony disse, afastando os lábios.

– O médico não proibiu…apenas disse que devíamos ir devagar, ser cuidadosos… - gemi em seus lábios.

Mas ele me segurou pelos ombros – Esse é o problema, amor! Nós nunca vamos devagar.

Desisti de minhas investidas, deixei minha cabeça pousar sobre seu ombro, respirando em sua pele, me controlando, ouvindo ele fazer o mesmo, sua respiração voltando ao normal aos poucos, assim como a minha.

– Acho que o problema é que estamos nos privando disso a tempo demais! Isso vai ficando a cada dia mais desesperador. – Sussurrei em seu ouvido.

– Não posso aceitar nada que possa te ferir, muito menos algo que seja por puro prazer carnal, mesmo sendo ele o mais sincero e carregado de amor como o nosso – ele finalmente disse, após alguns minutos calado, e voltando a acarinhar minha costa, ele me segurou, me tirando de seu ombro, encarando meu rosto, ele sorriu para mim, e beijou meus lábios de forma doce.

– Eu te amo demais…amo você e nossa filha! Vocês são tudo de mais precioso que tenho na vida… nem mesmo a minha vida importa para mim, se não posso viver com vocês.

Não tive palavras para responder a altura de sua devoção no momento, apenas sorri e deixei que lágrimas lavassem minhas bochechas. Eram lágrimas de emoção, de amor.

Após o café da manhã, Anthony se trancou no escritório e ficou quase uma hora ao telefone. Não fui até lá, deixei que ele tivesse a privacidade que procurou em seu escritório. Só tinha certeza que ele estava ao telefone, porquê em alguns momentos podia ouvir parte de sua conversa, em palavras desconexas, mas apenas algumas vezes, quando sua voz calma e centrada se excedia, e o ouvia gritar.

No almoço, Rosalie e Emmett vieram. Infelizmente Jessie não poderia vir, já que ela estava a menos de uma semana de seu casamento.

Ela chegou a cogitar cancelar a festa, e fazer apenas uma cerimônia simples quando soube de minha doença, mas por muita insistência minha, ela voltou a organizar tudo, e como havia ficado quase duas semanas parada, por conta de todos os dias que estive apagada no hospital, sendo sedada dias e dias, para manterem minha estabilidade, manterem meu corpo calmo e se curando de uma série de convulsões que se sucederam desde o primeiro desmaio naquela maldita manhã.

Mas fora isso, tudo ocorrerá bem, e até divertido durante todo o domingo. Era sempre bom estar na presença de Emmett e Rosalie, ela sempre mal-humorada e sarcástica e ele sempre bem-humorado e com um péssimo time para piada!

No fim da tarde, demos adeus para o casal, e quando eles sumiram aos nossos olhos, da varanda de casa. Eu e Anthony - que estávamos abraçados - ficamos de frente um pro outro e trocamos um beijo calmo e apaixonado. Logo, sendo surpreendida por um convite.

– Quer ir ver o se pôr-do-sol? – ele sorria, esfregando as mãos em meus ombros.

– Onde? – perguntei curiosa.

– É uma surpresa! Venha – ele pegou em minha mão e entramos em casa, já na sala ele se voltou a mim – Vou pegar umas coisas para nós na cozinha, enquanto isso, vá até o quarto e pegue algum agasalho para você!

Sorri em resposta e seguir sua ordem, logo já estava descendo as escadas devagar, segurando no corrimão com uma mão, e na outra segurava um longo sobre tudo de trico, com tramas fechadas e lã grossa, serial impossível passar frio com aquele agasalho!

Anthony estava com as mãos no bolso de sua calça jeans-clara, e sorria de forma arteira para mim, com o olhar de um menino de sete anos que guarda um grande e bobo segredo de sua mãe. Estava lindo!

– Está pronta?

– Sim!

– Então vamos! – Ele veio até a mim, segurou minha mão, beijando-a e me guiou até o seu carro.

Anthony dirigiu em uma estrada deserta por cerca de uns vinte minutos, o sol já estava baixo, logo chegaria o crepúsculo. Mas quando achei que demoraria mais tempo para chegarmos, ele parou o carro, onde quer que estivéssemos,

Senti o cheiro salgado que vinha do lago, e sorri para meu marido. Que me olhava com um atento e radiante brilho nos olhos.

Saímos do carro em silêncio, não era necessário palavras naquele momento, o silêncio era confortável. O vento já soprava frio, então vesti meu agasalho de lã, num tom de creme, quase um rose desbotado, ainda não conseguia desvendar a cor daquele agasalho feito para mim, especialmente feito para mim, pelas mãos de Zara. Um presente que ela havia me dado quando voltei do hospital. Ela passou todos os dias que estive internada o tricotando-o, e dizia que caberia perfeitamente em mim, que logo estaria de alta e usaria seu presente. E coube, eu amei o seu presente!

Seguimos o caminho de terra de mãos dadas, Anthony levava uma cesta, Zara havia preparado nosso jantar e arrumado com carinho naquela cesta, junto a duas mantas.

Paramos abaixo de uma árvore densa, seus galhos eram repletos de folhas, e fazia uma perfeita proteção contra o sereno, que logo estaria úmido sobre nós.

Observei Anthony forrar o chão com uma das mantas, e por a cesta sobre ela num canto, e logo ele veio pegar em minha mão, me puxando para seu abraço.

Sentamos olhando em direção ao lago, estava com minhas costas apoiada sobre o peito do meu marido, enquanto ele se apoiava ao tronco largo daquela árvore.


Estavámos a mais de uma hora em silêncio, contando com os mais de vinte minutos de carro até a margem daquele lago. Não estava sendo ruim, estava bom, era como se não precisássemos procurar por assuntos para quebrar o gelo, sabíamos que uma hora ou outra, um de nós iria quebra-lo, mas no momento, ainda não era necessário.

Um tempo depois, não sei dizer com exatidão quantos minutos, mas fora um bom tempo apenas sentindo as mãos de Anthony passearem por meu ventre, sua respiração em minha nuca, seus labios hora e outra beijar meu pescoço… Intermináveis caricias que me faziam perder a noção do tempo e espaço, foi que o espetáculo começou: O sol descia a cada minuto, isso eu percebi, mais em algum momento ele tomou uma cor alaranjada sobre o rio, era como se ele flutuasse sobre as águas escuras.

Como um espelho, a água tranquila do lago refletiu a grande bola que ficava agora em tons de roxo, lilás…era o fim do dia, o início da noite, o crepúsculo do dia. Um verdadeiro espetáculo da natureza.

– É lindo… é perfeito! – Minha voz saiu baixa e falha, talvez por estar a tantas horas sem dizer nada.

Ouvi meu marido bufar, mas não me virei para encará-lo. Queria ver a escuridão tomar conta da paisagem, e finalmente a lua tomar seu lugar no céu.

– Esta com fome? – ele me perguntou, assim que a noite já era escura. Eu assenti e me virei para ele.

Observei Anthony ligar um lampião – e me perguntei quantas coisas cabiam naquela cesta – e acender algo parecido com um incenso.

– Para afastar os insetos! – Ele justificou, mesmo sem eu perguntar o porquê.

Ele estava muito silencioso, quieto e ao mesmo tempo inquieto, podia sentir ele oscilar a todo momento, mas mantinha uma falsa calma em seu rosto.

– Zara fez um pouco de tudo, acho que ela ta te mimando demais! – Ele brincou.

– Ela ta é me deixando gorda! Isso sim… - reclamei, mas não de verdade. Ele sabia disso, a tempos havia deixado de lado esse pensamento fútil e excessivo de vaidade.

Comemos brincando um com o outro, bebemos suco de uva, falamos sobre planos para o bebê, e brincamos sobre alguns nomes…tudo de forma normal, como em nosso dia-a-dia.

O silêncio havia acabado, mas a inquietude de Anthony ainda não. Estava esperando a hora que ele finalmente se sentisse bem em dizer o que queria, o que estava tentando me falar desde o momento que saímos de casa.

– Não acho que precisamos pintar o quarto de rosa…

– Faça o que quiser com as paredes, mas nos detalhes será impossível me controlar.

– Eu sei bem disso! Até seus roupões são cor-de-rosa! – Ele disse gargalhando, acompanhei sua risada.

Mas com um suspiro pesado ele ficou sério, e tenso. Passei a mão por seu rosto, e beijei os seus lábios num breve beijo estalado.

– Não precisar falar, se não quiser… - comentei, mas ele me olhou de forma quem desaprova um ato.

– Não!Eu tenho que dizer… - ele olhou ao longe de mim e sussurrou – prometemos um pro outro no quarto daquele hospital, não vamos mais mentir ou omitir algo um do outro!

Ele voltou a me encarar e forçando um sorriso ele disse - Eu tenho duas coisas a lhe dizer, vou começar com a mais fácil… eu acho!

– Prefiro a mas difícil! Tipo, quando alguém lhe pergunta ‘o que você quer ouvir primeiro a ruim ou a boa?’ e você acha se a ruim vier primeiro, a segunda e boa ira aliviar a dor e tal…

Estava tagarelando demais, quando percebi e fiquei quieta, descobri isso em mim, uma nova personalidade, a que fala demais quando esta ansiosa. Talvez isso seja algum sintoma de minha doença, mudando meu comportamento, o médico havia me dito que isso era possível!

– Eu mudei sua equipe médica…quero dizer, nem toda, mas acrescentei alguns médicos, e tirei alguns… - ele voltou a me encarar para continuar dizendo – amor, não é que eu não confie em você, mas é que eu não posso arriscar em te perder… coisas aconteceram enquanto você dormia, totalmente sedada naquela cama de hospital, seu médico disse que sua doença estava apresentando sintomas muito rápido, que isso poderia ser pelo tumor esta crescendo, ou sua imunidade está baixa por conta da gravidez… mas o que interessa é que tudo isso me deixou maluco, e quando a hora de nossa filha chegar – o quê já esta próximo - vamos estar preparados, com a melhor equipe médica do mundo… todos em Nova Iorque, esperando para lhe atender!

– Obrigada. – Foi tudo que consegui dizer…mais ai me lembrei que esta era a melhor, e existia a pior. – E a outra! O quê é?

Anthony então travou a mandíbula, o ódio e fúria passando por seus olhos. Era como se ele se transformasse em outro homem naquele momento, sua face endurecida.

– Ele voltou! – Ele disse, e foi tudo! Não precisava dizer mais nada, eu sabia de quem ele estava se referindo! Meu passado, meu inferno em vida, Aro, aquele traste não poderia ter morrido, mas algo havia acontecido para ele não ter ido buscar seu dinheiro da chantagem naquela tarde em Sidney, mas agora ele estava de volta. Para me cobrar, para me torturar!




Continua....

4 comentários:

Anônimo disse...

nossa quantas dificuldades esses dois estoa enfrentado eles merecem ser felizes superar tudo isso beijos e uma noite linda para vce

marylloulovyou disse...

Puxa e agora o que é que esse monstro quer mais . Vai atormentar a coitada de novo ? Puxa tomara que não aconteça nada com ela e o bebê . Até o próximo capítulo . Tá muito boa viu.

Joelma Pacheco disse...

Aff !!!!!!! muito triste quanta luta estou com muita pena deles !!!

Anônimo disse...

Nossa......quando ta boa..a mulher...agora tem tumor..e o aro volta!!! :-( mais..vai melhorar eu creio..boa noite. bjs jannayra

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