FANFIC - NÃO É MAIS UM ROMANCE LITERÁRIO - CAPÍTULO 18

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Isabella Swan têm a sua vida transformada após conhecer o enigmático romancista Edward Cullen. O que acontecerá com a estudante ao se envolver com alguém tão misterioso?

Autora : Jacqueline Sampaio
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Sexo


Capítulo 18




Eu lá parada. Meu pai aumentava gradativamente a televisão a pedido de minha mãe. Eu me virei apenas para ver a apresentadora começar a noticia que soou como uma marcha fúnebre.

–E parece que Edward Cullen tem uma nova namorada! O casal foi flagrado em um evento de literatura. –Nesse momento meu coração parou. Lá estava à apresentadora narrando os fatos enquanto na tela aparecia uma foto tirada de nós dois no evento e eu... Bem... Eu estava de costas na foto!

–Ufa!

–O que disse Bella? –Perguntou minha mãe ao meu lado.

–Nada.

–Tenho pena dessa mulher. –Disse meu pai.

–Por que meu amor? –Minha mãe retrucou.

–Porque ter um relacionamento sério com um tipo como esse é impossível.

E para baixar ainda mais minha auto-estima ouço, com pesar, as palavras da apresentadora.

–É que esse relacionamento dure mais do que o último que durou apenas um mês. –O outro apresentador ria juntamente com a mulher.

Logo meu pai mudou de canal enquanto continuava dizendo o quanto Edward Cullen era mulherengo e o quanto a mulher era infeliz. Aquilo conseguiu me desanimar profundamente, tanto que fui de imediato para o quarto a fim de esconder a minha frustração. Todas aquelas opiniões me deixavam em dúvida quanto à fidelidade de Edward. Tratei de afastar aqueles sentimentos deprimentes, tinha que estar bem para receber Billy e Jacob. Tomei meu banho, vesti uma roupa qualquer e desci a fim de ajudar minha mãe na cozinha.

Depois de quarenta e cinco minutos, Jacob chega com meu tio. Os recepcionei e depois fomos jantar. O Tio Billy como sempre, sendo frio. Jacob quando estava na presença dele era um pouco mais acanhado. Ainda assim, estava alheia a tudo; as coisas que passei com Edward e as palavras de meus pais e dos apresentadores daquele programa não saiam da minha cabeça.
Meu pai e tio Billy conversavam sobre os mais variados assuntos. O restante dos presentes permaneceu calado dando um pouco de atenção a conversa. Em um determinado momento o tópico a ser dito fora sobre negócios.

–Soube que você pretende comprar uma empresa automobilística, Billy. –Iniciou meu pai.

–Sim. Desejo mudar de ramo.

–Então, meu irmão, pretende entregar o escritório de advocacia para o Jake? –Perguntou meu pai a tio Billy. Jacob não pareceu gostar da colocação de meu pai.

–Jacob herdará meu escritório. Isso acontecerá logo.

–Isso se eu não criar meu próprio escritório meu pai. –Jacob rebateu e já sentia uma discussão se iniciar.

–Com suas habilidades, meu filho, seria milagre exercer a profissão. Tem sorte de eu encaminhá-lo e garantir segurança para você, caso o contrário seria mais um advogadozinho de beira de esquina. –Disse Billy de forma ríspida, Jacob o olhou de forma mortífera, para logo sair de casa as pressas. Minha mãe tentou chamá-lo, mas Jacob ignorou. Eu me levantei e o segui. Jacob já se preparava para entrar em seu carro.

–Jake, espera! –O segurei pelo braço. –Não vai não! Fica.

–Não me peça algo assim Bella, que não irei atendê-la. Não me peça para ficar no mesmo lugar que aquele homem. –Não me lembro se algum dia eu o vi tão aborrecido com algo e aquilo me doía.

–Jacob... –O abracei. –Sinto muito. Mas vai ficar tudo bem. –Jacob abraçou-me com fervor.

–Bella...

–Então eu não vou pedir para retornar para casa. Mas não quero que vá nesse estado para seu apartamento. Fica comigo, vai? –Perguntei risonha. Jacob sorriu.

–Como posso ficar ao seu lado Bella? Teria de entrar novamente em sua casa e por hora não acharia isso algo bom enquanto meu pai estiver lá.

–Tem um jeito de entrarmos em casa sem passarmos pela sala.

Adentramos a casa pela janela de meu quarto. Nem eu mesma sabia o porquê de agir assim. Talvez quisesse Jacob por perto para não pensar nas inseguranças que tinha com Edward.

Deitei-me na cama, Jacob deitou-se também. Ficamos daquele jeito, deitados de lado um olhando para o outro.

–Você está triste não está, primo?

–Estou. Sinto que também algo a aborrece.

–É.

–Seria Edward Cullen? –Permaneci calada, meu silêncio fora a resposta para Jacob, mas ainda assim, ele permaneceu quieto como se esperasse que eu aprofundasse o assunto.

–Por que não falamos de você Jake?

–Porque sobre meus problemas você já está ciente. Quero saber sobre você. Eu acertei, não é? Algo a aborrece. Ainda está com o Cullen?

–Sim. Nós estamos bem. Sério! Para ser mais franca, estamos namorando.

–Então a pessoa que o acompanhava naquele evento literário era realmente você. Eu já desconfiava. Aposto que foi às escondidas, não é?

–Sim. Meus pais não o aceitarão, sei disso.

–E eles têm suas razões. Edward não é para você,minha prima.

–Jake, eu não quero discutir, sendo assim...

–Perdão Bella. –Ele colocou pesadamente sua mão sobre a testa para logo tocar meu rosto. –É que no mundo tenebroso que vivo, você é minha luz. Mas o que farei se você não estiver para mim sorrindo? –As palavras de Jacob realmente me comoveram. E percebi o quando estava sendo egoísta com ele. Afaguei os cabelos castanhos escuros que ele possuía.

–Não falemos de seus problemas e dos meus. Você parece cansado. Acho que o tio Billy já deve ter ido.

–Provavelmente. Bella, posso lhe pedir uma coisa?

–Claro.

–Posso ficar aqui com você? –Eu apenas sorri. Não poderia negar isso a ele. Principalmente pelas lembranças de quando éramos pequenos. Sempre que Jake estava triste ele arranjava uma desculpa para ficar em nossa casa e dormir em meu quarto, comigo.

Mesmo crescido parecíamos duas crianças, Jacob querendo proteção e eu querendo protegê-lo. O que Jacob não sabia é que agora também necessitava de proteção. Ficamos daquele jeito, dividindo a mesma cama olhando um para o outro. Sentindo o sono chegar até que um dos dois dormisse. Jacob adormeceu primeiro. Admirei o perfil masculino bonito e sereno diante de mim. Não demorou a eu adormecer também, abraçada a Jacob, mas como os pensamentos em Edward.

Ao acordar, Jacob não estava mais ao meu lado. Percebi um bilhete para mim em cima da cabeceira da minha cama. Era dele.

“Bella...

Obrigado por tudo o que fez por mim esta noite. Você é um anjo que tenho a sorte de ter ao meu lado. Como forma de compensá-la, gostaria que me acompanhasse em um jantar a dois. Ligarei para você para marcarmos.

Um beijo.
Jacob”.

Li com ternura o bilhete. Pelo horário, logo teria que estar na escola. Arrumei-me e sai, hoje teria mais provas para serem feitas. Peguei minhas coisas guardando na mochila o bilhete de Jacob.

A resposta para cada questão da prova de literatura simplesmente fluiu. Jamais imaginei que teria tanta facilidade em fazer as questões. E não sabia se; deveria me sentir deprimida por pensar em Edward ou se deveria me sentir feliz.

Tantas dúvidas quanto ao meu relacionamento com ele, mas ainda assim, queria continuar desfrutando da companhia dele, do toque dele. Eu o desejava desesperadamente mesmo estando longe. E quanto mais eu pensava em Edward e na opinião de meus pais, mais me entristecia, uma dor no peito que só aumentava.

–Preciso vê-lo hoje.

–O que disse Bella? –Perguntou Angela. Só então percebi que havia pensado alto demais.

–Nada não Angela. Então... Já está tarde. Vou para casa.

–Tudo bem. Ah! Com tudo isso você não me contou as novidades.

–Prometo que conto tudo amanhã. Eu tenho que ir. Até mais Angela. –Angela permaneceu no prédio da escola enquanto eu estava próxima ao portão. Havia dito a Edward que não poderíamos nos ver durante três dias, mas agora sentia uma necessidade de vê-lo, saber o que está fazendo temendo que descobrisse algo como ele estando com uma mulher. Peguei o celular, cheguei a discar os três primeiros dígitos, desisti.

–Estou ficando neurótica. –Caminhei para casa.

Estudei um pouco antes de decidir dormir. Peguei pela última vez meu celular e novamente tentei discar o número, desisti novamente. Deixei o celular sobre a cabeceira da cama, peguei minha mochila. Queria ler novamente o bilhete de Jacob.

–Ele tem a letra linda. –Conclui deixando o bilhete em cima da cabeceira ao lado do celular. Aconcheguei-me melhor na cama e fechei os olhos. Depois de meia hora com os olhos fechados, já sentindo a aproximação do sono, ouço um barulho vindo da veneziana. Fiz pouco caso afinal às vezes o ganho da arvore próxima da janela bate no vidro. Então quebrando o silêncio ouço alguém sussurrar:

–Acorde. –Reconheço a voz, o cheiro, o calor.

–Estou acordada, Edward. –Falo com os olhos ainda fechados. O escuto rir gostosamente.

–Então abra os olhos Bella.

–Eu preciso abrir?

–Sim, por que quero beijá-la. –Abri de imediato meus olhos encontrando os de Edward. Ele estava a centímetros de mim. Seu corpo quase em cima do meu apoiado pelos cotovelos. Edward baixou seu corpo e beijou-me calmamente. O desejo que sentia de querer estar com ele durante toda a manhã começava a aparecer. O envolvi com meus braços enquanto nossas línguas dançavam loucamente. Suas mãos pressionavam meu corpo ainda mais contra aquele peito másculo. Enquanto Edward distribuía beijos pelo meu pescoço eu arfava desejando que o calor que parecia me consumir fosse apagado por ele.

–Edward... Meus pais...

–Não se preocupe. Devem estar dormindo. –Ele disse aos sussurros, enquanto continuava com seus beijos pela minha face e pescoço. Sentia o autocontrole que possuía se esvair.

–Edward... Se continuar assim eu... Eu não conseguirei me controlar por muito mais tempo. –Ele parou seus beijos em meu pescoço e olhou-me intensamente, nossas respirações mesclando-se seguida das batidas cardíacas descompassadas.

–Isso Bella. Perca o controle! Quero vê-la perder o controle, quero vê-la entregue a mim! –Disse com autoridade na voz, os olhos cheios de luxuria, desejo. O abracei fortemente juntando novamente nossos lábios cada vez mais ávidos pelo beijo. Quando já sentia as mãos de Edward segurando a barra da minha camisola ouço um barulho.

–Meu celular. –Edward senta-se na cama aborrecido. Antes que eu o pegasse o próprio pega. –ME DEVOLVA!

–Uma mensagem. Ora, ora Jacob Black! Vejamos o que ele quer... –Edward passou a ler a mensagem enviada por Jacob. Fiquei apenas parada enquanto o mesmo lia em voz alta.

–Então Jacob escreveu para você: “Obrigado por deixar-me passar a noite com você. Adorei cada instante com você. E gostaria de marcar o nosso jantar o quanto antes. Um beijo. Jacob.”. –Edward deu um meio sorriso. Consegui em fim me mexer e tirar o celular de suas mãos. Não gostei nada da expressão de sarcasmo que vi em seu rosto. Ele olhou para o bilhete escrito por Jacob que havia esquecido na cabeceira da cama, o leu.

–Não sabia que você e seu primo eram tão “íntimos”.

–Não é nada do que esta pensando Edward! Ele é meu primo e... –O vi se levantar da cama jogando o bilhete no chão. –Edward! Aonde vai?

–Para casa.

–Olha, não fica bravo comigo! O Jacob é meu primo, eu o vejo como um irmão. Não precisa ficar com ciúmes!

–Eu? Com ciúmes? –Ele me olhou, o tom de voz debochado. –Se enxergue garota! Pouco me importa o que acontece entre você e esse sujeitinho! –Ele saiu tão rápido quanto chegou. Nem consegui segui-lo. Eu estava chocada com as palavras proferidas por ele.

Jogado na cama, Edward olhava fixamente para o teto, os pensamentos perdidos. O que era aquele novo sentimento? Por que sentia vontade de estraçalhar Jacob Black? Ele não sabia e não se mostrava disposto a descobrir. Pegou o celular discando um numero.

–Alô? Jessica? Sou eu, Edward Cullen. Venha até o quarto onde estou hospedado.




3 comentários:

tete disse...

amei o capitulo esses dois sao muito fofos beijos e uma otima noite

LAV RIBEIRO disse...

o sentimento é ciume

Jannáyra Menezes disse...

Ouh fic boa!

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