FANFIC - NA ESCURIDÃO - CAPÍTULO 25

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Foi uma noite intensa. Precisa de um alívio... precisava fugir da dor. Aqueles olhos em mim.. seu corpo junto ao meu. Tudo isso dissipou minha dor, me deu um calmante natural. Mas não queria me envolver, não queria mais ninguém. Até ver a merda daquele exame me dizendo que a noite não tinha acabado. Eu não sabia nem o nome dele. Que merda!


Autora : Isabella Cullen
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez.




Capítulo 25 Pedaço do céu



Depois de um pequeno caminho que Edward fez devagar por causa da minha condição eu pude ouvir um choro invadindo meus ouvidos e o rosto de Edward ficou tenso. Era Anthony e e mesmo nunca o vendo eu sabia que era ele. Edward apontou para a porta que dava para a UTI e depois me disse que eu deveria me manter sentada houvesse o que houvesse. Estranhei esse pedido e assim que entramos uma enfermeira o segurava desesperada. Edward pediu uma cadeira a uma das enfermeiras e ela logo providenciou. Eu olhei ao redor, todos estavam em incubadoras ou berços com vários fios. Meu menino ainda chorava e eu estava distante.
– Edward pega ele.- disse quase desesperada.

– Vou ver se é possível, ele toma medicação.

Ele se afastou e eu fiquei observando ele conversar com a enfermeira, ela me dava algumas olhadas enquanto meu filho se acabava de chorar no colo dela. Ele pegou nosso filho e balançou um pouco e mais um pouco e nada. Ele foi andando até mim e sorri ao ver que agora eu estava tão perto dele.

– Bella...

Peguei meu menino nos braços e ele se debatia em meus braços, vermelho de tanto chorar. Mal respirava direito.

– Anthony presta bem atenção no que a sua mãe vai falar. – disse olhando para ele – Estão achando que você está doente de tanta birra e preciso mostrar para aquela enfermeira que menino lindo eu trouxe ao mundo. – Beijei sua teste e senti seu cheiro delicioso. Soltei algumas lágrimas porque era impossível não me emocionar com aquele menino. Aninhei ele em meus braços, ele agora fungava um pouco – Pega uma mamadeira Edward. Ele deve estar com fome.

Edward era um estátua na minha frente.

– Edward!- disse esperando uma reação.

– Bella... ele parou...

– E deve estar co fome depois desse berreiro.

Ele foi até as enfermeiras e elas logo entregaram algo a ele. A mamadeira era menor do que eu esperava.

– Ele só vai tomar isso?

Edward se abaixou me ajudando a colocar ele numa posição melhor.

– Ele é pequeno Bella. Depois vamos aumentando a quantidade, mas ele mama muito para idade. – disse sorrindo. Todo bobo.

E eu dei a mamadeira com o auxilio dele, ele precisava estar um pouco sentado para não engasgar. Ele devorou a mamadeira olhando fixamente para mim. Suas mãos pequenas tocaram as minhas enquanto eu segurava a mamadeira. Foi a sensação mais impactante da minha vida, ele e eu ali juntos.

– Estou fazendo certo? – disse para ele.

– Nunca vi algo tão bonito na minha vida.- Sorri para ele, Edward estava muito sonhador, um rosto de total felicidade. Como se ele nunca acreditasse que aquilo nunca iria acontecer.

– Anthony tem o que? – Perguntei quando entreguei a mamadeira. Ele tinha adormecido ainda com a mamadeira na boca.

– Bella ele nasceu com uma doença genética...

– Que doença genética? Meninos geralmente pegam da mãe isso certo?

– Sim, essa veio de você... provavelmente...

Nessa hora a enfermeira chegou com uma injeção na mão.

– Medicamento Sra. Cullen.

– Para que serve isso?

– Retardar os efeitos...

– AFASTA ISSO DELE!

– Bella...

– ELA NÃO TOCA NELE! – Disse apertando ele mais a mim.

– Bella seja compreensiva...

– Edward me diz uma coisa, a quanto tempo ele vem tomando isso e quem foi o maluco que receitou?

– Amor... o médico dele é especialista nessa doença...

– Edward larga de ser maluco! Anthony não tem nada!

Ele devia achar que eu estava negando aquilo.

– Onde estão os resultados que provam que ele tem isso?

– Ainda não saíram...Um laboratório que fica no Texas que vai mandar o resultado.

A enfermeira ainda nos olhava com aquilo na mão.

– Nem por um cacete vai colocar isso nele está me ouvindo bem sua retardada?

– Sra. Cullen isso vai ajudar seu filho.

– Tire ela de perto de mim antes que arranje uma arma e mate ela.

Edward fez um gesto comas mãos indicando para ela sair, ele levou a sério minhas ameaças. Anthony dormia tranquilamente em meu colo e eu passei as mãos nos seus cabelos lindo. O cheirei de novo.

– Bella você possivelmente é a portadora.

– E como sabe disso? Tem outras formas dele ter isso? Quero dizer... é só geneticamente?

– Sim. – ele disse triste.

– Não foi por causa do álcool ou algo assim não...

– Não Bella.

– Então podemos ir embora Edward, não aguento ver meu filho aqui. Aqui tem crianças realmente doentes.

– Bella...

– Edward entenda isso, é impossível ele ter isso. Eu não sou portadora de nada.

– Como assim? Não tem como saber...

– Quando ia me casar meu pai me levou em vários médicos, ele queria um herdeiro saudável. Um deles foi uma geneticista. O máximo que ele pode ter é uma bronquite e olhe lá.

– Seu pai...

– O filho da puta queria um herdeiro e queria um saudável, e por isso hoje eu sei que ele não tem nada que eu posso ter transmitido.

Edward sorriu. Na verdade ele gargalhou. E depois me beijou sem o menor pudor.

– Você precisa descansar. Amanhã Irina deve estar aqui... e nem quero estar perto quando ela chegar. Aliás, vou estar bem longe!

Nós rimos com aquilo porque eu sabia que Irina ia falar muito.

– Pegue um berço desses e coloque ele do meu lado, não quero ficar longe dele. Só volto para o quarto se ele voltar.

E assim que terminei de falar Edward colocou a baixo e fez ligações para o pai e os irmãos. Ele estava gesticulando e falando alto quando eu o vi pelo vidro, estava muito mandão e eu amava isso. Logo depois Josh me carregou pelo hospital com Edward segurando nosso filho e assim que uma enfermeira veio com um pequeno berço da enfermaria pediátrica ele ficou ali. Esme chegou depois que todos saíram. Edward foi convencido por Josh a tomar um banho e voltar assim que comesse alguma coisa. Ele disse que pessoalmente iria garantir minha segurança. Hoje eu não via mais necessidade daquilo.

– A muito tempo que eu não o vejo assim Bella, tranqüilo.

– Ele sofreu muito não?

– Acho que o que ele tinha era saudade.

Esme sorriu para mim mostrando o seu cansaço. Ela tinha uma expressão feliz, mas abatida.

– é bom estar aqui e obrigada por segurar as pontas enquanto eu resolvia as coisas.

– Eu sabia que iria embora assim que fez o pedido, mas eu confiei em você. Eu sabia que amava Edward que só faria isso por amá-lo. – ela se aproximou e me deu um beijo na testa. – Descanse, esse menino precisa de você.

Não estava com sono, mas uma enfermeira aplicou algo no soro que ela colocou e olhei para o berço preocupada.

– Estarei aqui. Não se preocupe.

– Ele vai chorar... – disse fechando os olhos.

– Não, eles sentem o cheiro da mãe. – ela disse no meu ouvido.

Dormi tão tranquilamente e nem vi as horas passarem. Já era dia claro quando abri os olhos e percebi que o berço vazio. Sentei na cama e vi Irina sentada balançando seus sapatos altos. Ela estava um caco também. Por mais bonita que estivesse, ela também sofreu.

– Isabella Marie Cullen. – ela falou séria.

– Onde está Anthony?

– Tomando banho com Edward.

– Hum... - o que eu iria falar para Irina? Ela com certeza estava muito chateada.Foi então que ela se levantou e veio na minha direção.

– SABE COMO FIQUEI ESSES MESES? ACHANDO QUE ESTAVA MORTA NA PORRA DE UM DESERTO ?

Me assustei. Ela nunca fez isso.

– Irina... olha...

– Nunca mais faça uma merda dessa! Nem pensei em fazer! Se pensar te interno numa clinica e nem seus seguranças te tiram de lá ouviu?

– Sim.

E ele me abraçou. Um abraço demorado em que suas lágrimas corriam soltas pelos olhos. Ela foi minha amiga durante todo esse período, foi uma das únicas que acreditavam mesmo quando eu estava sem rumo e perdida. Ela ouviu minhas maluquices e traumas. Ela me ajudou com Edward porque eu não fazia a mínima como lidar com aqueles sentimentos.

– Nunca mais faça isso Bella... mas obrigada por tudo. Eu sei que fez isso por mim também.

– Fiz mesmo.

E sorrimos uma para outra quando a porta abriu e Edward tinha Anthony num macacão azul lindo.

– Viu... falei que elas era malucas... – ele disse no ouvido de Anthony e rimos com aquilo. – Já atestou que ela é maluca... já posso levar ela para meu sanatório particular?

– Pode sim. Vou avisar o médico dela que a tentativa de suicídio não foi algo que vá se repetir.

Ri com aquilo tudo e peguei meu filho lindo e cheiroso. Ele tinha um cheiro tão bom... e eu admirei ele por vários minutos. Sem querer desgrudar do meu pedaço de céu. O céu mais limpo e iluminado que já vi.




Continua...


2 comentários:

Jannáyra Menezes disse...

Oooooh que lindo

Bells disse...

Ooohh Que lindo Família perfeita

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