FANFIC - NÃO É MAIS UM ROMANCE LITERÁRIO - CAPÍTULO 10

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 10° capítulo de "Não É Mais Um Romance Literário". Quer acompanhar a história desde o início? Clique aqui.

Isabella Swan têm a sua vida transformada após conhecer o enigmático romancista Edward Cullen. O que acontecerá com a estudante ao se envolver com alguém tão misterioso?

Autora : Jacqueline Sampaio
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Sexo


Capítulo 10



–Hum...

–Acordou dorminhoca? –Vi minha mãe. Estava em pé ao lado de minha cama. –Tem que ir para a escola mocinha. Já estou de saída com o seu pai. –Ela saiu sorrindo. Estranhei. Como vim parar em minha casa sendo que estava com Edward no alto daquele prédio? Estava confusa, mas decidi não refletir muito sobre isso. Arrumei-me, estava exausta.

–Você parece cansada.

–O que esperava Angela? Sair com duas pessoas em uma mesma noite é muito cansativo!

–E como você foi parar em casa?

–Não sei, mas... Acho que o Edward me levou para lá.

–Nossa Bella levou você para casa, entrou sem ninguém perceber... Esse Edward deve ter poderes sobrenaturais!

–Não exagere! Ele colocou uma escada que estava guardada na garagem próxima da janela e me deitou na cama. Nada demais.

–E vocês dois se entenderam Bella?

–Não... Não sei. Ele é um pouco carinhoso comigo e tudo mais, mas ele não diz nada como “eu gosto de você” ou “eu estou apaixonado por você”. E tem dias que ele me trata como um objeto.

–Talvez ele só não saiba como dizer o que sente. Tem gente nesse mundo que é assim Bella.

–Pode ser.

E então esperei por algum sinal dele por menor que fosse, mas naquele dia eu não o veria. Seu livro foi lançado, minha mãe já havia comprado este e os demais pela internet. Terminei de ler o primeiro livro e já estava lendo o segundo. O fim de semana chega, e a sensação de que talvez Edward tivesse voltado para Camp Pendleton North sem me comunicar devidamente me aborrecia. Tinha vontade de ligar para ele, saber como estava, mas ao mesmo tempo meu orgulho impedia-me.

Só conseguia de certa forma me acalmar quando Jacob visitava-me. Sua presença sempre me tranqüilizava.

–Você tem ficado reclusa em sua casa Bella.

–É que estou em provas Jake, por isso tenho de ficar estudando. –Os olhos de Jacob... Seus olhos pareciam dar outro significado à simples pergunta que me fizera. Ainda assim preferi pensar que só está tentando estabelecer um assunto. Jacob vinha nos visitar quase todos os dias aproveitando para jantar conosco. Dizia o que estava fazendo, os trabalhos como modelo, o estágio no escritório de advocacia do pai.

E assim, segui com mais uma semana. Estudava para as provas com Angela nos dias de folga. Felizmente já não tinha tanta dificuldade com provas de literatura e inglês e tudo graças a minha iniciativa de ler os romances escritos por Edward. Sem dizer que nunca esqueci a aula dada por ele. Edward... Duas semanas sem vê-lo e a certeza de que poderia ter retornado para sua casa. A tristeza ainda residia em mim. Angela me dizia que logo Edward iria voltar, mas eu tinha minhas duvidas. Mas o que não sabia era que naquela noite chuvosa de sexta-feira algo iria acontecer.

–Meu amor você nem comeu direito e já vai se deitar?

–É mãe. Boa noite mãe, pai.

–Durma bem querida. Eu vou ajudar a mamãe com a cozinha antes de nos recolhermos. –Disse meu pai. Fui ao quarto. Já havia tomado um bom banho, jantado e escovado meus dentes. Agora era só deitar e dormir.

12h e 47 min

–SACO! –Levantei-me cambaleante pelo sono e profundamente irritada, nem pensei em quem poderia ser. Peguei o celular em cima da escrivaninha e sentei na cama. Olhei turvamente o visor ao abrir o flip e o atendi.

–ALÔ?

–Nossa quanta grosseria! Pensei que me trataria com delicadeza. –Essa voz... NÃO! NÃO PODE SER!

–Edward?

–Como está, Bella? –Por que sentia que do outro lado da linha ele estava com aquele meio sorriso que passei a detestar?

–VÁ A MERDA! O QUE QUER HÁ ESSA HORA SEU IDIOTA?

–Nossa como está nervosinha! Bem diferente do nosso último encontro. Naquela noite você estava tão receptiva ao meu toque que cheguei a pensar que a levaria para o meu quarto no hotel.

–CALE-SE SEU... –Estava aos berros, meus pais poderiam acordar. Ponderei meu tom de voz. –Eu tenho mais o que fazer do que conversar com um romancista de quinta que acha que pode brincar comigo. Eu vou desli...

–Estou em frente a sua casa. Venha aqui. –Desligou antes que pudesse esbravejar com ele. Voltei a me deitar assim que joguei o celular no canto do quarto.

–Vai esperar sentado, idiota! –Murmurei tentando pegar no sono. Embora fosse difícil dormir sabendo que Edward finalmente entrou em contato e agora me esperava em frente a minha casa. Fechei os olhos pesadamente. Ouvi um barulho do qual fiz pouco caso. Permaneci quieta. Logo senti uma forte brisa e um cheiro agradável de rosa próxima ao meu nariz. Abri os olhos e quase cai para trás de susto. Próxima a mim uma bela rosa vermelha, era dela que sentia o perfume bom. E a pessoa que a estendia, sentada a minha cama, era o meio sorriso que eu jurava detestar estampado em seus lábios.

Ah! Aquele meio sorriso... Sorriso que em meu íntimo agora me derretia. Levantei-me lentamente, segurei a rosa ofertada deixando-a em cima da cabeceira da minha cama, olhei nos olhos ocre dele... E o empurrei violentamente fazendo-o cair deitado na cama.

–SEU BABACA! O QUE TÁ FAZENDO AQUI? –Olhava com fúria para ele, estava quase deitada em cima do corpo masculino segurando-o pela gola da camisa preta, usava calça branca social. Simplesmente lindo. Ele ria.

–Nossa! Pensei que se jogaria em meus braços e me beijaria loucamente.

–TEM MUITA SORTE POR NÃO SOCÁ-LO EDWARD! VÁ EMBORA!

–Filha? –Ouvi o barulho fora do meu quarto. –Tudo bem ai?

–Droga... –Murmurei nervosa.

–Acho que me apresentarei formalmente a sua mãe...

–Se fizer isso mato você Edward Cullen!

–Bella? Está acordada? Você está bem?

–Sim mãe eu... Eu tive um pesadelo, mas voltarei a dormir.

–Está bem então. Qualquer coisa, mamãe está no quarto.

–Que tocante! E então Bella vai me apresentar a sua mãe ou terei de fazer isso pessoalmente? –Edward insistia com aquele leio sorriso. Mostrou que abriria a boca para dizer algo, me adiantei. A fim de calá-lo, eu o beijei. Enquanto nossos lábios estavam colados pude ouvir os passos de minha mãe se distanciar. Minha intenção era me desvencilhar dele assim que mamãe entrasse em seu quarto, mas não consegui.

Ele abraçou-me fortemente virando-me e ficando por cima de mim. Nossos lábios colados em um beijo intenso. Arfei quando Edward distanciava-se um pouco a fim de respirar e tão logo tomava meus lábios. Quando a razão pareceu tomar conta de mim a muito custo me afastei.

–Pare... Edward...

–Por que pararia? Estava gostando, não é?

–É que... Você sumiu e agora vem querendo agrado? Não pense que aceitarei ser tratada como um divertimento para livrá-lo do tédio!

–Tudo bem. Então acho que a julgar pelas suas atitudes não aceitará o convite de vir comigo para minha casa, não é?

–Convite?

–Preciso de alguém que me distraia para assim não dar continuidade ao meu nono livro. Pensei em convidá-la, creio que de todas com quem me envolvi você será a única que não me chateará o tempo todo. Mas se não quiser ir...

–Mas... Quando você pretende ir Edward?

–Amanhã.

–AMANHÃ? COMO EU VOU COM VOCE SEM MAIS NEM MENOS AMANHÃ?

–Ora Bella, diga aos seus pais que sairá e iremos viajar. –Deitou-se em minha cama cruzando os braços por detrás da cabeça, parecia despreocupado.

–Não posso fazer isso. Meus pais jamais permitiriam. Eu teria que inventar uma desculpa, mas não posso fazer isso de uma hora para outra.

–Uma semana.

–O quê?

–Tem uma semana para inventar algo e ir para Camp comigo. Se não conseguir nada, eu irei sem você. –Ele falava como se não fizesse muita questão de minha companhia, aquilo estranhamente doeu em mim. Suspirei.

–Não posso prometer nada. Meus pais são espertos e nem quero imaginar o que aconteceria comigo se descobrissem algo. Vou ver o que posso fazer. –Ele sorriu vitorioso.

–Então ligarei para você na sexta. –Ele levantou-se.

–Mas você já vai? –Falei em um tom tristonho. Apesar do incomodo e do susto de ter que ocultá-lo de meus pais queria que permanecesse ali. Queria aplacar um pouco a saudade que senti pelas duas semanas sem vê-lo.

–Por que a pergunta? Quer que eu fique mais um pouco Bella?

–Eu...

–Não negue. Eu saberia. Sei quando mente, menina.

–Não me chame de menina! Você não é tão velho assim e... –Logo não conseguia pronunciar mais nada, pelos lábios de Edward estarem colados com os meus. Ah... Aqueles lábios macios, aquelas mãos em meu corpo, aquele peso do corpo másculo acima do meu! Eu não conseguia pensar em mais nada quando estava naqueles braços. O cheiro dele, a pele dele, o calor dele, tudo me embriagada. E aquela língua explorando a minha boca quase me levando a loucura.

Aquele era Edward, o único que fazia com que eu deixasse minha sanidade de lado. Despertei apenas quando já sentia as mãos hábeis e macias dele subindo lentamente a blusa da minha roupa de dormir.

–Edward... –Sussurrei arfante. –Pare eu... –Ele afastou-se.

–Então... –Levantou-se. –Continuamos isso quando for para Camp North comigo.

–Até parece que vou dormir com você, imbecil!

–Veremos. –E com aquele meio sorriso que não sei ao certo se detesto ou o adoro saiu pela janela.

–AH! O QUE VOU FAZER? JÁ É QUARTA-FEIRA!

–Bella, acalme-se. Não conseguiu pensar em uma forma de despistar seus pais?

–Não Angela. Eu não conseguirei. Edward irá sozinho para casa ou pior: irá acompanhado de outra.

–Não perca as esperanças Bella. Por que não o convence a esperar até as férias de verão? Seria mais fácil despistar seus pais. Eu até poderia ajudá-la. Eu e meus pais sempre vamos para Camp Pendleton North.

–Edward não vai querer esperar. Disse que iria sem mim caso não conseguisse armar um jeito.

–Bom de qualquer forma por que não liga para ele? –Eu verdadeiramente fiquei tentada a seguir o conselho de Angela, mas não naquele momento. Ainda estava longe de ocorrer o término das aulas.

A verdade era que estava temerosa. De comunicar a ele que não iria e descobrir que outra pessoa iria em meu lugar. Gostaria que uma solução milagrosamente aparecesse diante de mim, coisa que sei que não aconteceria.

–Sabe Angela eu... Eu tenho medo de negar o convite e saber que ele levou outra consigo.

–Se tem esse medo por que não experimenta pedir a ele para ficar?

–Como se o Edward fosse me dar ouvidos! Ele já havia alertado que iria com ou sem minha companhia.

–Mas não custa nada pedir a ele. Vai que de repente Edward fica? E assim ele poderia ajudá-la com as provas de inglês e literatura. Lembre-se que temos provas a fazer antes das férias de verão.

–Nossa! Com tudo isso estou esquecendo das férias de verão e provas!

–Melhor não esquecer algo tão importante, Bella. Seus pais não ficarão nada satisfeitos com notas baixas.

–Tem razão Angela. –Eu tinha coisas a fazer, tinha minha vida. Ainda sim parecia que tudo perdia a importância com um simples pedido de Edward. Eu tinha de resolver a situação e seguiria o conselho de Angela. Teria ligado para Edward no momento em que deixei a escola. Pois em frente ao portão estava nada mais nada menos que meu primo Jacob.

–Olá Bella.

–Jake! Que bom vê-lo! O que faz por aqui?

–Estava passando e resolvi vir para vê-la. –O sorriso acolhedor... Queria poder escolhê-lo para ser o dono de meu coração mesmo sem saber exatamente o que Jacob sente por mim.

–A aula acabou. Estava indo para casa.

–Posso levá-la? Poderíamos passar em uma sorveteria antes. O que você acha, Bella?

–Claro. –E assim seguimos silenciosos até a sorveteria a algumas quadras. Jacob sempre sorria, mas sentia algo nele que me incomodava.

–Jake... Aconteceu alguma coisa?

–Por que me pergunta isso Bella?

–Você parece incomodado com algo. Quer conversar? –Perguntei sorridente enquanto pegava a casquinha do vendedor.

Eu e Jacob sentamos em um banco enquanto olhávamos a movimentação do pequeno parque a nossa frente. Jacob ficou calado durante quinze minutos, quinze minutos estes em que tomamos nosso sorvete.

Quando acabei minha casquinha, há boca um pouco suja pelo sorvete de chocolate, Jacob virou-se. Olhou fixamente para meus lábios e aproximou-se lentamente, fiquei tão atônica com o ato que não protestei. Ele beijou próximo de meus lábios.

–Estava sujo. –Justificou-se voltando seu olhar para frente. Minha face vermelha.

–Então Jake? O que você tem?

–Ando preocupado.

–Com o quê?

–Com você. –Estremeci.

–Comigo? Mas eu estou bem.

–Está bem mesmo Bella? –Os olhos desvendavam-me. Tive medo de mentir.

–Bem, eu estou preocupada com coisas corriqueiras, mas nada que precise se preocupar.

–O que tem feito?

–Nada demais. Hum... Já está tarde Jake. Melhor irmos. –Sorri. Peguei sua mão guiando-o para o carro. Em pouco tempo estávamos em frente a minha casa.

–Entre. Jante conosco.

–Não quero incomodar.

–Não diga isso Jake. Pode até dormir aqui se quiser. Sei que deve ser um saco morar sozinho em um apartamento tão grande. O que você acha? –Dei um de meus melhores sorrisos, Jacob sorriu.

–Está bem.

Jacob conversava amigavelmente com meus pais durante o jantar. Gostava quando ele estava conosco, já que sorria mais, falava mais. Bem diferente de quando está com o seu pai, Billy. Quando está com ele mal fala, não sorri a não ser que eu esteja por perto. Apesar de ter uma vida atribulada ele sempre diz que está bem. Gostaria de saber o que posso fazer para ajudá-lo. Acabou por não dormir em minha casa. Aproveitei esse momento e liguei para Edward.

–Edward... Sou eu, Bella. Eu queria falar...

–Passarei ai na sua casa. –Comunicou-me e desligou. E eu já estava de pijama. Vesti rapidamente uma roupa qualquer e sai pela janela. Temi que meus pais percebessem algo já que ainda não haviam dormido. Não demorou a chegar... Cigarro na boca, paletó nos ombros e uma camisa colada ao corpo preta.

–Então?

–Edward, eu não poderei ir. Não consegui uma desculpa plausível e terei provas. Eu gostaria de ir, mas não poderei.

–Pena. –Jogou o cigarro no chão apagando com o sapato. Enraiveci-me com o descaso que mostrou.

–Então... Você irá para Camp?

–Claro. Lá é a minha casa.

–Não vá.

–O quê? –Olhou-me com espanto.

–Fique. Logo entrarei de férias e sei que conseguirei acompanhá-lo. Me de apenas alguns dias para fazer as provas e para o inicio das férias de verão.

–Não sei Bella. Não ganharia nada com isso. –Sorria debochado. –E sei que posso levar outra pessoa no seu lugar. –Fiquei calada.

–Se é assim então... Então pode ir. –Falei com a voz embargada. Ele continuava recostado no carro prateado. Puxou-me de encontro ao seu corpo pela minha cintura, não consegui encará-lo.

–Hei... Olha pra mim Bella.

–Não! –Me encolhi depositando meu rosto em seu peito. Tentei em seguida me desvencilhar de seu abraço, mas ele impediu-me. Suas mãos na minha costa prendendo-me.

–Tudo bem. Eu fico, ok? Não vou levar nenhuma mulher para lá. –Falou com um rosto emburrado, ignorei. Ainda sim não consegui encará-lo. –Então adiarei minha viagem, mas espero que vá comigo para casa quando ficar de férias. Vá amanhã para o Hotel depois da aula e nos falamos. Seus pais devem estar acordados. A luz da sala está ligada. –Ele alertou-me. Sentia meu coração acelerar, eu estava feliz. –Preciso ir. –Comunicou.

–Mas já?

–Bem, se quiser que fique com você Bella terá que me dar algo em troca. –Sorri. Eu o empurrei.

–Vai embora, seu pervertido! –Eu me viro já mostrando que voltaria para casa.

–Bella! –Ele me chama, antes que virasse puxou-me pelo braço de encontro ao seu corpo e beijou-me voraz. Minhas pernas estremeceram e por pouco não cai. Era esse o poder que Edward tinha sobre mim. Deliciei aqueles lábios até que Edward afastou-me.

–Até amanhã. –Sussurrou em meu ouvido mordiscando minha orelha.

–ORA ESSA! –Esbravejei vendo-o se dirigir ao carro e partir.

Acordei cedo, estava feliz. Nem esperei a primeira aula terminar para contar as novidades a Angela. Ela ficou radiante. Devo confessar que também estava assim. Não imaginei que Edward iria aceitar um simples pedido meu, mas isso não quer dizer que seja mais importante que os outros casos que certamente possui. Mas tendo preocupações com a escola sabia que pensar em meu relacionamento com ele só me traria problemas. Sendo assim preferi ao menos fingir que tudo estava resolvido.

Ao término das aulas, lembrei do pedido feito por Edward. Não sei o porquê de querer que eu fosse ao Hotel, mas estava disposta a ir por uma razão: Edward poderia me ensinar inglês e literatura. Só de imaginar a cara que faria com meu pedido eu sorri. Tão logo liguei para meus pais afirmando que chegaria tarde em casa por que estudaria com a Angela. Senti-me mais satisfeita por que não menti, pelo menos parte da minha afirmação era verdadeira. Meus pais nada falaram que denotasse desconfiança por parte deles. Muito pelo contrário. Pareciam felizes com minha resolução de estudar com alguém.

Peguei uma condução e logo estava lá. Subi de imediato, pois minha presença já havia sido anunciada na portaria. Lá estava Edward quando adentrei seu quarto. Camisa social vinho com os botões abertos mostrando o peitoral definido sem músculos exagerados, calça jeans preta e pés descalços.

–Bella. –Sentou-se no sofá e chamou-me movendo o dedo indicador. Aproximei-me apreensiva. Não estava preocupada com o que Edward poderia querer de mim e sim se conseguiria resistir àquela visão tentadora.

–Edward, eu vim aqui por que... –Se aproximou de mim. –PORQUE QUERO QUE ME ENSINE!

–E o que quer que eu ensine você? Hum? –Beijou a curva do meu pescoço na certa pensando que queria aprender bobagens.

–Quero que me ensine literatura e inglês. –Disse com a voz rouca. Ele afastou-se.

–Veio até aqui para que eu dê aulas a você?

–Exato! –Sorri, mas o rosto que vi diante de mim era a materialização do descontentamento.

–Meu tempo é precioso demais para coisas assim, garota! –Sua voz mostrava claramente sua irritação. Levantou-se apenas para apanhar a carteira de cigarros e logo fumava um.

–Ah Edward, por favor! Você ensinou tão bem naquele dia e preciso da ajuda de alguém com essas matérias. Você nem está fazendo nada que eu sei. Adiou a escrita do nono livro. Por favoooor! –Praticamente supliquei daquele jeito meigo e um pouco abobado que usava com meus pais quando queria algo. E ele caiu. Senti isso ao ouvir um suspiro.

–Tudo bem. 

–EBAAAAAAAAAAA!

–PARA DE GRITAR NO MEU OUVIDO GAROTA! Diga o que quer que eu explique, mas não pense que passarei a tarde inteira dando-lhe aulas!



Algumas horas se passaram.



–Edward, obrigada pelas aulas. Sinto que tirarei boas notas nessas duas disciplinas. Agora preciso ir, já está tarde.

–EU NÃO ACREDITO NISSO! DISSE QUE NÃO QUERIA PASSAR A TARDE DANDO AULAS A VOCE!

–Edward, verdade seja dita, nem senti o tempo passar. Prometo que o compenso depois.

–Venha amanhã no mesmo horário e nada de me pedir para ensiná-la algo Bella! –Ele estava profundamente aborrecido, jamais imaginei que seu rosto aborrecido era tão lindo!

–Tudo bem. -Sorri dando apenas um selinho em seus lábios e saindo de imediato. Não observei a expressão que fez, mas não queria pensar se estava aborrecendo ele ou não. Eu só queria viver o presente e nada mais, mesmo sabendo que o presente poderia ser breve.


2 comentários:

tete disse...

amei foi lindo o capitulo beijos

Blogger disse...

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