FANFIC - NA ESCRURIDÃO - CAPÍTULO 4

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Foi uma noite intensa. Precisa de um alívio... precisava fugir da dor. Aqueles olhos em mim.. seu corpo junto ao meu. Tudo isso dissipou minha dor, me deu um calmante natural. Mas não queria me envolver, não queria mais ninguém. Até ver a merda daquele exame me dizendo que a noite não tinha acabado. Eu não sabia nem o nome dele. Que merda!


Autora : Isabella Cullen
Classificação: +18
Gêneros: Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez.




Capítulo 4 - O que fazer agora?



Ele saiu me arrastando pelo hospital enquanto todos nos olhavam assustados e eu corava de vergonha. O que eu deveria fazer? Gritar? Minha voz sumiu.Ele acelerou o carro e fomos para meu apartamento no campus,entrei no quarto quase vazio e não tinha muitas coisas lá.

– Onde estão suas coisas? Já se mudou?

– Eu ia morar no mesmo prédio que Alice, em Seattle.

– Em que andar?

– Íamos dividir o último andar, só tem nossos dois apartamentos.

– Hum.. – ele abaixou a cabeça e me olhou. – Moro no terceiro andar do prédio.

– Desse prédio?

Nessa hora caiu a ficha, íamos ser vizinhos. Nos com conheceríamos de qualquer jeito, uma hora eu e esse pai determinado íamos nos encontrar.

– Olha, preciso me recompor... por a cabeça no lugar. Daqui a pouco nos falamos sim?

Ele me olhou sério e desconfiado.

– Não vou fugir Edward, volte para sua família.

– Não obrigado, vou esperar você se recompor e seguimos para Seattle.

– Não... eu vou me recompor e depois EU vou fazer o que BEM ENTENDER!

– Bella faça o que quiser.

E ele saiu. Olhei espantada sem acreditar, esperei ele voltar, mas ele não voltou. Tomei um banho, relembrei alguns eventos desagradáveis da minha merda de vida e deitei no colchão. Pensei nesse filho e naquele pai desesperado, uma confusão das grandes dessa vez. Precisava falar com Aro, essa criança era meu filho, meu herdeiro. Talvez eu nunca tivesse mais essa oportunidade, meu legado, meu império. Pensei na minha mãe, ela iria ficar feliz. Só que eu não poderia ter essa criança, não tinha como isso acontecer. Não sei que horas acordei, meu celular marcava sete da noite. SETE DA NOITE? Acho que nem quando bebia eu dormia tanto. Meu corpo doía, minha mente estava zonza ainda. Olhei para quarto vazio e levantei. Queria fumar, procurei minha bolsa e não encontrei. Abri a porta e vi Edward sentado na sala com Alice. Ela sorriu quando me viu e eu fechei a cara.

– Você não tinha ide embora?

– E deixar você assim...

– Bella parabéns! Meu Deus estou tão feliz. – ela me abraçou e eu não retribui. Meu mal humor atingiu um nível crítico. Sem beber, sem fumar e agora grávida.

– Me solta Alice. Parabéns porra nenhuma!

Ela olhou para Edward que fazia um ponto de interrogação enorme.

– Ela está sóbria é isso. – ela sorriu para o irmão. – Bella assusta mas não morde.

Aquela peste me conhece.

– Onde está minha bolsa?

– No carro, vamos?

Eles só podiam estar de brincadeira.

– Para onde? – cruzei meus braços.

– Para casa! Nosso apartamento.

Edward se levantou tranquilamente e foi para fora, Alice me puxou para o carro e lembrei que tinha que ligar para o meu tio o quanto antes. Edward ia no meu carro, Alice naquele porsche amarelo berrante e quando estava já me dirigindo para o meu lado de motorista vi ele segurando as chaves.

– Me devolve. – disse seca.

– Eu dirijo e você come. – ele me entregou uma sacola.

Entrei derrotada e abri a sacola com o saco em movimento.

– Não como frutas. – uma salada de frutas num pote.

– Isso vai ser leve, já é de noite não pode comer nada pesado.

Vi um copo. Parecia promissor, pensei em refrigerante.

– Não bebo isso. – era abacaxi com Hortelã.

– Bella sua vida vai ser difícil se você se recusar a comer. – senti meu corpo tremer com a ameaça.

Olhei para o velocímetro. Minha Ferrari sendo maltratada a míseros noventa km. Besta!

– Edward esse motor está chorando para ser acelerado. – DISSE MAU HUMORADA.

–Não vou a mais que isso. Para que um carro desse afinal?

– Gosto. Velocidade me fascina. – Sorri e ele fechou mais a cara. Mandei ele a merda o caminho todo e quando chegamos no estacionamento ele foi para minha vaga que tinha espaço para três carros lá estava Jéssica parada quando Edward estacionou. Sai do carro respirando fundo e olhando de cara feia para ela.

– Isabella você deveria ter mais responsabilidades sabia? – Fui ignorando ela e andando para o elevador. Edward correu parta nos alcançar.

– O que foi?

– Reunião as três esqueceu? Onde está seu celular? – Até Edward revirou os olhos para aquela voz irritante dela.E o elevador ficou pequeno para aquela tagarelada dela. – Se eu disser que ela está me estressando você se livra dela? – Perguntei para ele com cara feia. As porta se abriram e ele fechou a passagem dela, impedindo ela de sair.

– Ela não vai falar nada agora, depois liga. Vou me encarregar de que o celular esteja ligado sim?

– E quem é você? Um pegante dela? A transa de hoje? – Jéssica jogou baixo. Filha de uma puta desgraçada.

– MINHA VIDA NÃO LHE DIZ RESPEITO E VÁ PARA MERDA SUA OFERECIDA OPORTUNISTA! APAREÇA AQUI DE NOVO E QUEBRO SUA CARA COMO CASAMENTO.. LEMBROU?

Ela logo recuou e deixou as portas se fecharem. Entrei no apartamento com muita raiva. Não sei o que meu tio vê naquela loira sem sal.

– Então são amigas de longa data eu presumo? – ele sentou no meu sofá e ficou olhando o apartamento, fui para a cozinha.

– Ela é esposa e secretária particular do meu tio.

– Hum... Você tem uma fama boa.

– Vá a merda. E não vou comer aquelas porcarias que você quer!O corpo ainda é meu. – senti uma fome desesperada e lembrei da frase dele. O corpo é da criança. A fome era prova disso. Tirei uma vasilha de frango e coloquei para esquentar no microondas. Ele ficou admirando o apartamento e eu esperando pelo bip.

– Espera um ar de motel? – provoquei.

– Não... só não é a sua cara.

– Você não me conhece Edward.

O apartamento tinha uma vista privilegiada com janelas de vidro grandes que davam para a sacada enorme. A noite de Seattle sendo apreciada em cada aspecto. Tudo tinha um ar clean,sofás brancos porta retratos simples e pretos. Mesa de vidro redonda... gostei do bar e Edward parou olhando aquele bar enorme.

– Isso vai precisar ir embora.

– Minhas bebidas ficam, se quiser pode sair. – sorri e me voltei ao bip. Tirei o frango e comecei a comer. Estava gostoso, ele se aproximou, acho que para averiguar o que estava comendo.

– Quem fez?

– Valéria, ela vem aqui todo dia.

– Se mudou hoje como assim...

– Ela vem, faz comida, limpa e vai embora. Simples.

– Bella acho que precisamos ser mais diretos. Você precisa aceitar que está grávida e que vai ter esse filho. Beber, fumar... não estão na lista de opções.

Nessa hora me veio a raiva e o ódio. Eu não ia ter aquela criança.

– Não quero continuar e você precisa respeitar isso.

– Não posso. Meus pais vêm amanhã te conhecer, eles querem conhecer a mãe do meu filho.

– O QUÊ? FICOU LOUCO? BEBEU ENQUANTO EU ME DISTRAI COM A COMIDA?

– Eles estão felizes Bella, não estraga. Primeiro neto.

– Só pode ser brincadeira. EU NÃO ME ENVOLVO COM FAMÍLIA! FAMÍLIA É INTIMO, PESSOAL DEMAIS.

– Qual seu problema garota? Me diz, algo de errado, muito errado aconteceu para essa reação absurda a uma gravidez e a conhecer uma família que QUER essa criança.Ela precisa estar perto de pessoas que a amam já que a mãe não faz.

Aquilo doeu, não deveria, mas doeu. Só que eu sabia que aquele filho não podia nem estar perto de mim e dos meus problemas.

– Eu...olha... – Desisti de pronunciar qualquer coisa. Ficou preso entre a mente e a boca. Meu telefone tocou, só podia ser Aro. Corri e atendi. Coloquei no viva voz e sentei no sofá.

– Oi.

– Por que minha esposa chegou em casa chorando e dizendo que um dos seus... como dizer... um dos seus namorados Isabella destratou ela? Ela estava me fazendo um favor já que estou em Paris querida. Não a colocaria no seu caminho se não fosse necessário.

– Vá direto ao ponto.

– Precisa assinar os papéis. A fusão depende disso.

– Manda outra pessoa aqui e quem sabe sou boazinha e assino tio querido.

– Isabella sacarmos não faz bem, deveria realmente se tratar querida, não me parece saudável viver de bebedeira e luxúria.

– Tome conta da sua vida.

Desliguei e olhei para ele sentado me encarando.

– Qual é o seu problema?




Continua...




1 comentários:

Jannáyra Menezes disse...

Jesus..que bela rebelde!

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