FANFIC - AGORA E SEMPRE - CAPÍTULO 46

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 46° capítulo de "Agora e Sempre". Quer acompanhar a história desde o início?Clique aqui.


Edward Cullen põe fim a um fatídico relacionamento com a sua prima Tanya, que inconformada tenta de todas as maneiras trazer-lo de volta para sua cama, onde de fato ele esteve pouquíssima vezes. Isabella Swan de uma forma marcante conhece Edward Cullen irmão de sua melhor amiga Alice, e mesmo sem está preparada se entrega a magia do momento e tem uma maravilhosa noite de amor, porém nem tudo são flores.Será que o amor sobreviverá as armações, intrigas, mentiras, e a uma ex?


Autora : Mery Arruda
Classificação: +18
Gêneros: Hentai, Drama, Romance
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo





Capítulo 27 - Dor e Emoção!



Por Edward




Como isso poderia ser possível?



Em que momento meu pai havia se envolvido com outra mulher?



Essas eram as perguntas que martelavam em minha mente, mas para elas as respostas só viriam depois, por que nesse momento a única coisa que me importava era saber como estavam minha esposa e meus filhos.



Os flashs dos últimos acontecimentos ainda passavam por minha cabeça. Primeiro Charlie e Renée chegando, Charlie discutindo com Renée e Bella e depois a bomba.



Depois que Charlie jogou a bomba sobre nós, Bella havia desmaiado, causando um desespero geral, a partir daí tudo aconteceu rápido demais.



Minha mãe ligou para a médica de Bella, enquanto, Alice, meu pai e eu seguíamos com Bella para o Hospital. Durante o percurso Alice percebeu que o vestido que Bella usava estava manchado de sangue...



— Corre pai! Bella sangrou, por Deus corre! — Minha voz era um misto de desespero, medo e dor.


Olhei para o rosto opaco de minha esposa e o desespero aumentou, as lágrimas escorriam livremente e um bolo se formava em minha garganta.



— Deus, por favor, protege Bella e nossos filhos. Por favor... Por favor...



— Calma Edward. — Disse Alice.



Como poderia ter calma, se tudo que sempre temi estava acontecendo, Bella estava desmaiada em meus braços e havia sangrado, nossos filhos poderiam nascer antes da hora.



Eu jamais me perdoaria, se algo acontecesse a eles. Por que deixei Bella falar com eles? Se tivesse evitado esse desastroso encontro ela estaria bem agora e não sem vida em meus braços.



Quando chegamos ao hospital, uma equipe medica esperava por nós na entrada. Rapidamente Bella foi colocada em uma maca e levada para a emergência, fui acompanhando-os, sentindo meu peito doer e o ar me faltar, meu coração estava sendo esmagado, vendo minha vida daquele jeito... Inerte.



Era como se minha vida estivesse se esvaindo, e eu não tivesse forças suficiente para lutar por ela. Meus bens mais preciosos estavam em risco, e eu não podia fazer nada, a não ser rezar. E foi isso que fiz.



Bella foi examinada imediatamente por sua médica, e um monte de aparelhos foram conectados a ela, um acompanhava os batimentos cardíacos dela e outro dos nossos filhos. Meu pior pesadelo estava passando em minha frente, tão real que não aguentei e apaguei.



É, eu Edward Cullen, com 26 anos, futuro pai de trigêmeos desmaiei em plena emergência, graças a Deus que meu pai estava por perto e pode me socorrer, sem que atrapalhasse o atendimento que estava sendo prestado a Bella.



E agora eu me encontro aqui, - depois de preencher um monte de documentos na recepção - sentando em uma sala de espera, acompanhando por uma Alice totalmente nervosa, enquanto esperamos nosso pai sair com noticias de minha esposa.



As horas iam passando e meu desespero aumentando, e nada de noticias, já estava me levantando quando por fim meu pai apareceu.



— Edward...



— Como Bella está?



— Ela já acordou e esta querendo falar contigo...



— Por que não me chamou antes?- Falei já caminhando em direção a sala de onde ele havia saído.



— Filho...



— O que?



— Vamos ter que fazer a cesariana...



— Ela já sabe? Tem alguma coisa errada com nossos filhos?



— Não, ela acordou agora, ainda estamos monitorando os batimentos cardíacos dela e dos bebês, mas não podemos mais esperar...



— Nossos filhos estão bem papai?



— Sim... O sangramento foi leve graças a Deus.



— Graças a Deus. — Passei os dedos entres os fios de meu cabelo. — Não sei o que seria de mim se algo acontecesse com Bella e nossos filhos... Eles são minha vida papai.



— Eu sei meu filho. — Meu pai tocou em meu ombro. — Ela já foi levada para um quarto, onde ficaremos observando-a por algum tempo. Venha vou te levar ate lá. — Meu pai caminhava em passos lentos e sua expressão não era nada boa. — Desculpa meu filho por isso que aconteceu.



— Pai eu não entendo... Que dizer nunca soube de nada... Você e a Renée... Como a conheceu? Deus a Bella deve estar apavorada...



— Edward, nunca tive nada com a Renée... Quanto a isso pode tranquilizar a Isabella.



— E como Charlie chegou a essa conclusão? Deus até quando vamos ficar passando por essas coisas... Nunca teremos um minuto e paz? Quando não é a Tanya é o Charlie!



— Calma Edward, você tem que passar tranquilidade para Isabella, ela precisa muito de você agora.



Assenti com a cabeça e abri a porta, meu coração já batia descompassado e no momento que avistei Bella ele parecia que ia explodir. Ela estava deitada, seu rosto pálido completamente sem vida. No quarto predominava o som dos equipamentos que estavam ligados a ela.



— Edward... — A voz dela estava arrastada.



— Oi meu amor. — Me aproximei da cama segurando sua mão. — Que susto você me deu bebê. — Baixei para beijar seus lábios, mas ela virou o rosto.



— Não... — Ela começou a chorar e isso partiu meu coração. — Não podemos Edward... — Ela me olhou e em seus olhos vi dor, medo e desespero - não tão diferentes dos meus. — O que iremos fazer?



— Amor...



— Bella... Chame-me de Bella. — As lágrimas desciam por sua face pálida. — Podemos ser irmãos... O que vamos fazer? O que diremos a nossos filhos?



— Bebê, eu sempre vou lhe chamar de meu amor. — Toquei em seu rosto enxugando as lágrimas. — Ei não chore, por favor, tente se acalmar por conta de nossos filhos.



— Podemos ser irmãos Edward...



— Não meu amor, meu pai me garantiu que não existe essa possibilidade...



— Então... Por que meu p... O Charlie disse que eles tiveram um caso?



— Isso não sabemos, mas meu pai me disse que nunca teve nada com sua mãe carinho. — Me aproximei e toquei de leve seus lábios com as pontas de meus dedos. — Eu acredito nele meu amor. — Sorri para ela. — Posso beijar minha esposa agora? — Ela sorriu e assentiu com a cabeça.



Meu pai entrou no quarto acompanhado por Alice e minha mãe.



— Oi querida como você se sente? — Meu pai perguntou se aproximando e verificando o monitor onde apareciam os batimentos cardíacos dela e dos nossos filhos.



— Estou bem. — Bella estava de cabeça baixa envergonhada. — E os bebês Carlisle.



— Estão bem. — Ele anotou o que marcava no monitor. — Sua médica está vindo aqui, ela quer conversar com você.



— Mas meus filhos estão bem? — Bella perguntou olhando-o aflita.



— Estão sim filha. — Ela baixou os olhos e ele tocou em seu braço. — Isabella... Não sei de onde seu pai tirou aquela ideia, mas quero que saiba que eu e sua mãe nunca tivemos nada.



— Eu não entendo...



— Agora não é hora para isso. — Disse minha mãe se aproximando da cama. — Você tem que se manter calma querida. Depois isso se resolve. O importante agora é você e meus netinhos.



— Belinha eu fiquei com tanto medo. — Disse Alice ainda chorando. - Quando vi o sangue em seu vestido, fiquei desesperada.



— Como estamos Isabella? — Perguntou Drª Maggie se aproximando do leito onde Bella estava. ­



— Me sinto bem. — Bella respondeu levando a mão que não estava com o soro, ao seu ventre. — Mas eles não se mexeram ainda, isso é normal?



— Não precisa ficar preocupada Isabella, — Ela foi até o monitor. — Estamos acompanhando os batimentos cardíacos deles. — Ela voltou a olhar o monitor e depois chamou meu pai. Fiquei em alerta.



— Por que eu sangrei? Tem haver com as dores que senti?



— Você sentiu dor? — Perguntei já me culpando por ter fraquejado na noite anterior. — Por que não me contou Bella? Desde quando sente essas dores?



— Foi antes de desmaiar, eu já estava sentindo umas dores no baixo ventre.



— Elas estavam frequentes? — Perguntou a médica.



— Não muito.



— Isabella depois que acordou sentiu essas dores?



— Só uma vez. — Ela me olhou. — Quando Edward entrou, eu estava sentido. Mas está leve.



— Isabella essas dores são como cólicas?



— Um pouco mais forte... — Bella parou de falar e ficou prendendo a respiração.



— Está sentindo agora amor? — Perguntei segurando sua mão fria ela assentiu com a cabeça. — O que fazemos? — Perguntei a médica.



— Fique calmo, ela está entrando em trabalho de parto. — Ela olhou para meu pai. — Já havíamos pensado nessa possibilidade, mas quando a examinei ela não tinha nenhuma dilatação.



— O que isso significa? — Perguntei sentindo o aperto que Bella dava em minha mão.



— Se ela continuar sem passagem para os bebês, faremos uma cesariana.



— Eu queria ter normal. — Bella falou quando soltou minha mão e respirava com um pouco de dificuldade.



— Parou a dor amor?



— Sim. — Ela sorriu fraco para mim.



— Isabella, vamos continuar monitorando os batimentos, mas não tem condições de seus bebês nascerem de parto normal querida... Só um bebê está na posição correta, os outros estão atravessados, isso fará você sofre demais e além do mais...



— Eu não quero arriscar os bebês...



— Não vai arriscar, vamos lhe transferir para a sala cirúrgica, onde uma equipe está nos aguardado.



— Eu não quero que ela sofra. — Falei já aflito com essa possibilidade. — e nossos filhos...



— Calma Edward. — Disse meu pai ao meu lado. — Isabela está no sétimo mês, não tem perigo algum para as crianças.



— O senhor tem certeza papai? — Já sentia lágrimas nos olhos. — Eles não ficaram naquelas incubadoras com os fios na cabeça?



Meu pai apertou meu ombro, e me fez virar para olhar a Bella. Ela estava sentindo as dores novamente, e um gemido escapou de seus lábios.



— Meu amor estou aqui com você. — Sustentei em sua mão fria.



— Isabella, vamos observa os intervalos das dores, com que freqüência elas vem...



— Estão mais curtos agora. — Disse ela em forma de gemido e apertando minha mão.



— Preciso que vocês saiam do quarto. — Disse Drª Maggie. – Preciso examinar Isabella.



— Estaremos lá fora Isabella. — Disse minha mãe, Alice se aproximou e se despediu, com um sorriso fraco, até parece que ela estava sentindo as dores no lugar de Bella, não duvido eu mesmo posso jura que sinto.



— Edward... — Ela gemeu devido a mais uma contração que estava sentindo.



— Eu ficarei com você amor. — Disse sorrindo, mas por dentro estava com um medo filha da mãe. — Tudo ficará bem.



— Está doendo demais. — Disse ela soltando a respiração devagar. — Dói demais Edward.



Após a saída de todos, a médica fez todo o procedimento, aferiu a temperatura, a pressão arterial, novamente os batimentos cardíacos, e conferiu se Bella tinha dilatação. Não foi uma visão agradável ver a média fazendo o exame de toque em Bella.



— Isabella, você continua com 2 cm de dilatação — Drª Maggie terminou o procedimento — Vamos lhe transferir agora e lhe preparar para a cesariana. — Disse a médica preocupada. — Não podemos mais esperar.



Bella prendeu a respiração, e em seu rosto refletia a dor que ela estava sentido.



— Estão mais fortes. — ela arregalou os olhos e apertou minha mão. — ô Edward dói demais.



— Respire amor. — Olhei desesperado para a média ao meu lado. — Por Deus não deixe minha esposa e meus filhos sofrerem.



— Senhor Cullen, estamos com uma equipe médica adequada na sala esperando por nós, cada bebê ao nascer será atendido imediatamente por um pediatra neonatologista e contarei com a ajuda de seu pai e mais um obstetra para atender a Isabella, não tem motivos para tanto pavor.



— Deus! Tá doendo demais! — Gritou Bella esmagando minha mão.






— Calma amor, já vai passar. — Eu tentava passar uma calma que não estava sentindo. Não sei onde conseguiria forças para permanecer ao lado dela durante o parto, mas eu arrumaria. Nada no mundo iria me afastar dela nesse momento.



— Está doendo...



As dores estavam mais regulares e quando elas vinham, Bella cerrava os dentes para não gritar, mas muitas vezes as tentativas eram em vão. Eu me mantive firme sempre ao seu lado segurando a sua mão, e tentava passar segurança mesmo estando aflito.



— Isabella vamos lhe transferir para o centro cirúrgico agora. — Disse Drª Maggie.



Uma enfermeira acompanhada por mais dois a colocaram em uma maca e Bella foi guiada até uma sala.



— Filho tem certeza que quer assistir o parto? — Perguntou meu pai me olhando receoso, talvez por eu ter desmaiado antes. — Você esta se sentindo bem, estou lhe achando meio pálido.



— Estou com medo... Ou melhor, apavorado... Mas estou bem sim, pode ficar tranquilo, eu quero estar perto quando meus filhos nascerem.



— Tudo bem então. — Disse ele com um meio sorriso. — Venha vamos nos preparar para entra na sala de cirurgia.



Após ser devidamente preparado, pude entra na sala de parto. Isabella estava sendo preparada para a anestesia, que seria local. Ela estava curvada sobre a barriga e a médica dela estava em sua frente mantendo-a imóvel, enquanto um médico anestesista lhe aplicava algo nas costas.



— O que estão fazendo papai? — Perguntei receoso.



— Estão aplicando a anestesia, ela ficará consciente durante o parto.



— Pode se aproximar Drº Cullen. — Disse o médico que tinha aplicado a tal anestesia em Bella.



— Esse é meu filho Edward. — Meu pai sorriu pra ele. — O pai de primeira viajem.



— Por isso está tão nervoso. — Ele sorriu gentilmente para nós enquanto deitava Bella na mesa cirúrgica. — Pode se aproxima e ficar ao lado de sua esposa.



Aproximei-me e toquei o rosto de Bella, ela sorriu meigamente pra mim.



— Sente dor ainda amor? — Sussurrei junto ao seu rosto.



— Só um pouco. — Ela tocou em meu rosto com a mão que não estava com o soro. — Falta pouco agora para conhecermos nossos filhos.



Enquanto estava conversando com Bella, os médicos iam fazendo todo o procedimento, um pano foi colocado entre Bella e eles, impedindo que ela pudesse ver o que estava acontecendo, pelo canto dos olhos vi quando a Drª Maggie limpou a barriga de minha esposa e me olhou antes de puxar conversa com Bella.



— Isabella, como se sente?



— Estou bem... — Ela me olhou e toquei seu rosto carinhosamente. — As dores não sinto mais.



— Isso é bom, não é?



A médica continuava conversando enquanto passava o que eu acredito ser um bisturi na barriga de Bella, quando vi o sangue, imediatamente tirei a vista e encarei os olhos chocolates de minha esposa.



— Ansiosa para ver os rostinhos dos bebês? — Perguntou ela enquanto um dos médicos enxugava o sangue.



— Muito ansiosa. —­ Bella me olhou. — Vão se parecer com o pai. — Fiz uma careta e ela sorriu.



— Prefiro que se pareçam com você amor. — Disse baixando a cabeça e juntando nossas testas, eu estava meio tonto. Não sei se pelo cheiro do ambiente, ou pelo sangue que vi escorrendo da barriga de Bella. — Serão lindos, feito a mãe. — Um choro invadiu o ambiente chamando nossa atenção.



— Aqui está o primeiro herdeiro senhor Cullen. — Disse a médica com um de nossos filhos na mão enquanto ele chorava a pleno pulmão. — E é um meninão.



— Eu quero vê-lo. — Disse Bella chorando. — Como ele é Edward?



— Ele é lindo amor.



Meu pai pegou o neto e caminhou com ele me entregando, ele estava todo sujo de sangue.



— Meu amor nosso menino é lindo, olha como ele é grande carinho. — Coloquei ele em frente a Bella, ela o beijou.



— Seja bem vindo meu amorzinho. — Ela chorava e sorria ao mesmo tempo. — Ele é perfeito, não é? — Perguntou chorando e olhando cuidadosamente o corpinho dele. — Ele parece perfeito não é amor?



— Sim amor, ele é perfeito. – Beijei seus lábios levemente. — Obrigado Bella.



— Deixe-me levar meu netinho para ser examinado corretamente. — Disse meu pai sorrindo e pegando nosso filho.



— Está tudo bem com ele não é papai?



— Sim meu filho, isso é procedimento de praxe.



— Olha a princesinha. — Disse Drª Maggie. Com minha filha nos braços, ela estava chorando mais não tão forte quanto o irmão.



— Por que ela está tão calma?



Perguntei ao meu pai que se afastava com meu primeiro filho e o entregava a uma médica que deveria ser a pediatra.



— Eu quero vê-la Edward. — Disse Bella chorosa. — Quero ver nossa menina.



— Calma amor, ela está sendo examinada.



Eu tentava permanecer calmo, mesmo estando aflito, tentava manter o choro preso a todo custo, mas quando meu pai trouxe minha menininha e colocou nos meus braços, não tive, mas como segurar o choro.



— Oi princesinha... Seja bem vinda meu amor.



Segurar minha filha tão pequenininha em meus braços me fez desmanchar-me em lágrimas, enquanto Bella olhava para mim tentando controlar inutilmente sua própria emoção.



— Olha amor, linda como você. — Disse colocando-a na frente de Bella. Ela não parava de chorar. — Nossa filha é perfeita amor. Pequenininha mas perfeita.



— Ela é tão pequenina Edward. É linda. — Bella chorava. — Oi meu amorzinho, mamãe está tão feliz de te conhecer.



— Isso mesmo minha neta é perfeita igualmente ao irmão. — Disse meu pai. — Deixe-me levá-la para ser limpa.



Mais um choro forte invadiu o ambiente e Bella sorriu.



— Olha o garotão. — Disse a médica sorrindo e entregando-o ao meu pai.



— Meu netinho. — Disse meu pai sorrido com ele nos braços. — Lembra muito você Edward quando nasceu. Chorava desse jeito, impaciente.



Eu sorria bobamente olhando meu filho que chorava nos braços do avô e nem quando o peguei ele se calou, olhei para Bella que nos olhava fascinada.



— Olha amor, o nosso garotão. — Disse colocando-o ao lado de Bella.



— Ele é lindo. — As lágrimas escorriam livremente por nossas faces. — Oi bebê lindo da mamãe, como é bom lhe conhecer.



Nossos olharem se cruzaram, transbordados de emoção, nossos filhos nasceram perfeitos e estavam bem, isso era o que mais me preocupava desde o inicio da gravidez, não suportaria ver Bella ou nossos bebês sofrendo.



— Nossos filhos são perfeitos, obrigada meu amor eles são lindos. — Sussurrei beijando a cabecinha que estava apoiada nos braços dela. — Amor ainda não escolhemos os nomes. – Disse sorrindo.



— Eu tenho algumas sugestões. — disse ela beijando nosso menino que tinha parado de chorar.



Meu pai se aproximou sorrindo.



— Tenho que levá-lo para ser limpo. — Eu peguei meu filho dos braços de Bella e ele imediatamente começou a chorar. — Tão pequeno e já está com dengo?



— Ele é esperto papai quer ficar no aconchego dos braços da mãe. — Falei sorrindo entregando-o. — Vai com o vovô amor, seus irmãzinhos estão lá.



— Para onde eles vão... Que dizer, eles vão demorar a voltar? — Bella perguntou um pouco confusa.



— Não, minha querida, ele está indo para o berçário onde os irmãos estão, lá eles serão lavados e ficarão até você voltar para o quarto.



Fiquei ao lado de Bella enquanto a obstetra fechava o corte, fazendo o curativo, ela tremia levemente como se sentisse frio e isso me deixou apreensivo.



— Você está com frio amor?



— S-sim. — Sua voz estava tremula. — Muito frio.



— Como se sente Isabella? — Perguntou Drª Maggie.



— Estou com frio.



— Isso é normal é uma das reações da anestesia, mas logo passará. — Ela sorriu gentilmente para nós. — Parabéns seus filhos são lindos.



— O - Obrigada. — Disse Bella tremendo.



— Ela ficará assim por muito tempo?



— Não. — Ela olhou para Bella. — Você será levada para o quarto, daqui a pouco, tente descansar. — Ela sorriu. — Você terá três bebês para alimentar em breve. — Bella sorriu. — Descanse por um momento.



— Ela descansará. — Disse sorrindo gentilmente para a médica.



Pouco minutos depois dois enfermeiros levaram Bella de volta ao quarto, ela ainda estava com tremores, mas assim que colocada na cama, foi coberta por vários cobertores.



— Isabella meus netinhos são lindos. — Disse minha mãe depois de agasalhar Bella entre as cobertas. — Esse tremor logo vai passar, tente dormir um pouco.



Bella assentiu e sorriu para mim.



— V- Vá para junto de nossos filhos. — Disse ela tremendo. — N- n- não os deixem só, por favor.



— Eles não estão só amor. — Respondi sorrindo. — Alice não saiu de junto deles desde que chegaram ao berçário, e Rose e Emmett também estão por lá.



— Não os deixem só. - Ela disse com as palavras trôpegas.



— Ela dormirá. — Disse minha mãe. — Parabéns meu filho, meus netos são lindos.



— Graças a Deus que estão bem. — Disse suspirando aliviado.



O medo que algo acontecesse com eles ainda me rondava, mas em meu coração eu tinha a certeza que tudo correria bem dali em diante. Olhei para Bella e nossos olhares se cruzaram, ela parecia tão frágil.



— Eu te amo. — Ela sussurrou fechando os olhos.



— Eu também te amo minha vida. — Beijei levemente seus lábios, e foi como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo. Quando me afaste percebi que seus tremores haviam aumentado.



Meu coração ficou pequenininho, vendo-a dessa forma. Levei minha mão ao seu rosto acariciando-o, um sorriso iluminou sua face. Aproximei-me e beijei seus cabelos, sua testa, seus olhos, seu nariz, suas bochechas e por fim sua boca, e mais uma vez senti a eletricidade que sempre nos conectava.



Levantei-me e fique fazendo carinho em seu cabelo, aos poucos sua respiração foi se acalmando e os tremores diminuindo, até que por fim ela dormiu.



— O que seria de mim sem você Bella? — Sussurrei beijando seus cabelos. — Você é tão frágil e ao mesmo tempo tão forte, que me transmite força, segurança. Você é meu porto seguro meu amor. Vocês são meus milagres.



— Filho por que não vai pra casa descasar um pouco. — Disse minha mãe chamando minha atenção, havia esquecido completamente que ela estava no quarto.



— Não estou cansando mamãe. — Sorri me levantando e indo até ela. — Viu como são lindos nossos filhos.



— Não teria como ser diferente, com pais tão bonitos. — Disse ela sorrindo meigamente. — Já que não quer ir para casa deite-se ai no sofá e procure descansar enquanto Isabella dorme.



— Farei isso, mas antes vou até o berçário ver meus filhos. — Falei com um sorriso bobo no rosto.



— Pode ir, ficarei aqui com Isabella.



— Obrigado mamãe.



Caminhei até o berçário e encontrei Alice, Rose e Emmett de frente ao vidro.



— Eles são tão fofinhos. — Falava Alice.



— São lindos! — Disse Rose. — Edward e Bella capricharam.



— Lógico que são lindos. — Disse Emmett. — São Cullen’s esqueceu? Em nossa família não tem genes feios.



— Deixe de falar besteira Emm. — Disse Alice.



— E por acaso existem alguém feio em nossa família? — Perguntou ele seguro de si. — É claro que meu afilhado não é feio. – Ele falou todo orgulhoso. — Puxou ao titio Emmett.



— Não deseje isso ao meu filho. — Disse me aproximando e sorrindo. — Ele será bonito feito a mãe dele.



— Parabéns mano, seus filhos são lindos! — Disse ele me dando um forte abraço.



— Parabéns Edward. — Disse Rose.— E a Bella como está?



— Dormindo agora. — Me aproximei do vidro e olhei meus filhos.



— São tão fofinhos Edward. — Disse Alice. — A menina e tão pequenininha e calminha.



— Soube que você queria bate em uma enfermeira. — Perguntei sorrindo.



— Ela não me deixou pegar minha sobrinha! — Ela fez cara feia para uma enfermeira que estava perto do berço onde minha princesinha estava dormindo. — Aquela horrorosa ali.



— Ela só está fazendo o trabalho dela Alice. — Disse Rose. — Não podemos pegar neles, estão sendo observados, durante esse tempo.



— Por que há algo errado? — Perguntei já temeroso.



— Não Edward, eles estão bem, mas como nasceram de sete meses tem esse procedimento, mas estão bem. — Ela sorriu. — Eles já passaram por todos os exames de rotina.



— Bella sofreu muito Edward? — Perguntou Alice.



— Graças a Deus não.



— Que bom. — Ela sorriu e acenou para os bebês. — Fiquei com tanto medo.



— Eu também, mas graças Deus tudo correu bem.



A enfermeira pegou minha princesinha nos braços e se aproximou do vidro, erguendo-a em minha direção, ela era tão pequenininha se comparando aos seus irmãos.



— Oi princesa?



A enfermeira sorriu e fez sinal para que eu entrasse.



— Essa oferecida está sorrindo só porque é para você. — Disse Alice. — Ela não me deixou entra.



— Eu sou o pai. — Disse sorrindo e assanhando os cabelos dela. — Depois a tia dinda pode ver os sobrinhos.



Caminhei até a entrada do berçário e fiz o procedimento de limpeza, antes de poder entrar, fui guiado até os berços onde meus três tesouros dormiam quer dizer os meninos dormia a menina estava acordada.



— Parabéns papai. — Disse a enfermeira sorridente.



— Obrigado. — Sorri para minha menininha. — Posso pegá-la?



— Lógico que pode senhor.



Com muito cuidado peguei minha filha.



— Fique a vontade. — Disse a enfermeira se afastando. — Qualquer coisa que precisar e só chamar.



— Obrigado.



Ela se afastou e pude curti minha lindinha. Ela estava com os olhinhos abertos, e não me surpreendi ao percebeu que eles eram da mesma cor dos meus.



— Oi princesinha? Você deve estar estranho tudo isso aqui, fora da barriga da mamãe. — Ela me olhava atentamente, como se entendesse o que eu falava. — Eu sou o seu papai, lembra de nossas conversas?



Olhei para os berços onde meus garotos dormiam tranquilamente.



— Seus irmãozinhos estão dormindo. — Sorri. — Eles te protegeram direitinho não foi? — Ela abriu a boquinha como se estivesse com sono. — Agora o papai e a mamãe cuidaram de todos vocês.



Alice bateu de leve no vidro chamando minha atenção, quando olhei ela me fez sinal para que eu me aproximasse.



— Olha sua dinda. — Sorri caminhado para perto do vidro. — Ela é louquinha, mas é boa gente viu. Já arrumou briga aqui por sua causa.



Levantei-a cuidadosamente e mostrei para os tios que estavam bobos olhando-a.



— Aquele grandão ali e o tio Emmett. — Sorri. — Não se impressione com todo aquele tamanho, ele é um bobão, vai fazer muitas palhaçadas para você e seus irmãos.



Minha menina abria e fechava os olhinhos já entregando os pontos.



— E aquela barriguda ali é a tia Rose, logo seu priminho ou priminha nascerá. — Peguei a mãozinha minúscula dela e dei tchau para eles, que responderam eufóricos.



Eu continuava conversando com ela, enquanto caminha para perto do berço.



— Tem também o tio Jasper, que não está aqui ainda, mas logo chegará, e a vovó Esme que já veio lhe ver, mas agora ela está fazendo companhia para a mamãe.



Meus garotos ainda dormiam.



— Sua mamãe é linda. — Beijei a cabecinha cheirosa dela. — Esta ansiosa para lhe ver novamente, mas ela precisou descansar agora, mas assim que ela acordar todos vocês irão para junto dela.



Sorri só de imagina a alegria de Bella ao ver nossos filhos.



Continuei segurando-a por mais um tempo até que ela dormiu, chamei a enfermeira que me ajudou a colocá-la confortavelmente no berço.



— Que bom que conseguiu fazê-la dormi. - Ela sorriu. — Acalentei-a tanto e nada funcionou, o que o senhor fez?



— Não fiz nada. — Toquei a cabecinha dela e beijei. — Papai e mamãe te amam muito princesinha. — Olhei pare meus filhos e fui até eles, repetindo o gesto, a enfermeira continuou perto me observando. — Durma em paz meus amores.



Olhei para o espelho e vim como Alice nos olhava, a baixinha estava vermelha em ponto de explodir. Sorri para Alice e a enfermeira acompanhou meu olhar.



— Sua cunhada?



— Não, minha irmã e madrinha de minha princesinha. — Olhei mais uma vez para Alice e sorri. — Quando minha esposa acordar meus filhos irão para o quarto, por favor, coloque aquelas roupinhas que minha irmã separou.



— Colocarei sim senhor Cullen.



— Obrigado - olhei mais uma vez para meus filhos antes de sair.



— Eles são uns anjos. — Ela falou muito perto, se insinuando. — O senhor é muito carinhoso com eles, sua esposa é uma mulher de sorte.



— Eu que sou um homem de sorte senhora. — Falei sério para ela. — Tenho uma mulher maravilhosa que me ama e a amo acima de tudo, e agora nossa felicidade está completa com nossos filhos. — Ela me olhou sobressaltada. — Isso só nos basta.



Fim Por Edward



Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

Albert Einstein.




Continua...




4 comentários:

Joelma Pacheco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joelma Pacheco disse...

E NO FINAL TUDO TERMINOU BEM POR ENQUANTO ! OS BEBES SÃO TÃO FOFINHOS

Jannáyra Menezes disse...

Que fofos!!!

Bells disse...

Filhos são sempre bênçãos!

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