FANFIC - PASSADO DISTORCIDO - CAPÍTULO 41

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 41° capítulo de "Passado Distorcido". Quer acompanhar a história desde o início?Clique aqui.


Um legado deixado em uma carta. Até onde Edward iria para vingar o sofrimento e a morte de Sebastian? Encontrar aquela mulher, Isabella, era o seu objetivo de vida e o destino a entrega de bandeja.

Porém, as verdades absolutas de Edward se rompem quando os caminhos da vida mostram quem é Isabella. E quem Sebastian foi. Afinal, o passado não é, exatamente, aquilo que sempre pareceu ser.


Autora : whatsername
Contato : kellydomingoss (skype)
Classificação : +18
Gêneros: Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo




Capítulo 41 - Indissolúvel.



POV Bella



Tentei, mais uma vez, abrir a porta do quartinho de Anthony. Eu bufei em frustração ao saber que Edward realmente trancara o quarto e guardara a chave apenas para ele.



Edward fazia um mistério enorme com o quarto de nosso filho, a rotina era a mesma. Ele chegava do trabalho e se enclausurava no pequeno cômodo, às vezes, eu ouvia barulhos e, em outras, um silêncio assustador. Os móveis já tinham chegado, assim como os enfeites e as tintas. Por um descuido de Edward, eu descobrira que Anthony dormiria em um mar azul.



Repentinamente, Edward destrancou a porta e saiu do quarto, ele carregava rolinhos sujos de tinta em ambas as mãos. “Ei, baby!”



Meu namorado era, de fato, muito esperto. Edward trancou a porta usando uma velocidade anormal, sem dar chances para eu ver qualquer detalhe. Bati meus dedos na porta de madeira, evidenciando toda minha indignação. “Você realmente não vai deixar a mãe de seu filho ver o quarto?”



Edward abriu um sorriso manso e inclinou o rosto para o meu. “Eu realmente não deixarei você ver o quartinho de Anthony, não antes de ele ficar pronto.”



Escapei do beijo que estava sendo arquiteto apenas para irritá-lo, abri um passo de distância do corpo imponente e semi-nu. O calor não permitia que Edward vestisse uma camisa. “Anthony vai detestar saber que o papai dele está deixando a mamãe curiosa, não é, filho?”



Meus ouvidos captaram a risada baixinha de Edward, ele deu um passo em minha direção, as mãos meio sujas de tinta enlaçaram-me pela cintura. “Deixe-me te fazer uma surpresa, está ficando um ótimo quarto de garotinho!”



Ignorei por completo as mãos indo para minhas costas, sob o tecido fino de minha regata. Edward pousou os lábios em algum lugar muito perto de minha boca, eu guiei meus lábios para os deles. Era uma verdade irrevogável, eu nunca perderia a oportunidade de beijá-lo.



Migrei minhas mãos para os ombros descobertos de Edward, deixando na região arranhados por causa de minhas unhas. O beijo foi lento e com uma quantidade imensurável de vontade, Edward me virou e me encurralou contra a porta, foi impossível não sorrir quando ele abriu minhas pernas com um simples toque de joelhos.



Prendi os lábios dele com meus dentes, quase me esquecendo que eu estava puta por ele não me deixar ver o quarto de meu filho. “Eu ainda estou com raiva!”



Edward sorriu ainda com os lábios colados aos meus e, no mesmo instante, as mãos fortes desceram para o meu quadril. “Não está nada! Eu sei que você pensando em tudo que eu posso fazer com você.”



Arqueei minha sobrancelha para ele e sorri abertamente. Eu não estava pensando em nada demais. Talvez divagando sobre o quão forte Edward estava, em como os braços estavam firmes e com os músculos definidos.



“Você é tão convencido, Edward! Você realmente se acha o melhor dos homens, não é?” Perguntei a ele, usando toda minha presunção.



Em resposta, ganhei um beijo molhado e quente e, depois, um caminho de beijinhos até minha orelha. “É isso o que você sempre costuma dizer depois de eu te fazer gritar e rolar os olhos!”



O calor idiota fluiu por minhas bochechas, Edward riu da situação e procurou meus olhos. “Será que você nunca vai parar de corar?”



Sorri junto dele e deixei um beijo rápido na bochecha coberta por barba. “Não se você continuar falando coisas indecentes comigo!”



A piscadela que Edward deixou fez minhas pernas tremerem e, para piorar, ele traçou, com os dedos, minha boca. “Vai bancar a santinha, baby? Eu sei que você quer coisas bem mais baixas.”



Perguntei-me o que estava acontecendo com Edward naquela tarde de sexta-feira, era notório que ele estava louco para me levar para a cama e se acabar em mim. Todas minhas resoluções diziam que aquela era uma excelente ideia.



Minha barriga de seis meses ainda não atrapalhava muito e Edward e eu estávamos numa fase meio ninfomaníaca. Era um sacrifício ficar sem nossa dose do corpo do outro.



Busquei a boca dele para um beijo faminto e insano. Edward me pegou pelas coxas e me levou para o sofá. Senti minhas costas contra as almofadas e Edward controlando o peso sobre meu corpo. “O que você quer de mim, Bella?”



Já que eu poderia escolher, eu escolhi. Fiz sinal com o dedo para que Edward chegasse com o rosto perto do meu, ele soprou o hálito fresco e aquilo me fez ofegar disfarçadamente. “Primeiro, eu quero que você me chupe, como se precisasse disto para sobreviver. Depois, eu quero seu caralho todinho dentro de mim, me fazendo gozar como uma louca. E, se você fizer tudo do meu jeito, eu te chupo até o fim, prometo, Edward, você vai esquecer seu nome.”



Edward não tirava os olhos dos meus, ali, eu enxergava um homem desesperado, que daria tudo para estar dentro de minhas calças. O assalto em meus lábios foi rude, beirando a violência. Senti cada mordida, cada investida da língua dele contra a minha. “Vamos ver quem esquecerá o nome primeiro, ok?”



Minha única reação foi gemer alto, meu cérebro era uma gelatina, mas fiquei feliz por meu sistema sensorial continuar ativo, pois não perdi nenhum toque de Edward em mim. Ajeitei-me no sofá e esperei ele tirar, vagarosamente, minhas roupas. Separei minhas pernas para receber a língua quente e malvada de Edward, mas, para o meu desespero, ele preferiu se dedicar em meus peitos e clavícula antes, beijando e chupando. A boca quente tomava meus mamilos e eu não me importei com o pequeno desconforto. Quando minha situação ficou crítica e minha excitação desceu por minhas pernas, Edward serpenteou para baixo, beijando minha barriga.



A barba fazia cócegas na parte interna de minhas coxas, mas nada me refrearia. Minha entrada pedia pela língua de Edward e, quando a espera acabou, eu simplesmente gritei. O primeiro toque foi firme e demorado, correndo toda minha fenda. Todos meus pêlos arrepiavam e nada coerente saia de minha boca. Eu estava muito perto da borda, os tremores eram o sinal; Edward ergueu os olhos, mas a língua ainda rodopiava em meu nervo. Eu enxerguei a perversão nos olhos claros e aquele olhar me fez rebolar até o meu fim na língua dele.



Edward circulou a língua em mim até meu gozo me preencher, ele não perdia nenhuma gota de meu tesão, eu estava louca para sentir meu gosto, então eu puxei o corpo de Edward para cima. Ele me deixou conduzir o beijo, nossas línguas brincaram fora de nossas bocas e eu não dispensava as mordidas fortes.



Levei minhas mãos para a calça de Edward, o jeans era desgastado e o zíper me dava problemas, mesmo sobre o tecido, a ereção tremia e emanava calor. Gemi desesperada para tê-lo dentro de mim.



Antes que Edward me colocasse no colo dele, explorei o pescoço já cheio de marquinhas roxas e continuei trabalhando no zíper o no botão da calça. “Eu estou tão quente e molhada, Edward! Eu vou melar seu pau inteiro...”



O gemido animalesco findou o silêncio do apartamento, Edward puxou meu rosto para o dele, olhando-me nos olhos, dizendo com aquela troca de olhares que me foderia até a hora que ele quisesse.



O jeans estúpido já não estava em nosso caminho, mas Edward não me penetrou prontamente, antes, ele correu os dedos por meus lábios, puxando o inferior e, dessa forma, abrindo minha boca. A língua adentrou devagarzinho, apenas atiçando a minha.



“Seja boazinha e rebole muito em meu caralho, ok? Eu quero você subindo e descendo em mim!” A voz rouca saiu autoritária e irredutível e, mesmo se eu quisesse muito, seria impossível não acatar aquela ordem.



Eu nunca entenderia como meu corpo se dava tão bem com o de Edward, era um mistério; nós sabíamos quando mudar de posição, fazer ser bom para os dois, minha pele queimava sobre a dele, nossos cheiros se misturavam e nada era mais prazeroso que ver Edward morrendo de tesão, perto de se derramar em mim.



Quando o gozo forte começou a dançar na parte baixa de minha barriga, Edward aumentou as estocadas em mim, senti as bolas inchadas batendo contra minha bunda e a respiração de Edward tornando-se sem padrão. Eu não sabia para onde levar minhas mãos, tanto meus peitos quanto meu nervo as pediam.



Cerrei meus olhos para encontrar as luzes e as cores e, talvez, a escuridão brilhante. Encontrei também os chutes de Anthony, eles se concentravam em algum lugar perto de minhas costelas. Eu sorri baixinho, sentindo Edward meter forte em mim, segundos mais tarde, minha entrada recebeu o jato quente e viscoso.



Edward afundou a cabeça em meu pescoço, mordendo e sugando minha pele. A mão dele estava estacionada em minha barriga. “Ele está te chutando!”



Anthony era um menino agitado, eu não tinha dúvidas. Nosso bebê me chutava incansavelmente, alguns eram doloridos, outros, pequenas cócegas que sempre me assustavam.



Girei-me para encontrar o rosto suado e vermelho. “Ele ficou animado com esse escândalo que fizemos.”



O toque que estava em minha barriga, desceu para a parte interna de minha coxa, indo, libidinosamente, para minha entrada, que ainda se recompunha das investidas do pau de Edward. Deixei que ele me estimulasse, um orgasmo não fazia mal a ninguém. Os dedos faziam um vai e vem ritmado dentro de mim, dissipando calor para cada célula minha.



Não sei quando tempo fiquei ali entregue aos dedos habilidosos, minhas coxas tremeram e eu levei meu dedo para meu clitóris, Edward me olhava com um sorriso débil, ele tinha os olhos fixos em meus movimentos. Eu perdi as forças na mesma proporção em que minha visão nublou.



A língua de Edward vibrou perto de minha orelha, eu tinha certeza que ele sorria descaradamente. “Gostosa!”



Eu sorri para ele, correndo meus dedos pela barba cheia. “Ok, vou admitir, você é o melhor dos homens!”



Edward me puxou para sentar no colo dele, ganhei um beijo longo e molhado, o que me fez gemer na boca dele e lembrar que eu ainda precisava sentir o gosto de Edward em minha língua.



A saliva, que acumulou em minha boca, serviu para deixar o beijo molhado eenlouquecedor; nossas línguas faziam movimentos sincronizados, uma perfeita dança pervertida. Meus lábios ainda úmidos desceram para o pescoço coberto de barba, a pele clara recebeu meus dentes e pequenas marcas se fizeram. Eu sentia meu corpo tremendo de tesão e o calor que fluía do corpo de Edward só me fazia levar minha boca para baixo. Cada vez mais para baixo.



Permiti-me abrir meus olhos enquanto trabalhava na barriga cheia de gominhos, o verde claro transbordava impaciência, eu sorri descaradamente. “Eu costumo ser bem paciente, Edward!”



Voltei meu olhar para o zíper que eu tentava descer, Edward me deu uma gargalhada baixa e maliciosa, ele, cansado de minha lentidão, tomou as rédeas e terminou com a calça embolada nos calcanhares. Meu gemido foi longo e perverso ao ver a cueca também nos calcanhares, fixei minha atenção no membro gigante que estava a milímetros de meu rosto.



Edward ergueu o quadril, praticamente colocando a cabecinha em minha boca, eu recuei no mesmo segundo, sorrindo e irritando-o. Eu sabia que estava levando Edward ao limite, ele não era muito bom em agüentar provocações.



Senti o toque possessivo em minha nuca, os dedos prenderam meus cabelos, Edward usou uma força mínima para erguer meu rosto. “Quem você está querendo enganar, Bella? Nem adianta fazer cara de santinha, porque eu sei que você pirando para me chupar, não é?”



Engoli em seco, melhor, não tão em seco assim. Meu sorriso saiu grande e quente. O próximo passo seria aquele que levaria Edward ao céu. Envolvi-o com minha boca entreaberta, causando arrepios em mim e em Edward. O barulho era nada além de gostoso de ser ouvido.



Peguei a almofada e coloquei embaixo de meus joelhos, apenas para ter mais liberdade e conforto. Os gemidos me diziam que eu estava no caminho certo, aproveitei, então, para dar o meu melhor. O meu melhor significava engolir tudo que eu podia.



Senti a glande molhadinha contra minha garganta, vibrando e me dando as primeiras gotas do gozo de Edward, mas ainda estava cedo para o fim. Diminui o ritmo, distribuindo lambidas demoradas na extensão tesa. Edward não parecia feliz com minha mudança súbita, pois moveu o quadril para o meu lado, fodendo minha boca.



Eu o recebi de bom grado, minha língua o provocou e meus olhos não saiam dos dele. Edward cerrava os olhos e falava obscenidades, meu rosto corava e ele piscava para mim.



As vibrações tímidas assolaram o pau que crescia dentro de minha boca, então eu percebi que seria praticamente impossível retardar o fim de Edward, antes que ele viesse, mamei na glande vermelha, os barulhos faziam minha entrada pedir por meus dedos.



Era difícil tirar os olhos do rosto que carregava um sorriso idiota e satisfeito, mas, mesmo assim, olhei para o meu trabalho. Minha boca circundava perfeitamente o diâmetro de Edward, fazendo de meus lábios um biquinho engraçado. Minha respiração era curta e meus peitos subiam e desciam num ritmo desconhecido. Eu sorri, sabendo que o sorriso de Edward se dava por termos pensamentos semelhantes.



Contra minha vontade, tirei Edward de minha boca, uma fina linha de baba se fez entre meus lábios e o pau inchado. “Há algo que você queira, Edward?”



Ele gemeu como um animal, meio desesperado, inteiramente excitado. “Baby, por favor, seus peitos... Eu preciso foder seus peitos, agora.”



O pedido me fez gemer, ofegar e falar palavrões feios, restou a mim obedecê-lo. O desconforto era mínimo e a pequena dor era anulada pelo semblante tarado de Edward. Uni meus peitos, Edward se encaixou no pequeno vão, eu o pressionei, Edward amava tudo que era apertado!



Não demorou em ele vir, os movimentos fortes e desesperados eram como uma dança, eu não queria perder o gosto de meu homem, então abri minha boca, tentando sorver um pouquinho, mas, infelizmente, a falta de direcionamento de Edward fez o jato morrer em meu busto, escorrendo por minha barriga.



Minha pele recebeu o fluído quente e viscoso, um segundo depois, ela recebeu a boca de Edward. Ele me beijava com urgência, correndo a língua por onde tinha qualquer vestígio dele. Os lábios chegaram aos meus, o beijo estava repleto do gosto masculino e aquilo me excitava pra caralho. Minha língua brigava com a de Edward, nós lutávamos por cada gota.



Mal percebi que eu gemia como uma piranha na boca de Edward, ele roçou os lábios na linha de minha mandíbula, até chegar ao meu ouvido. “Você é gulosa pra caralho!”



O calor veio com tudo para minha bochecha, Edward apertou a região sem conter o riso. Eu apoiei meu rosto no ombro dele, enxerguei ali mordidas e arranhões. “A gente só faz cachorrada, não é? Olhe para você!” Apontei para as marcas feitas por mim.



Edward me deu uma piscadela sutil e distribuiu beijos no topo de meu peito ainda arfante. “Desse jeito todos sabem que eu já tenho dona, embora você precise deixar meu pescoço mais intacto...”



Minha risada o fez sorrir também, olhei para o pescoço, não me senti culpada pelas incontáveis marquinhas roxas. Edward levou os lábios para o meu pescoço exposto, dei a liberdade que ele procurava. O toque foi demorado, senti os dentes também. Era certo, Edward estava me marcando, dizendo que eu pertencia a ele.



“Estamos quites.” Edward disse baixinho, contornando o trabalho feito por ele. Eu era dele, irrevogavelmente.

(...)

Rolei na cama e olhei o relógio, as luzes de led diziam que já era um horário aceitável para eu fazer ligações para Esme.



“Oi, Bella!” A voz de Esme soou quente, meu mau humor esvaiu-se no mesmo instante.



Ajeitei-me na cama, apoiando sobre meu lado esquerdo. “Como está? Acabei de ver as fotos que você me enviou. Céus, Edward e eu não merecemos um quarto tão bonito!”



Esme não conteve a risada. “Bella, querida, o quarto está tão simples, pensei que você não iria gostar... De qualquer modo, é claro que vocês merecem! Você viu as fotos do banheiro?”



Abri os outros anexos, as fotos faziam meus olhos brilharem. Era a casa dos sonhos e nós teríamos uma banheira! Mesmo não estando de corpo presente, eu participava de cada detalhe, as cores, os móveis. E minha sogra era um amor, agüentando minhas crises e fazendo minhas vontades e, no fim, nossa casa estava linda. Como um perfeito lar.



“Esme, você é incrível! Está tão lindo, Edward vai amar nosso quarto. Uh, falando em quarto, seu filho te falou alguma coisa sobro quarto de Anthony? Ele, simplesmente, ignora todas minhas tentativas de descobrir alguma coisa!” Falei sem pausar, realmente indignada.



Ela me ouviu atentamente, mas, no fim, soltou um suspiro de felicidade. “O quartinho de Anthony está perfeito, Edward me mandou as fotos para eu fazer igual aqui em Chicago. Não se irrite com ele, sim? Edward só quer fazer um quarto sem qualquer erro, ele está se esforçando!”



Balancei minha cabeça, querendo que Edward estivesse em minha frente para eu chutar-lhe as bolas. “Eu sei que sim, Esme! É injusto eu ficar sem essa parte de meu filho!”



No mesmo instante, meu filhinho me cutucou nas costelas, minha mão foi para a região, tentando acalmá-lo e acarinhá-lo. “Anthony parece concordar comigo!”



Ouvi outro suspiro feliz. “Como ele está? Pelas fotos, sua barriga está enorme. Já são quase sete meses, certo?”



Falar sobre minha gravidez era fácil e minhas palavras saiam cheias de orgulho. Eu amava saber que eu era quem mantinha meu bebê vivo. “Anthony está ótimo, ele é tão espertinho! Vive me chutando e soluçando, Edward adora!”



“E você e Edward, como estão?” Ela perguntou com displicência, também era fácil falar sobre nós.



Sorri para o nada, olhei para minha barriga redonda e sorri mais uma vez. “Estamos transbordando felicidade, seu filho me paparica tanto, Esme! Edward está sendo excelente, excelente em tudo.” Minha fala só podia ser classificada com uma única palavra. Sinceridade.



O nome de Edward sempre trazia chutes e mais chutes, Anthony, com sua intuição de bebê, sabia que não existia homem melhor que o papai dele. Coloquei minha mão sobre minhas costelas, os pequenos empurrões eram seguidos e Anthony parecia não se importar com os sustos que ele me dava.



Esme fez um ruído para chamar minha atenção. “Uh, mais tarde vou terminar o jardim, tem tanta orquídea, Bella!”



Minha imaginação me deu um jardim florido, lotado de cores. “Eu mal posso esperar para conhecer nossa casa!”



“Eu também, querida! Estou contando os dias.” Esme disse com o tom doce de sempre, eu sabia que ela sorria.



Os minutos seguintes foram repletos de discussões sobre cama, mesa e banho. Nós sorriamos e sempre acabávamos falando sobre Edward e sobre meu bebê, durante cada troca de falas, meu pequeno Anthony subia e descia em meu ventre.

(...)

A tarde me trouxe uma onda de distração e desconcentração, o que não era raro. Eu mal conseguia ler vinte páginas de um livro sem me perder em um assunto completamente aleatório. Joguei meus pés sobre a pilha de travesseiros, tentando minimizar o pequeno inchaço em meus tornozelos. O calor também me incomodava, a poça de suor se acumulava em minha nuca. A verdade era que eu estava parecendo um sedentário após correr uma maratona.



Ergui a camisa velha de Edward, revelando minha barriga redonda. “Resolveu ficar quietinho, Anthony?”



Conversar com Anthony era meu passa tempo predileto, era como se ele me entendesse e me desse respostas silenciosas. “Você está dormindo ou com preguiça? Seu papai deve estar quase chegando...”



A afirmação me fez saltar da cama, eu não tinha feito nem metade do que eu tinha programado para o meu dia. Existiam as roupas na lavanderia, a torta de damasco e um encontro com Rose e Alice. Decidi começar pelo fim; guiei-me para o banheiro e perdi incontáveis minutos sob a água morna.



Olhei para minhas opções de roupas, eu estava apostando em meus vestidos e em minhas saias longas. Puxei meus cabelos em um rabo, arejando minha nuca e calcei, a contra gosto, um par de chinelos. O relógio marcava metade da tarde e o sol estava, irritantemente, quente e eu procurei os óculos em algum lugar daquela casa.



Andar pelas ruas movimentadas era vergonhoso, pois eu estava desajeitada pra caralho. Dr. Jeremy me falara sobre o desequilíbrio e o peso da barriga me jogando para frente, mas, nem em minhas piores suposições, imaginei ser tão desastrosa.



Rose abriu um sorriso grande ao me ver entrando na cafeteria, Alice me deu um par de olhos brilhantes. Sentei-me entre as duas e eu tive que contê-las, pois, se não, elas nunca tirariam a mão de minha barriga. Anthony as chutava com certa força, era divertido para ele, com certeza.



“Céus, isso deve doer!” Alice disse encabulada, ainda com a mão sobre meu ventre.



Eu sorri por reflexo. “Dói só um pouquinho, nada é mais gostoso...”



As quatro mãos permaneceram em minha barriga enquanto eu tomava a caneca de chá gelado. Nossas conversas beiravam tudo sobre Anthony e o enxoval. Rosalie comentava sobre a importância de eu comprar bombas para ordenhar meu peito, como também cintas que deixariam meu abdômen menos flácido e tenebroso. Eu odiava aquela parte.



“Eu vou ficar um monstrinho em meu pós-parto...” Falei depois de um silêncio curto, meus prognósticos não eram os mais felizes.



Alice bateu os dedos na mesa. “Bella, você não engordou nada!”



Balancei minha cabeça, negando. Alice e Edward pareciam ter pensamentos semelhantes, pois aquela afirmação sempre era dita por meu namorado. “Edward vive dizendo o mesmo.”



As duas sorriram no mesmo instante, meio cúmplices. Eu logo entendi o ponto. “Sim, nós ainda fazemos o que era feito todas as noites antes de descobrirmos Anthony!”



A risada de Alice me assustou, quem estava nas mesas próximas nos olhou com semblante surpreso. “Uh, é a mesma coisa?”



Foi inevitável não corar e não ser inundada por cenas indecentes. Nada havia mudado entre mim e Edward. Meus picos de libido eram inesperados, era só olhar para Edward e tudo em mim esquentava e era muito fácil deixá-lo no mesmo estado de espírito. Nós estávamos excelentes em administrar meu novo corpo, as mãos grandes e fortes viviam passeando em meu quadril largo e em minha cintura inexistente.



Rosalie estralou os dedos em minha frente, querendo uma resposta. Eu sorri para as duas. “É melhor ainda!”

(...)

Encarei os produtos na prateleira, sem saber como comprar coisas para um pós-parto. Olhei e olhei e, depois, descobri que eu precisaria de Edward. Ele sempre sabia o que seria bom para mim e para Anthony. A loja me dava diversas opções de artigos infantis, controlei-me e comprei apenas duas chupetas divertidas e um sapatinho verde, mais um para a coleção.



Lembrei-me dos planos que eu fizera para o meu dia, eu precisaria comprar tudo para uma boa torta de damasco. Segui lentamente para o supermercado, tentando não tropeçar em meus próprios pés. Enquanto eu procurava os ingredientes, tentei achar um motivo para Nova Iorque está tão azul e vermelha naquela tarde, se as pessoas não estivessem usando azul, elas estavam de vermelho. Olhei para mim e, surpreendentemente, eu estava de azul clarinho. No fim, eu não me senti tão deslocada.



Ao contrário do que eu imaginava, os corredores estavam cheios de homens carregando engradados de cerveja e falando alto. Pedi para que Edward não estivesse no meio deles. Esquivei-me dos homens apressados, minha barriga não parecia existir.



“Filhinho, as pessoas são loucas aqui fora, sim? Acostume-se!” Falei, acarinhando minha pele, senti, em resposta, um pequeno empurrão.



“Uh, você não gosta desse falatório, não é? Apenas da voz de seu papai, estou certa?” Perguntei baixinho, rindo da situação.



Minha condição me fez ficar pouquíssimo tempo na fila, ali, as velhinhas sorriam docemente para mim. Eu nunca sabia como me comportar naquelas situações, meu rosto sempre esquentava e eu soltava inúmeros agradecimentos.



Eu voltei para casa vigiando meu celular, não constava nenhuma mensagem de Edward. Apenas a de bom dia, mandada pela manhã, obviamente. O horário dizia que ele estava perto de chegar em casa, então não me surpreendi ao ver o par de tênis jogado perto da porta.



“Edward?” Chamei mais alto, olhando para a cozinha e não o vendo.



Esperei dois segundos e, quando a resposta não veio, me assustei. Era engraçado como coisas absurdas passaram em minha mente. Eu abri a porta de nosso quarto e logo uma música irritante fora captada por meus tímpanos. Existia certo conteúdo satânico ali.



A visão me fez sorrir, Edward escorria suor pelas costas e os braços pareciam que iriam entrar em esgotamento a qualquer momento, aquela parecia ser a segunda série de flexões que ele fazia.



Desliguei o celular dele, findando, assim, a música estranha. “Ei, amor?”



Edward me olhou, sem parar com os movimentos e sem interromper a respiração padronizada. Eu ganhei um sorriso cansado, mas cheio de luz. “Oi, linda!”



Sentei-me no chão, perto dele. “Tudo isso é para jogar em minha cara que você é lindo e malhado e eu sou sedentária e gordurosa?”



Minha fala causou uma risada estrondosa, Edward sentou-se rapidamente e me puxou para o colo. Ele afagou minha bochecha, sendo estritamente carinhoso. “Você está linda, é isso!”



Senti meus lábios queimando pelos dele, Edward captou o pequeno sinal. Os dedos migraram para minha mandíbula, fazendo um contorno minucioso. “Senti a falta de vocês, quando eu saí você estava dormindo tão bonitinha que preferi não te atrapalhar...”



Inclinei meu rosto, querendo um pouquinho daquela luz e felicidade. Edward pegou meu rosto e colou nossos lábios. “É horrível não te beijar todas as manhãs.” Eu disse baixinho, me deleitando com o contato.



Edward sorriu e entreabriu o par de lábios, pegando os meus. “Te amo, te amo, te amo!”



Deixei que ele conduzisse o beijo, Edward me mordeu devagarzinho e salpicou beijos em minha bochecha quente. “Como Anthony está?”



“Chutando e chutando, ele está com saudade de você, não é, bebezinho?” Ergui minha camisa e, sem eu perceber, Edward apoiou a mão sobre meu umbigo.



Nada era mais bonito que ver o olhar carregado de amor que Edward lançava para minha barriga, eu o entendia, era mágico amar incondicionalmente alguém que nunca virmos na vida.



“Filhote, o papai também sentiu saudades; mais tarde eu quero seus chutes, sim?” A voz cantada soou contra minha pele, aproveitando a distância mínima, Edward beijou meu ventre, fazendo cócegas em mim.



A sessão de carinhos terminou minutos mais tarde, Edward estava inclinado a ficar horas fazendo abdominais e flexões no tapete de nosso quarto, eu estava amando a parte de ele ficar sem camisa e fingir que era um atleta profissional.



Sabendo que eu não teria a atenção de Edward, fui para a cozinha e preparei a torta de damasco. O resultado ficara longe do esperado. A decoração estava bonita, mas o gosto era duvidoso, meu paladar dizia que estava doce demais.



Ouvi os passos de Edward, mas não me virei para ele; continuei encarando a torta desastrosa. De soslaio, o vi abrindo a geladeira e enchendo um copo de água, eu contei as cinco primeiras pedras de gelo que ele colocou na água.



“Esse cheiro está me matando, minha fome me permite comer essa torta inteira!” Edward falou ao meu lado, enquanto lambuzava o dedo com um pouco de caramelo.



Meu sorriso saiu sem vontade, Edward olhou sugestivamente para mim, me pedindo menos evasão. “Está muito doce, Edward! Nem você vai aguentar comer.”



E nessas horas eu entendia o porquê de eu amá-lo tanto, pois, ele, simplesmente, tirou um pedaço gigante daquela torta ruim e comeu com uma cara ótima. Talvez Edward fizera aquilo para me agradar, ou, por, realmente, ter gostado da torta. Eu acreditava fielmente na primeira hipótese.



“Por que você está fazendo isto?” Perguntei sem disfarçar meu sorriso, dessa vez, feliz e verdadeiro.



Edward jogou para o inferno a distância que nos separava, minha pele queimou sob o toque doce e reconfortante, eu olhei para o enlace de nossas mãos. “Eu não gosto quando você me dá sorrisos tristes, Bella.”



Minhas reações de mulher grávida sempre me assustavam, mas só consegui sorrir mais e mais, não sei quando e como, mas eu me joguei nos braços de Edward. “Eu te amo!”



Ele aceitou meu abraço e afagou minhas costas, deitei minha cabeça no ombro dele e inspirei o cheiro que eu gostava, embora eu sentisse apenas o suor. Minhas mãos fizeram uma inspeção dos músculos recém trabalhados. Estava tudo tão firme!



“Pretende ficar mais forte que isso?” Perguntei sem tirar meu rosto da curva do pescoço dele. “Você vai ficar estranho se virar uma pilha de músculos!”



Edward riu baixinho e levou as mãos para minha cintura, eu mal o senti me colocando sobre o balcão da cozinha. “Eu só estou um pouco forte!”



Aquela discussão não nos levaria a lugar nenhum, Edward também sabia disto. Ele bebeu a água gelada com certo desespero, as pedras de gelo ficaram no fundo do copo. Observei-o atentamente, sorrindo para ele. A resposta de Edward foi me beijar de um jeito louco, o beijo era agradavelmente gelado.



Era muito fácil me entregar aos beijos de Edward, a diferença de temperatura me fazia ir mais libidinosamente com minha língua, o barulhinho de nossos lábios me fazia sorrir como uma demente.



O beijo bom foi encerrado aos poucos, Edward estralou outros em meus lábios úmidos. “Eu sou tão tarado por sua boca, Bella!”



A confidência saiu divertida, aproveitei para beijá-lo mais um pouco. “Uh, eu sou tarada por cada parte sua, isso me faz mais pervertida que você?”



Edward pareceu pensar, depois, sorriu como um menininho. “Definitivamente!”



Procurei os olhos verdes e sorri para eles, Edward e eu ficamos um bom tempo ali, conversando sobre nosso dia, sobre nosso filho. Comendo a torta ruim e trocando carinhos sutis, talvez fosse demasiado juvenil, mas eu amava o simples fato de minha mão estar entre as de Edward. Ali existia calor e proteção.



“Quer tomar banho comigo?” Edward perguntou com a voz baixa, roçando os lábios em meu ombro.



Assenti positivamente, antes que eu descesse do balcão, Edward me pegou no colo. “Estes músculos devem servir para alguma coisa, não é, linda?”



Bati-lhe no ombro, falsamente irritada. “Então eles servem para carregar sua namorada obesa?”



Edward sorriu alto e me colocou sobre os próprios pés. “Eles servem para você não ficar cansada!”



As respostas de Edward sempre seriam melhores que as minhas, então, preferi aceitar aquela resolução. Tirei minhas roupas e as de Edward, fazendo um amontoado de tecido perto da porta.



Dividimos espaço debaixo da água morna, Edward alisava meu corpo, passeando as mãos por meus peitos e coxas. Olhei risonha para a ereção que ele ostentava, eu sabia que aquilo era uma reação natural, porém, era uma reação física. Edward nem eu estávamos a fim de nos atracar naquele banheiro. Mente e corpo não estavam na mesma freqüência.



Edward foi o primeiro a enrolar a toalha na cintura, ele me beijou delicadamente e saiu do banheiro, deixando a ducha morna apenas para mim. Terminei minutos mais tarde, me lambuzei com os cremes e soltei meus cabelos.



“Baby, você viu minha cueca branca?” Edward perguntou curioso, apenas com a cabeça para dentro do banheiro.



Estranhei a pergunta, pois Edward sempre dormia sem cueca, as coisas de menino dele sempre ficavam soltas dentro do moletom. E por que diabos ele queria especificamente a cueca branca?



“Uh, eu não a vi, procure nas roupas que eu trouxe da lavanderia...” Falei com evidente desinteresse, ouvi um muxoxo saindo dos lábios de Edward.



Prendi a toalha em meus peitos e saí do banheiro, eu me assustei e sorri quando vi cena. Edward estava todo de azul, eu enxerguei o tradicional NY em cada peça de roupa que ele usava. O boné azul marinho estampava Yankees na parte frente. A calça era azul e com o distintivo bordado na altura da coxa. A camisa era branca e larga, era óbvio que ela também carregava as letras bordadas. E Edward estava ridículo!



“Que merda é essa, amor?” Perguntei, dando passos na direção dele.



Edward me olhou como se eu não pertencesse ao reino animal. “Bella, a final é hoje! Nós vamos destruir o Red Sox!”



A fala tinha uma energia diferente e, naquele momento, eu percebi que Edward era fanático por beisebol. “E por que você precisa da cueca branca?”



O vermelho fluiu para as bochechas dele, tornado-as escarlate. E aquilo era fofo pra caralho, eu me vi desesperada pela resposta. Edward sorriu envergonhado, escolhendo as palavras.



“É a minha cueca da sorte!” Ele disse com certa timidez, como se fosse um erro ser metódico e supersticioso. Talvez fosse um erro para um homem de vinte e seis anos!



Eu o beijei na falta de outra reação. “Você é fofo, Edward! Só pode ser aquela branca? Vou procurar para você.”



“Ei, Bella? Uh, você poderia usar alguma coisa azul? Nós realmente precisaremos de muita sorte essa noite!” Edward perguntou enquanto me ajudava a revirar as gavetas.



Aproveitei para escolher coisas azuis para mim também, estava calor e eu decidi ficar apenas de calcinha e sutiã. “Estou bem assim?”



Edward me mediu de corpo inteiro, arfei com o sorriso quente que ele me lançou. “Você está deliciosa!”



Ignorei o comentário e voltei minha atenção para a gaveta, depois de muito procurar, encontrei a tal cueca. Os olhinhos de Edward brilharam! “Por isso que eu te amo!”



A televisão estava me ensurdecendo, mas Edward parecia animado. Meu namorado era um torcedor louco, daqueles que colocavam bandeiras na sacada da sala, que gritavam com a TV, que soltavam palavrões feios a cada lance.



“Anthony deve estar assustado com você!” Falei e pousei a mão dele em minha barriga, causando sorrisos fáceis em Edward.



“Filhote, você está amando, não está? Fala pra mamãe que você precisa ser Yankees desde pequenininho!” Edward tirou os olhos da televisão por dois segundos e encarou minha barriga.



Nosso bebê era um exímio chutador à noite. Ajeitei-me nos travesseiros e almofadas. A cada reação louca de Edward, Anthony me chutava. Eram pai e filho querendo logo a vitória.



Em algum momento, o jogo tornou-se angustiante. A diferença na pontuação quase não existia e o time vermelho estava evidentemente melhor. Pedi para que os Yankees ganhassem, para o bem do equilíbrio emocional de Edward.



O semblante de Edward era de nervosismo e de ansiedade. Eu o beijei, tentando passar calma e confiança. “Ei, nós vamos ganhar, pode apostar!”



Meu discurso fez com que os jogadores dessem a volta por cima, rapidamente o jogo estava novamente sob controle e vitória seria uma questão de tempo. Edward piscou para mim, agradecendo silenciosamente. E, quando aquele jogo acabou, meu filho e eu fomos obrigados a ouvir uma gritaria sem fim de Edward.



Edward me beijou com certo desespero, ele só estava comemorando. Eu sorri deslumbrada.



“Anthony, seu papai está tão louco!” Falei baixinho para minha barriga, não tão baixo a ponto de Edward não me escutar.



“Bebê, sua mãe fica me difamado, eu só estou feliz, nosso time é campeão!” Edward falou contra minha pele branca, porém os olhos estavam cravados nos meus.



“A gente pode ir dormir agora? Estou morrendo de sono!” Questionei-o já caminhando para o quarto.



Para variar, Edward me pegou nos braços e me colocou em meu lado da cama, vi o tirando a camisa e a jogando para o chão. A noite estava quente e apenas um lençol nos protegeu.



A mão quentinha não demorou a migrar-se para minha barriga. Edward fazia desenhos aleatórios e cantava baixinho uma música qualquer. Anthony também não demorou a reagir aos estímulos, ele me chutava e, conseqüentemente, trazia sorrisos para os meus lábios e para os de Edward.



“Ele te ama tanto, amor!” Chamei a atenção de Edward, os olhos me fitaram, eu vi a admiração despontando no verde claro.



“É tão difícil imaginar que, daqui dois meses, ele vai estar em nossos braços. A gente vai descobrir com quem ele se parece, se ele vai chorar horrores durante a noite...” Edward divagou, o rosto bonito estava a centímetros do meu.



Levei minha mão para a bochecha dele e, simultaneamente, Edward subiu o pé por minha panturrilha. Eu sorri, lembrando-me da primeira que ele fez aquilo comigo. Edward pegou meu olhar e também sorriu.



“Aquela noite foi estranha!” Ele simplesmente falou, sendo sincero em demasia.



Joguei meu corpo para o dele, embora minha barriga sempre ficasse em nosso caminho. “Todas aquelas noite foram estranhas, era tão constrangedor dividir a cama com você...”



Edward abriu um sorriso perfeito e os lábios trouxeram certa malícia. “Você me deixava tão duro naquela época! Era um sacrifício disfarçar.”



Corei por reflexo, mas permiti-me sorrir também. “Uh, eu tinha pensamentos proibidos com você, eu me achava meio louca...”



Nós dois sorrimos, o nariz de Edward bateu no meu. “E agora a gente se gosta de um jeito maluco!”



As palavras eram pura certeza, abracei-o delicadamente. “Boa noite, te amamos!”



O toque em minha barriga tornou-se ainda mais calmo. Anthony nunca dormia à noite, ele reservava aquele período para me chutar incontrolavelmente. “Carinha, deixe a mamãe descansar um pouquinho, sim? Boa noite!”



Edward tomou meus lábios, brincando e deixando beijinhos. “Amo você, até amanhã.”



Eu retribuí o carinho, o sono me dominava aos poucos. Edward não parou de cantarolar e Anthony me chutava a cada desafinação. E aquele era o jeito que eles conversavam, conversa de pai e filho. Conversa em que não se tinha espaço para a mamãe. E mesmo que eu quisesse participar, não daria certo. Eu não sabia cantar.

(...)

Bati meus dedos na mesa e alternei olhares entre a tela do computador e os ponteiros do relógio. Exatamente três horas da madrugada, Edward estava perto de terminar o plantão. Aumentei o volume do rádio, meu coração estava apertado e eu odiava a sensação. As notícias beiravam os acidentes noturnos e eu rezava para que nada tivesse acontecido com Edward.



Anthony também estava quietinho, os chutes eram quase imperceptíveis. “Bebê, por que a mamãe está tão estranha? Eu não entendo, está tudo bem com você e comigo... Não há motivos para eu estar tão triste...”



Cobri-me com o lençol, minha barriga parecia um ovo gigante. As únicas roupas que me serviam eram as roupas de Edward. A insônia era uma constante, mas eu não me importava. Eu realmente ficava aliviada ao ver Edward passando são e salvo pela porta.



Olhei para minha barriga, ela não me deixava enxergar meus pés. Eu amava meu ventre volumoso e alvo, mas eu não poderia mentir, eu estava contando os dias para o nascimento. A ansiedade era algo me dilacerava.



O barulho da porta sendo destrancada me fez sorrir. Edward levou segundos para estar em nosso quarto. Ele entrou sem fazer barulho, provavelmente, esperando me ver dormindo.



“Bella?” Edward me chamou baixinho, a voz evidenciava um cansaço de outro mundo.



Abaixei a tela do computador e sorri para ele. “Estou sem sono.” Sanei a dúvida silenciosa.



Os passos de Edward eram lentos, não porque ele os queria assim, mas sim pela exaustão estampada no rosto dele. Edward deitou-se ao meu lado, os olhos fechariam a qualquer momento.



“Você está bem, amor?” Perguntei com medo, meus olhos procuraram os dele. Edward me deu um meio sorriso.



Senti-o pegando minha mão e beijando-a. “Eu estou exausto!”



Eu fiquei em silêncio, apenas encarando o rosto de Edward, eu sabia que ele tivera um dia de merda. A necessidade de abraçá-lo me assolava, decidi não protelar minha vontade. Passei meus braços pela cintura larga, meus dedos trilharam o tecido grosso do uniforme.



A respiração de Edward era calma, ele soltava o ar devagarzinho, fazendo-o chocar contra minha pele. “Você também não parece bem, baby.”



Fiz uma careta para as palavras, Edward abriu minimamente os olhos e levou a mão para minha barriga excessivamente grande. O chute de Anthony foi forte, um cumprimento.



“Bebê, o pai está morto de cansado, amanhã a gente conversa, tá?” Edward usou um tom doce e quase inaudível, os dedos longos subiram por meu pescoço e acarinharam minha bochecha.



Meus olhos pegaram os dele e nos ficamos presos naquela troca de olhares. E, de repente, tudo pareceu certo entre nós. Edward precisava de mim, eu precisava dele. O abraço tornou-se mais aperto e, estranhamente, meu coração também doeu mais.



“Por que você está triste? Foi algo que eu fiz?” As palavras de Edward foram doloridas, eu não admitiria que ele pensasse uma bobagem daquelas.



Peguei o rosto quadrado em minhas mãos, o calor era reconfortante. “Não seja bobo, Edward! Está tudo bem comigo, sabe, só estou estranha, é coisa de fim de gravidez, não se preocupe...”



Minha resposta pareceu não satisfazê-lo, preferi, então, colocar tudo para fora. Apropinqüei-me mais, minha perna descansou sobre o quadril dele. Eu vi faíscas quando meu olhar pegou o dele.



“Eu estou com medo, amor. Eu tenho medo de te perder, desse telefone tocar e me dizer que alguma coisa aconteceu com você... Eu sei que você é cuidadoso, mas, por favor, não queira ser um herói todos os dias, agora você vai ser pai, seu filho é quem mais precisa de você...” Minha voz embargou no final, as lágrimas fizeram meus olhos arderem.



Edward pastou os dedos logo abaixo de meus olhos, tirando a umidade recém acumulada. “Baby, eu estou aqui com vocês, sim? Nada vai acontecer com a gente.”



Aconcheguei-me ao peito tonificado, fungando. “Você não pode morrer, Edward! Não pode!”



“Olhe para mim, Bella, por favor.” Edward pediu com firmeza, ele puxou delicadamente meu rosto, a mão protetora desceu para minha barriga.



“Eu não quero que você pense neste tipo de coisa, ok? Não é bom para você, nem para nosso bebezinho. Eu estou bem, só foi um dia cansativo, essas coisas acontecem.” Tentei acreditar nas palavras, mas era impossível. Eu daria tudo para tirar o nó em minha garganta e o aperto em meu coração.



“Parece ser um pressentimento ruim, eu estou cansada de perder as pessoas que eu amo, eu não suportaria ver você partindo...” Confessei entre soluços, meus olhos viam a dor preenchendo o rosto de Edward.



Edward sentou-se na cama, encostando as costas na cabeceira. Ele me pegou no colo, como um bebê. “Bella, meu amor, fique calma, ok? Nada de ruim vai acontecer comigo, eu sei me cuidar. Descanse, sim? Isso é culpa dos hormônios!”



Eu sorri na última parte, Edward brincou com meus cabelos, fazendo e desfazendo nós. O ato me assustou, pois Charlie fazia exatamente aquilo quando eu era criança. “Meu pai sempre brincava com meu cabelo, me dava sono...”



Edward sorriu de verdade para mim. “Conte-me sobre Charlie e Renée?”



O pedido me trouxe lágrimas nostálgicas, era tão simples e fácil falar sobre meus pais. Puxei o computador para o meu colo, abri as pastas cheias de foto de família. Edward escutava cada história com atenção. Ele me dava sorrisos doces.



“Seu pai era tão ciumento! Ele nunca me deixaria chegar perto de você.” Edward encerrou o silêncio curto, ele brincou com a pele exposta de meu pescoço.



“Seria uma lástima contar-lhe sobre Anthony, meu pai te faria casar comigo!” Falei sorrindo também, eu sabia que Edward adoraria aquele tipo de ordem.



Senti um beijo casto sendo depositado em meus lábios, o primeiro da madrugada. “Por que você foge do matrimônio? Parece uma ideia horrível para você?”



Tive um vislumbre de Edward me esperando no altar, o sorriso que ele segurava era iluminado e perfeito. Eu caminhava lentamente para o meu futuro junto dele. “Eu te amo, amor! É meu sonho me casar, mas a gente pode esperar, não é? Seria uma graça se Anthony carregasse nossas alianças.”



Minha tristeza desapareceu momentaneamente, pois nada era mais belo que os olhos brilhantes de Edward. Ele me beijou mais um par de vezes, o formigar de meus lábios era sobrenatural, eu poderia passar uma vida inteira beijando-o.



“Está melhor?” Edward perguntou com a mão sobre meu coração. “Eu quero que você fique feliz, Anthony também quer isto.”



“Nosso filhotinho está preguiçoso hoje, só está me dando chutes levinhos, ele também está louco para conhecer o mundo fora de minha barriga.” Falei mais alto, ainda sem a felicidade que Edward queria.



“Eu vou sentir falta de você grávida, eu me acostumei com o barrigão, entende? Com os peitos gigantes, com as coxas grossas... Eu vou sentir falta de tudo!” Edward disse contra minha boca, eu beijei o biquinho fofo que ele fez para mim.



Anthony viria ao mundo dali, aproximadamente, cinco semanas. Eu riscava os dias no calendário que Edward colocara na geladeira, faltavam apenas trinta e cinco. Eu tentava não pensar no parto, nem na dor. Eu sabia que, quando a hora chegasse, eu daria conta e colocaria meu filho para fora. A mão de Edward estaria segurando a minha e, então, tudo daria certo.



“É melhor dormimos, amor! Desculpe por te fazer ficar acordado e aguentando minhas crises!” Pedi antes de beijá-lo, Edward acarinhou minhas bochechas enquanto nossos lábios moviam em uma sincronia perfeita.



“Eu não vou dormir enquanto seus olhos não brilharem, eu quero tirar essa coisa ruim de seu coração, linda.” As palavras foram doces, assim como o beijo em minha testa.



Então, eu me senti culpada. Era obrigação minha espantar meus pensamentos ruins, não de Edward. Ele estava cansado e precisando dormir algumas horas, mas ele só estava pensando no meu bem, como sempre.



“Eu já disse que você é tudo para mim e para Anthony?” Perguntei e aproveitei para deixar beijinhos no ombro largo.



Edward ergueu meu rosto, existia uma pontada enorme de amor no olhar que ele me dava. “Preciso te mostrar uma coisa!”



“Uh?” Perguntei por reflexo, Edward nos tirou da cama. Os passos nos levavam para o quartinho de Anthony. Eu sorri ao descobrir onde ele guardava as chaves do cômodo, elas estavam dentro de tênis sujo, que eu nunca arriscaria tocar. Poderia sair animais de dentro dele.



Senti meus pés sobre os de Edward, perguntei-me como ele sempre conseguia aquela façanha. Nós dois encaramos a porta, minha mão estava sobre a de Edward.



“Está quase pronto, espero que você ache bonito.” A voz de Edward era cheia de temor, como se fosse possível eu achar feio o quarto de meu filho.



Girei-me para ficar de frente para Edward, meus dedos silenciaram as próximas palavras dele. “Ei, papai do ano, nós vamos amar. Mal posso acreditar que você vai me deixar conhecer o quarto de nosso bebê.”



“Feche os olhos e não os abra, sim?” Ele pediu e colocou a mão para vedar meus olhos, eu tremi por antecipação.



Dei passos calmos para dentro do quarto, não tinha cheiro de tinta. Edward estacionou atrás de mim e descansou o queixo em meu ombro. Ele respirava contra minha pele, quase em expectativa também. “Abra!”



Não consegui obedecê-lo de início, pois minhas pernas tremiam e eu estava adorando as ondas que subiam e desciam em meu estômago. Lentamente, abri meus olhos e o que eu vi fez-me chorar. Era o quarto mais fofo de todos os tempos.



Meus olhos não perderam nenhum detalhe. O azul era uma unanimidade, alternava tons mais claros com outros mais intensos. Os móveis ocupavam milimetricamente o lugar perfeito. O berço no centro, com um móbile de bichinhos logo acima. Os lençóis eram branquinhos e com as bordas trabalhadas em azul clarinho, o quarto me lembrava o mar, talvez, o céu. A poltrona para eu amamentar estava perto da janela, que tinha uma persiana parcialmente aberta.



As luzes não eram fortes e brancas, elas faziam uma penumbra, traziam conforto e calma. A cômoda estava perto da parede, eu abri as gavetas e encontrei as roupinhas lavadas e perfeitamente dobradas. Era incrível o fato de Edward ter pensado em tudo.



As outras gavetas tinham fraldas, lenços umedecidos, algodão e todas as coisas que meu bebê precisaria. Eu estava em um sonho muito bom, muito bom mesmo.



Senti a umidade descendo por minha bochecha, levei as costas de minhas mãos para secá-la. Procurei por Edward, ele estava estático perto do berço, mas ele sorria como um anjo. “A gente pode mudar o que não estiver de seu agrado...”



Caminhei lentamente para ele, sentindo minha barriga me puxando para o chão e Anthony me chutando como um louco, dizendo que também amara o cantinho dele.



“Edward, está tudo perfeito! Meu Deus, está lindo, nem em meus melhores sonhos... Como você conseguiu fazer isto?” Perguntei estupefata.



Ele me abraçou antes de me responder, os beijos começaram em minha testa e desceram até perto de meus olhos. “Jura que gostou? Preciso te mostrar um tanto de coisa.”



Edward começou me mostrando o sistema de iluminação, os abajures eram delicados e tinham baixa luminosidade. O chão era coberto por um tapete simples, sem qualquer tema. Sem eu perceber, uma música conhecida começou a tocar. Edward apenas me deu um sorriso calmo.



“Anthony adora música, talvez ele goste de ter um pouco aqui fora também.” Edward me explicou sorrindo, a caixinha de som era minúscula e o som, baixinho. Escutei as outras músicas, eram as mesmas que Edward colocava para eu dormir e acalmar nosso filho.



O braço forte guiou-me para a outra parede, avistei diversas fotos. Desde recente às mais antigas. Edward brincando com minha barriga, ultrassonografias, fotos de Esme e Carlisle e, me fazendo chorar copiosamente, vi uma foto de meus pais. O sorriso de Charlie e Renée era enorme, como se eles estivessem completamente felizes por terem um netinho.



Coloquei a mão de Edward em minha barriga e o fiz me olhar nos olhos. Os chutes de Anthony causaram uma série de sorrisos em Edward.



“Nós não sabemos como te agradecer, Edward! Eu estou deslumbrada e feliz, feliz como nunca.” Admiti baixinho, lutando contra as lágrimas.



Edward segurou meu olhar, ele sorriu abertamente no fim. “Seus olhos estão brilhando, aliás, você é meu Sol, não é mesmo?”



“E você é o meu tudo!” Lancei para ele, Edward apenas me beijou e me carregou para o nosso quarto.




“Você precisa dormir, baby.” Ele disse no mesmo instante que tirou o uniforme. O short de pijamas fora colocado com uma velocidade anormal.



Ajeitamo-nos na cama, o desconforto crescia com a proximidade do parto. Minha respiração sempre se tornava difícil, a melhor solução era sempre eu dormir mais sentada que deitada, apoiada sobre mil travesseiros.



“Fique pertinho de mim, linda!” Edward pediu e me puxou para o lado dele. Minha barriga chocou-se com a dele e nós sorriamos.



Deixei que meus olhos se fechassem por conta própria, enquanto eu consegui, admirei o rosto de Edward, ele era lindo dormindo. Minha mão pousou sobre o coração que batia ritmado. Fiz desenhos bobos, como, por exemplo, um coração com nossas iniciais dentro. O trepidar era tranqüilo, o som embalou meu sono. Nem mesmo meu coração apertado conseguiu vencer a escuridão.

(...)

O sonho era engraçado, cheios de cores e de formas. A neve era lilás e eu brincava como uma criança, eu sorria e falava alto. Procurei Edward ou Anthony naquele sonho bom, mas eles não estavam. Eu sabia que Edward dificilmente estaria nele, era uma merda não consegui sonhar com aquele homem. O meu bebezinho também não estava, então eu percebi que eu era muito nova naquele sonho, talvez com uns quinze anos.



Rolei na cama, querendo outro sonho. Mesmo dormindo, senti o corpo másculo de Edward contra o meu. Levei meus braços para o pescoço dele, Edward era quentinho e nada era melhor que está agarrado a ele.



Um sonho novo não se fez em minha mente, mas, para o meu completo desespero, rapidamente reconheci o local onde eu estava. Eu lembrei-me das falas, da ameaça. De tudo.



Era instantâneo, minhas pernas paralisaram e de minha boca nada saia, eu só queria fugir ou, simplesmente, acordar. Busquei forças para abrir meus olhos, mas nada acontecia, eu ficava ali, tremendo de medo e sentindo as lágrimas se enclausurarem atrás de minhas pálpebras.



A voz de Edward não demorou três segundos para soar contra meu rosto, tinha dor, desespero e medo. Eu queria acatar o pedido dele, o tom agoniado pedia para que eu acordasse. Lentamente, a cena e a ameaça ficaram mais longe e, gradualmente, eu voltava para a realidade.



Tudo estava embaçado, mas eu vi perfeitamente o rosto dolorido de Edward. Os olhos verdes estavam úmidos e amedrontados. Ele me abraçou num rompante, pretendo-me a ele.



Ninguém não disse nada, pois não sabíamos o que deveria ser dito. Eu chorei baixinho, perguntando o motivo daquela merda voltar para nossas vidas. Afaguei minha barriga e, instantaneamente, meu corpo tremeu de pavor.



“Anthony!” O simples nome fez Edward me soltar abruptamente, ele desceu para minha barriga, cheio de desespero.



Cada célula minha tremia, Anthony significava a ausência de sonhos ruins, eu preferi não pensar o que significava o retorno dos pesadelos. A mão de Edward traçou a parte baixa de minha barriga, os olhos eram judiados e ansiosos. Eu sabia que Anthony não estava se movendo, minha barriga era uma calmaria sem fim. Foi difícil me segurar, encolhi-me para abraçar meu ventre e chorar em desespero.



Edward saiu da cama e pegou o telefone. “Pode ter acontecido alguma coisa, você precisa ir ao hospital.”



A ligação para o telefone particular de Dr. Jeremy não durou cinco minutos. Não existia nenhum corrimento, nem dores. Edward tentava explicar a situação sem mencionar o pesadelo idiota. Eu fazia tudo que Edward me orientava, deitei com a barriga para cima e esperei o que pareceu ser uma eternidade.



O chute vigoroso me acalmou, puxei a mão de Edward, tentando transmitir o alívio para ele. O sorriso foi doce, Edward abafou a ligação. “Você quer ir ao hospital para ouvir o coraçãozinho dele?”



Movi minha cabeça em negação, sair daquela cama significava uma queda eminente. Minhas pernas ainda tremiam, os choques nunca se dissipavam. “Nós estamos bem, amor.”



Edward desligou o telefone e veio para me carregar no colo. “Por favor, me diz que isto não está acontecendo!”



A dor estava em cada palavra, Edward parecia perdido e triste. Eu não tinha a resposta que ele queria. “Edward, vamos dormir, sim? Você está aqui comigo, nada vai me acontecer.”



“Bella, você não entende como eu estou desesperado, eu estou sem chão...” Edward disse com os olhos cerrados, lutando contra as lágrimas.



Corri meus dedos pela região abaixo dos olhos dele. “Não chore, por favor.”



“Eu quero tanto tirar isto de você, Bella! Eu odeio esse maldito pesadelo, odeio a maneira que ele te afeta, você não merece uma merda dessas em sua vida!” As palavras foram firmes, Edward não tirava os olhos dos meus, nem as mãos de meu ventre.



“Eu amo você, linda. Por favor, me diga sobre o que é este pesadelo, por favor?” Ele pediu em tom sofrido, com o cenho franzido.



Tombei minha cabeça no ombro dele, sabendo que o pesadelo idiota nunca aconteceria. Era injusto colocar mais preocupação na cabeça de Edward. A ameaça nunca se concretizaria, não havia como ela acontecer. O destino tinha errado comigo e eu agradecia todos os dias por aquilo.



“Edward, você não precisa saber. Eu estou bem, não é mentira.” Tentei argumentar, mas, internamente, sabia que não surtiria muito efeito.



“Bella, por Deus, deixe-me saber, eu preciso...” Edward meu deu seu melhor tom dolorido, o que meu fez meu coração contorcer. Eu sentia a dor que ele sentia.



Acarinhei-o na bochecha, tirando as últimas lágrimas. Minha decisão poderia soar ruim para mim, mas ela traria o sorriso ao rosto de Edward. “Ei, podemos deixar isto para amanhã?”



Edward piscou duas vezes, entendendo meu ponto. O sono estava me dominando e eu queria descansar. “Como quiser. Venha cá!”



Aconcheguei-me nos braços dele. Edward estava completamente em alerta. “Não vai dormir, amor?”



Ele acenou em negativa e beijou minha testa. “Eu gosto de te ver dormindo e, se acontecer qualquer coisa, eu vou estar aqui.”



“Obrigada por sempre me dar motivos para eu te amar mais e mais.” Falei baixinho, puxei o lençol sobre meu corpo e fechei meus olhos. Pensei no dia de amanhã e na conversa que eu teria com Edward. Antes de dormir profundamente, eu me lembrei daquilo que mais me aterrorizava.



“Olhe para mim, porra!” Eu estava triste sobre a última imagem que eu iria ver. Olhos claros me fuzilando. Corpo ereto, com a arma baixa, ela ainda não estava apontada para mim.



Fechei meus olhos timidamente, esperando o tiro que iria acabar com minha curta vida. Eu tremia em descompasso, meu coração estava na garganta e a expectativa da morte rondava todos meus pensamentos.



Os minutos se passaram, nas nada aconteceu. A morte não poderia ser tão indolor e silenciosa. Abri meus olhos e encontrei um sorriso de escárnio, de deboche e, no rosto de Sebastian, o sorriso me dizia que ele estava amando aquela situação.



Olhei para baixo, fugindo do rosto que eu detestava. Sebastian caminhou para mim, ainda com a arma em mãos. O toque áspero começou em minha têmpora e desceu até meu lábio que tremia.



“Você é tão medrosa, Isabella. Como um animal covarde...” Sebastian falou a milímetros de minha boca, ele colou os lábios nos meus, me mordendo até sangrar.



O gosto de ferrugem me fez ficar zonza e fechar os olhos. Ouvi uma risada baixíssima, Sebastian parecia satisfeito. “Sabe, eu passei anos pensando em como te matar, mas é tão bom ver essa sua carinha de medo, de menina desesperada...”



As palavras causaram eco, nada saia de minha boca. Eu merecia mesmo a morte, a vida era para os fortes, não para quem aceitava a humilhação e a dor. Fracos não duravam muito tempo, o meu já estava acabando.



“Seja rápido, por favor.” Pedi com um fio de voz, meus punhos se fecharam em minha camisa e eu aceitei meu destino.



E, de novo, o barulho não aconteceu. Sebastian não estava hesitante, ele só queria prolongar meu sofrimento, minha agonia. A arma estava fixa na mão dele, o que me fazia ofegar.



Ele deu passos para trás, assumindo sua posição inicial. “Abra os olhos e me escute.”



Quase sem alternativas, fiz o que ele solicitou. Sebastian empunhou a arma, levando-a até a altura do ouvido, eu tinha nojo do sorriso que ele me dava. Eu não entendia nada, muito menos aonde ele iria chegar com aquela cena.



“Você não é uma garota de sorte, Isabella. E, mesmo sem minha presença, sua vida vai continuar sendo um inferno, sabe por quê?” Ele me perguntou com autoritarismo, sorrindo a cada palavra proferida.



“Não.” Restringi-me a uma única palavra, perguntei-me o motivo de eu estar mantendo aquela conversa.



“Porque quando você menos esperar, alguém pior que eu vai entrar em sua vida, ele vai te destruir do pior jeito que existe, ele vai te quebrar, fazer seu mundo sair de órbita...” Sebastian pausou em cada palavra, me fazendo registrá-las. Era uma ameaça.



Eu sorri fraquinho, ele era mesmo um doente. Não fazia sentindo nenhum aquela fala. Encarei-o por longos instantes, esperando meu fim.



“Não duvide de mim, Isabella. Eu te conheço, você está morrendo de medo, não está? Eu ainda vou te infernizar, mesmo não estando aqui.” Ele disse sorrindo, depois, o barulho que eu tanto esperei, aconteceu.



O corpo desmontou em minha frente, o sangue fez poças no tapete, saindo pela boca e pelo ouvido. Eu gelei por completo, não acreditando na imagem.



Eu fiquei paralisada por incontáveis minutos, sem saber como sair dali. Meu corpo não me obedecia e minha mente estava congestionada. Ele estava morto, mas eu não me sentia livre e, estranhamente, presumi que a ameaça poderia, sim, tornar-se realidade, mesmo sabendo que ninguém poderia ser pior que Sebastian.



Olhei uma última vez para o corpo sem vida e percebi que Sebastian sempre esteve morto, não existia muita diferença entre ele vivo e ele morto. Eu nunca vira um sorriso sincero, ou olhos brilhantes. Eu senti um pouco de pena.



“Não conseguiu dormir?” Edward perguntou baixinho, massageando meu couro cabeludo. “Vocês precisam descansar.”



Eu sorri para ele. Edward ainda estava assustado, mas me dava um sorriso bonito. Beijei-o no peito, agradecendo por ele estar comigo em todas as horas. “Ei, não se preocupe, é só um pesadelo idiota.” Falei convicta, tendo a certeza que o destino não ouvira a ameaça de Sebastian. Eu estava feliz e nutrindo um garotinho, ninguém viera para destruir meu mundo. E existia Edward, aquele que sempre sorria sinceramente para mim, aquele que dava um olhar quente, com os olhos brilhantes.



“Está tudo certo, Edward. Boa noite.” Falei e o beijei, o gosto era doce e o toque, gentil.



Ele retribuiu o carinho, sendo mil vezes mais doce. “Durma, bons sonhos. Eu estou aqui, sempre. Com vocês.”




Continua...




2 comentários:

LAV RIBEIRO disse...

nossa to muito curiosa em saber qual sera a reação de BELLA ao saber que é ele.....quantos capitulos tem essa fic poderia me responder

Jannáyra Menezes disse...

Uh,que triste... nossa

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