FANFIC - PASSADO DISTORCIDO - CAPÍTULO 40

Olá Amores!!! Hoje vamos curtir o 40° capítulo de "Passado Distorcido". Quer acompanhar a história desde o início?Clique aqui.


Um legado deixado em uma carta. Até onde Edward iria para vingar o sofrimento e a morte de Sebastian? Encontrar aquela mulher, Isabella, era o seu objetivo de vida e o destino a entrega de bandeja.

Porém, as verdades absolutas de Edward se rompem quando os caminhos da vida mostram quem é Isabella. E quem Sebastian foi. Afinal, o passado não é, exatamente, aquilo que sempre pareceu ser.


Autora : whatsername
Contato : kellydomingoss (skype)
Classificação : +18
Gêneros: Romance, Universo Alternativo, Hentai, Drama
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo




Capítulo 40 - Our little sun is blue.




POV Bella



O sono era algo de outro mundo, os bocejos eram seguidos e longos. Eu me esforçava muito para ouvir as palavras de Edward, mas meus sorrisos saiam fáceis para ele, pois nada era mais agradável que vê-lo conversando com minha barriga.



“Bebê, que tal você nos deixar saber se você é uma garotinha ou um moleque?” Edward disse com a voz quente e enérgica, quase querendo uma resposta em voz alta.



Sorri para as palavras, tanto Edward quanto eu estávamos morrendo de ansiedade para saber o sexo de nosso bebê. Dr. Jeremy dizia que no quarto mês já seria possível descobrir, então eu não via a hora do dia de amanhã chegar. Ajeitei-me na cama e cocei minha barriga, Edward ria descaradamente para aquilo, ele nunca entenderia o quanto minha barriga coçava, todos esses efeitos colaterais estranhos provinham de minha pele que não parava de esticar.



Senti os beijinhos de Edward em meu ventre, ele segurava um sorriso amplo e presunçoso. “Eu sei que é chantagem, mas se você abrir as perninhas amanhã, eu prometo te dar um carro quando você tiver dezesseis e, se você for uma menininha, você poderá conversar com qualquer idiota a partir dos vinte anos!”



Qualquer um ouviria minha risada escandalosa, puxei Edward para cima, olhei-o ainda sorrindo. “Você é a pessoa mais boba, amor!”



Edward colocou os lábios sobre os meus, um carinho gostoso. “Eu só estou morrendo de curiosidade!”



Afaguei-lhe nos cabelos, agradecendo por ter um homem tão doce e protetor ao meu lado. “Eu também estou ansiosa, amanhã nós só vamos confirmar o que já disse mil vezes, será um menininho, Edward!”



Ele riu e me beijou mais, aprofundando um pouquinho. “Que, por favor, ele puxe a você!



Meus lábios curvaram num sorriso sincero, busquei os olhos verdes e enxerguei ali meu bebê bochechudo e loiro. “Eu quero que ele seja igual a você em todos os sentidos.”



Edward me deu duas piscadelas, meio confuso e perdido, querendo dizer algo que não foi dito. “Eu amo vocês!”



As palavras simples nunca parariam de me desestabilizar, levei meus dedos para contornar o rosto de Edward, ele fechou os olhos no meu primeiro roçar. “Nós também te amamos!”



Fechei também meus olhos e senti o abraço quente de Edward, nós ficamos ali, sem falar nada, sem querer dizer nada também. O pequeno momento durou longos minutos, eu não queria que acabasse.



“Com muito sono?” Edward perguntou contra meu rosto, sorrindo timidamente.



Não escondi meu bocejo, mas o sono já não estava tão intenso. “Não muito.”



Edward rolou para a extremidade da cama e pegou o celular e a Enciclopédia do bebê e da mamãe. “Quer ler um pouco em voz alta? Nosso bebê deve gostar de sua voz!”



Corei sem motivos, Edward me deu o livro grosso e cheio de imagens. Nós sempre fazíamos aquilo quando eu não estava com muito sono, sem contar que eu queria que meu bebê me conhecesse de todos os jeitos possíveis, seja pela minha voz, meu toque ou pela música que eu gostava de ouvir.



Abri o livro na página que indicava dezesseis semanas de gestação. Li os dois primeiros parágrafos, Edward e eu sorriamos a cada linha, a cada novidade sobre nosso neném, segundo as páginas coloridas, ele já bocejava, fazia caretas e dava sorrisos desdentados. Era engraçado saber que ele já tinha unhas e que brincava de com o próprio cordão umbilical.



A playlist de Edward estava cheia de músicas calmas e sem refrões ensurdecedores. A música embalava meu sono e Edward percebeu que era a hora de ele começar a ler.



“Venha cá, linda.” Ele nos ajeitou sob as cobertas, me colocando de lado e apoiando a mão no centro de minha barriga.



A voz de Edward era baixinha e quase cantada. Ele li alguma coisa sobre os órgãos de nosso bebê, como as pernas eram maiores que os braços. A cada palavra lida, o toque dele em minha barriga se intensificava, mas meu bocejo assustador o fez gargalhar.



Ganhei um beijo em minha testa, demorado e doce. “É melhor você dormir, Bella.”



O peito tonificado veio para ficar próximo ao meu e aquilo me fez gemer de dor. “Algum problema, baby?”



Senti minhas bochechas esquentando. “Meu peito está doendo muito, eles não param de crescer, Edward!”



Edward sorriu e me beijou com delicadeza no início, apenas brincando com meus lábios, depois, a língua quente pediu passagem e vibrou contra a minha, era sabido que aquilo não resultaria em nada, pois era impossível engatar um amasso com o sono que eu estava. Levei minhas mãos para os cabelos dele, puxando os fios da nuca.



Os lábios me deram um último beijo e Edward se afastou sorrindo. “Amanhã a gente dá um jeito nisto, né?”



Beijei o bico que ele fez para mim, pois Edward ficava fofo daquele jeito, todocarente. “Uhum!”



Virei para eu ficar de costas para ele, daquele jeito meu peito ficava longe de qualquer contato. Estávamos encaixadinhos e eu sentia a ereção cutucando minha bunda. Sorri, pois eu não entendia como Edward sempre terminava duro apenas com um beijo meu.



Antes que eu dormisse, arrepiei com os beijos que Edward colocou em minha nuca, eles eram molhados e longos. “Boa noite, linda.”



Fechei meus olhos e me perdi em pensamentos, todos com Edward. Eu deveria agradecer, pois nossa vida sexual não tinha mudado tanto, as bobeiras que eram feitas à noite ou pela madrugada foram esquecidas, meu sono não me deixava fazer nada. Porém, descobrimos que era ótimo transar de manhã, eu acordava animada e morrendo de vontade, os enjôos não existiam mais e Edward me levava ao céu sem qualquer dificuldade.



Deleitei-me com os beijos, meio sem fôlego. “Boa noite, Edward.”

(...)

Praguejei o som estridente do despertador de Edward, eu estava sonhando com o fundo do mar e tudo parecia cheio de vida. Abri minimamente meus olhos, o quarto estava escuro e quentinho. Minhas pernas estavam emaranhadas nas de Edward e o rosto dele estava na curva de meu pescoço.



Era complicado eu me virar e acordar Edward, preferi deixá-lo fazer isto sozinho. Moldei meu corpo ao dele, percebendo, assim, o membro duro contra a base de minha coluna. Suspirei meio deslumbrada, querendo qualquer tipo de alívio, pedi para que Edward acordasse rápido.



Olhei para a protuberância em minha barriga, acarinhei-a com a palma de minha mão. “Bom dia, filhinho!”



“Dormiu bem? A mamãe teve uma noite ótima.” Falei um pouquinho mais alto. “Você deve estar morrendo de fome, né? Daqui a pouco eu vou fazer algo bem gostoso para nós, sim?”



“Mmm.” Os barulhos matinais de Edward me fizeram interromper meu monólogo.



Movi-me contra o corpo quente dele. “Acordou?”



Edward abraçou minha cintura e enfiou a perna entre as minhas. “Mmm, bom dia?”



Apenas sorri verdadeiramente. “Tudo certo conosco, estou morrendo de fome.”



“Eu também estou.” Edward disse e, ao mesmo tempo enfiou a perna entre as minhas, a ereção gloriosa e necessitada vibrou contra minhas coxas e, então, eu percebi que a fome de Edward era bem diferente.



Aproveitei para dançar timidamente contra o membro duro, eu sabia que aquilo levaria Edward ao limite. “Deixe-me fazer algo por você!”



Ele riu e me beijou na nuca, indo para perto de meu pescoço. “Só me deixe te pegar por trás, baby.”



Suprimi meu gemido cheio de excitação, sem eu perceber, Edward livrou-se de minhas roupas e das dele. Os dedos hábeis vieram para minha entrada pulsante, ali ele tocou e friccionou, me fazendo fechar os punhos no lençol.



Eu sentia falta dos beijos, mas nós estávamos com mau hálito e eu estava de costas para Edward, então aqueles carinhos já estavam de ótimo tamanho. Lancei minha mão entre nossos corpos, o pau duro e grosso tremeu em minha palma e eu o estimulei com certo desespero, querendo muito ser inundada de prazer.



Levei-o para minha entrada, melei a cabeça com minha própria excitação, os sons de Edward eram baixos e arrastados, tudo foi ao limite quando ele me penetrou com o ritmo certo.



Nós dois gememos num único som, meus peitos eram uma zona proibida para Edward, as mãos fortes me apertavam na cintura e nas coxas. A boca de Edward estava em cada parte de minha nuca, beijando, mordendo, chupando. Desci minha mão para me tocar, meu nervo retesou ao meu toque, circulei até sentir o gozo vindo. Minhas pernas tremeram e prenderam Edward dentro de mim. Eu fechei meus olhos para as ondas fortes e repletas de satisfação.



A respiração de Edward bateu contra meu pescoço, anunciando a libertação dele também. Ele abraçou minha cintura, pousando a mão sobre minha barriga, levei a minha para cima da dele. Nossos dedos se entrelaçaram.



“Ainda bem que crianças não se lembram da vida ultra-uterina!” Edward disse sorrindo, os lábios correram pela extensão de meu pescoço. “Seria constrangedor se nosso bebê lembrasse tudo que ele presenciou.”



Preferi ignorar a divagação de Edward, pois não fazia sentido. Sentei-me na cama e fiz Edward repetir meu ato. “Vou tomar banho, prepare algo para nós comermos, por favor?”



Edward sorriu ternamente para mim. “Está com vontade de comer o quê hoje?”



Poderei por alguns segundos. “Nada de especial, sei que você não vai deixar que eu beba café, mas eu também não quero suco, não sei, pode ser vitamina de morango!”



Repentinamente, Edward deixou beijos em minha barriga saliente. “Bebê, a mamãe parece tão confusa, não é?”



Bati-lhe na cabeça, apenas para irritá-lo. “Você fala como se fosse o homem mais decidido do mundo.”



Edward me deu uma piscadela, o charme que tinha ali nunca seria encontrado em outro homem. “Bella, linda, você é completamente apaixonada por esse homem, aceite.”



Recebi um carinho calmo em minha nuca, Edward se afastou logo depois, correndo os dedos pelos cabelos. “Vou fazer sua vitamina, depois te acompanho no banho, sim?”



Rumei para o banheiro, minhas roupas estacionaram no canto perto da porta. Apesar do tempo ameno, optei por uma calça e uma camisa de manga longa e, contrariando as vontades de meu namorado, escolhi um salto alto demais.



Não demorou em Edward entrar no banho, eu gostava do olhar que ele lançava para o meu corpo, o jeito com o qual ele tocava minha pele molhada, o cuidado que ele depositava nos toques em minha barriga. Ele só estava dizendo que me amava e amava nosso bebê.



Entrei rapidamente em minhas roupas, eu sabia o que a carranca de Edward significava. “Amor, não é tão alto! O salto não é fino, é confortável para mim!”



Edward terminou de passar o agasalho pelos braços e caminhou até mim. “Eu sei que você não vai cair, mas eu não quero que você fique morrendo de dor nas costas depois.”



Bufei, mas feliz por ter aquela proteção. “Nosso bebê realmente quer que a mamãe dele se sinta bonita, Edward!”



“Promete usar coisas menores, por favor? Você fica linda de qualquer jeito. De tênis, chinelo...” Edward pediu antes de me beijar, eu sabia que ele não estava aborrecido comigo. “Vamos?”



Olhei o relógio, ainda era muito cedo para irmos ao consultório de Dr. Jeremy. “Calma, homem!”



Perdi-me no olhar que Edward me lançou, puramente verde e brilhante. “Eu quero tanto vê-lo novamente!”



Apesar de não transparecer, eu também estava me roendo de curiosidade. Eu amava ver o rostinho miúdo, imaginar de quem ele herdaria os traços. Poderia parecer loucura, mas seria um menino, eu não hesitava sobre aquilo, mas, se eu estivesse completamente enganada e fosse uma garotinha, eu iria amar do mesmo jeito. Eu sairia como uma louca atrás de vestidos e laços.



“Um beijo por seus pensamentos!” Edward estralou os dedos em minha frente, existia um sorriso manso nos lábios finos.



Beijei-o de supetão. “Você não vai ficar triste se não for uma menina, né?”



Ele me deu uma arqueada de sobrancelha, meio indignado. “Não fale besteiras, Bella! Eu já amo demais meu bebezinho, pode ser menina, menino, pode ser três, quatro... Só quero que ele seja cheio de saúde.”



Mal senti o abraço aconchegante, Edward passou as mãos por minhas costas a ali deixou uma delicada massagem. “Por favor, nunca duvide do amor que eu sinto por nosso neném, por favor.”



Não liguei para as lágrimas gordas que molharam a camisa de Edward, eu fungava a cada três segundos. “Eu não quero parecer insegura, mas eu não consigo.”



“Sabe, só agora estou me dando conta que eu vou ser mãe, e se eu não tiver o tal instinto materno?” Perguntei baixinho, tentando controlar o choro.



Edward sorriu quase rindo de minha cara. “Ninguém é mais mamãe que você, Bella! Você está se cuidando tanto, comendo coisas saudáveis, você morre de preocupação com nosso bebê. Eu amo ver seu zelo, saber que você conversa com sua barriga, que faz carinho. É claro que nosso neném sabe que ele é completamente bem vindo e amado.”



Processei lentamente cada palavra doce, as lágrimas desciam com força. “Edward,pare!”



Ele me olhou procurando alguma coisa errada, apressei-me para contornar a situação. “Pare de ser doce, você é tão bom para mim e para nosso bebê!”



Ele me beijou na bochecha, os lábios fizeram um barulhinho engraçado quando tocaram minha pele. “Você é tudo o que eu sonhei, é difícil explicar o que você é para mim.”



Sorri e também o beijei. “Eu sou sua namorada, sua noiva, sua amiga, sua amante...”



“A gente deveria se casar, não acha?” Edward perguntou entre sorrisos, ele tirava os cabelos que caiam em meu rosto.



Abri um sorriso grande, imaginando a cena e não me preocupando caso ela demorasse um pouco a acontecer. “Eu amo viver no pecado com você, Edward!”

(...)

“Edward, você já tem algum nome para nosso bebê?” Perguntei enquanto esperávamos nossa consulta começar. Existia uma listinha em meu cérebro, cheia de nomes bonitos e tradicionais.



Perguntei-me o motivo de Edward ter corado, as bochechas ficaram rosa por muito tempo. “Eu tenho uma sugestão de nome de menino e de menina,você também tem?”



Segurei nossos olhares, pensando na primeira opção de minha lista. “O nome já existe desde o início.”



Vi uma pontada de surpresa nos olhos verdes. “Conte-me qual é!”



“Tsc, tsc.” Estralei em minha língua. “Deixe-me te fazer uma surpresa.”



Antes que Edward me replicasse, meu nome foi anunciado e nós caminhamos para a porta da sala do Dr. Jeremy, hoje, ele parecia cansado e com olheiras. “Bom dia,papais!”



“Como está, doutor?” Edward perguntou cordialmente, embora ele quisesse uma resposta que explicasse o semblante cansado do médico.



“Bem, fora o sono. Logo vocês saberão o que é isso, minha caçula está tendo problemas com os dentinhos.” Ele disse com um sorriso bobo no rosto.



Olhei para Edward e sorri, ele carregava um semblante também feliz. “Seria estranho se eu disser que estou ansioso para essa parte também?”



Tanto eu quando Dr. Jeremy sorrimos, apertei a mão de Edward, um sinal para deixá-lo ciente que eu também estava ansiosa.



Sentei-me na cadeira confortável, Edward segurava minha bolsa e brincava com meus dedos. O médico cansado olhava meus exames do pré-natal com um sorriso satisfeito, tudo parecia certo com os resultados.



“Parabéns, Isabella, está tudo perfeito com você!” Ele me elogiou com tom sincero. “Será que esse bebezinho vai abrir as perninhas hoje?”



Edward soltou uma risada cantada. “Vai sim, Dr. Jeremy! Nós já conversamos a respeito.”



O médico pareceu não entender a fala de Edward, mas também não aprofundou na discussão. Eu sabia qual era o próximo passo; me deitar na maca e levantar minha camisa.



“Sua barriga cresceu bastante desde sua última consulta e pode se preparar porque seu bebê vai espichar ainda mais.” Dr. Jeremy disse encarando minha barriga, ele também espalhava o gel gelado sobre minha pele.



Meus olhos e os de Edward estavam fixos no monitor, as imagens eram borradas e escuras, mas logo identifiquei o rostinho de minha vidinha. Nada tiraria meus olhos da imagem, o corpinho era pequeno e delicado, os olhinhos estavam fechados e eu supôs que meu bebê estivesse dormindo.



“O bebê de vocês é tão saudável, o tamanho é coerente com o período de sua gestação, tudo está certo com ele.” O médico roubou minha atenção, eu apenas assenti sem olhá-lo.



Edward segurava minha mão, hipnotizado com a perfeição do serzinho que construímos. “Ele podia acordar e se mexer um pouquinho, não é, doutor?”



Dr. Jeremy moveu o aparelho em minha barriga, ele intensificou os movimentos na superfície de minha pele e, como num clique, meu bebê moveu-se. Não eram movimentos curtos e tímidos, era uma confusão. Perninhas se abrindo e bracinhos cruzando-se.



Olhei para o médico, ele sanou minha dúvida silenciosa. “Mamães de primeira viagem demoram a sentir os primeiros chutes, mas logo você vai sentir, esse bebezinho aqui é bem agitado.”



Um segundo mais tarde, ouvi o barulho que eu mais amava, as batidas vigorosas do coraçãozinho. Era um ritmo frenético e perfeito.



“Vou deixar vocês olhando essa criaturinha enquanto eu faço algumas anotações, depois, vou mostrar o sexo a vocês, isto se vocês já não tiverem percebido, o bebê de vocês é inteiramente exibicionista!” Jeremy disse durante o percurso até a mesa, existia humor em cada palavra.



Olhei para a tela, procurando qualquer coisa. Eu era completamente leiga, Edward também parecia curioso, sorri ao vê-lo pegando os óculos. Nós dois tentamos encontrar algum indício de feminilidade ou masculinidade entre as perninhas meio fechadas, mas não chegávamos a lugar nenhum. Segurei-me para não chamar o doutor, que ainda anotava alguma coisa em meu prontuário.



Edward cutucou minha barriga e nosso bebê mexeu rapidamente. “Ei, bebê?”



“Eu quero sentir os chutes, amor! Deve ser tão estranho!” Falei ainda olhando admirada para os movimentos desajeitados de nosso neném.



Ouvi a risada melodiosa de Edward e recebi um beijo rápido. O rosto dele estava sobre o meu e foi impossível não fitar o mar verde. “Posso falar uma coisa? Eu estou tão orgulhoso de você, linda!”



Sorri e aceitei o beijo dele, não sei o motivo, mas resolvi aprofundar nosso contato. Minha língua foi a primeira a pedir passagem, Edward cedeu a mim sem relutar, enrolando meus cabelos nas pontas dos dedos.



O trepidar do coração de nosso bebê aumentou consideravelmente, o que me fez olhar assustada para Edward. Ele apenas tirou a umidade de minha boca e levou a mão para perto de meu coração. “O seu também está batendo forte!”



Corei todos os tons de vermelho, feliz até o limite. “Nosso neném gosta de quando estamos juntos.”



Edward apenas me deu mais um selinho e encarou o médico que andava para nossa direção. Dr. Jeremy nos dava um sorriso simpático. “Então, já sabem se é uma menina ou um menino?”



“Eu não vi nenhum pintinho!” Edward disse meio animado e curioso, eu corei pela escolha de palavras dele.



O médico me olhou antes de encarar o monitor. “Bom, vejam só isto aqui.”



Depositei toda minha força no aperto a mão de Edward, meu coração bateu forte e minhas pernas tremiam. Senti o aparelho movendo-se contra minha barriga, meu bebê nadava de um lado para o outro, ele abriu um pouquinho mais as pernas e existia uma coisinha minúscula ali.



“Edward, esse é o pintinho de seu filho!” O doutor disse com certa parcialidade. Em mim, tudo dava voltas e tudo era externado em lágrimas.



Eu chorei sem culpa, pois tudo o que eu imaginava era o meu bebê vestido de azul, com os mesmos olhos de Edward. Depois, ele brincando no chão, dando os primeiros passinhos e caindo uma vez ou outra. Meu menino me chamando de mamãe, pedindo meu colo quando estivesse com medo. Ele seria meu mini Edward!



Mal senti o olhar de Edward em mim, existia um brilho diferente nos olhos dele, era pura felicidade. “É um moleque, Bella!”



Sorri entre as lágrimas, Edward as secou prontamente. “Eu sempre soube, não há como descrever minha alegria.”



Ele pegou meu pulso e o beijou, como um agradecimento. “Eu sou o homem mais feliz do mundo.”



A voz do Dr. Jeremy estourou nossa bolha feliz. “Parabéns, papais! O garoto de vocês é um poço de saúde.”



Edward me deu a mão para eu sair da maca, mas minhas pernas não me obedeciam. “Eu estou tremendo, se eu levantar, é capaz de eu cair.”



Ganhei o melhor sorriso que Edward tinha. “Eu também não estou diferente!”



Sentei-me na maca e arrumei minhas roupas, as lágrimas estragaram minha maquiagem, mas aquele problema não era nada perto da emoção que eu sentia. Acarinhei minha barriga, louca para chamar de meu bebê por um nome bonito. O primeiro nome de minha lista.



“Eu vejo vocês três daqui um mês, certo? Continue se cuidando, Isabella!” O médico disse com um sorriso e passou as duas fotos impressas para a mão de Edward. Nós dois sorrimos ao ver uma fotinha de nosso menino com as pernas abertas.



Caminhei com certa letargia até o carro de Edward, ainda existiam os tremores em minha perna, Edward me enlaçou pela cintura e me conduziu até o banco do carona. Antes de ele dar partida no carro, recebi um aperto em minha coxa. “Você esteve certa desde o início, baby! Isso é instinto materno!”



Suspirei para o discurso e olhei para minha barriga, prometendo que eu seria uma ótima mãe para o meu filho. Peguei-me sorrindo e imaginando se eu seria uma mãe legal ou chata, se meu filho iria gostar de mim.



Olhei para a rua e custei a perceber que Edward me levava para o jornal. “Amor, eu não quero ir trabalhar hoje! A gente podia ir ver umas roupinhas, não é? Coisas para o quartinho...” Eu queria muito preparar o ninho e chocar meu bebê.



Edward sorriu de um jeito que poderia sair faíscas. “Saia daquele jornal idiota, por favor? Você não gosta de lá! Você não precisa ficar em casa dormindo e comendo, você pode fazer um tanto de coisa que você gosta.”



“Eu vou dar um jeito, tá?” Falei com sinceridade par ele. “Uh, acho que vou comprar umas coisas.”



“Eu tenho que trabalhar, amor! A gente pode fazer isto no fim de semana, eu queria escolher tudo com você.” Edward disse meio pedinte, fazendo bico.



Tirei meu cinto e me movi para beijá-lo na bochecha. “Eu não vou conseguir esperar, Edward! Prometo não comprar tudo, tá? Nosso filho vai nascer em julho, vai ser um calor desgraçado, não precisaremos de muitas coisas no início.”



Ele voltou atenção para a avenida, olhei as vitrines e logo me lembrei de Alice e Rose. Minhas roupas já estavam acabando, eu precisava urgentemente de coisas mais largas.



“Edward, posso ficar com seu carro? Vou chamar Alice e Rose para me ajudarem com algumas coisas.” Perguntei enquanto eu procurava o número de Rosalie em meu celular.



“Apenas me deixe no batalhão, eu volto a pé para casa.” Edward falou um pouquinho mais alto, sem tirar os olhos da pista e dos semáforos.



Edward virou a esquina para estacionar em frente ao batalhão de bombeiros, deixei escapar um sorriso ao perceber que eu nunca conhecera o local de trabalho do pai de meu filho.



“Vejo vocês à noite, te amo.” Edward disse chamando minha atenção, olhei-o e sorri verdadeiramente.



Rolei minhas mãos para o pescoço coberto pelo agasalho, meu beijo foi calmo e molhado. “Amamos você, bombeiro!”



Senti o toque dele em minha barriga. “Não deixe a mamãe comprar como uma louca, tá, filho?”



Não escondi minha risada histérica. “Bom trabalho! Estava pensando, está foi uma manhã especial, a gente poderia comemorar, o que acha?”



Edward procurou meus olhos, ele sorriu até formar ruguinhas nos cantos dos orbes claros. “É tudo o que a gente precisa, o que quer fazer?”



“Não sei, vou tentar fazer alguma coisa gostosa para comermos.” Coloquei evasivamente, eu teria um dia inteiro para planejar.



O calor da mão quentinha de Edward fluiu para minha barriga. “Eu preciso ir, fiquem bem!”



“Nós ficaremos.” Assegurei-lhe e pousei minha mão sobre a dele. “Até mais tarde.”



Beijamo-nos mais uma vez, demorando uma quantidade agradável de tempo. O barulho de nossas línguas se tocando me fazia ficar cada vez mais entregue. Terminamos meio sem fôlego, Edward estava com o rosto vermelho e eu estava zonza.



Edward me deu as chaves do carro e pegou a bolsa no banco de trás, antes que ele saísse do automóvel, puxei-o pela camisa. “Amor?”



“Sim?” Ele respondeu um segundo mais tarde.



“Você sabe, é bom você trabalhar bastante, pois daqui dezesseis anos você terá que comprar um carro!” Ri a cada palavra que saiu de meus lábios.



Ele gargalhou para mim também, peguei o beijo que ele soprou. “Você é parte rica de nosso namoro, baby!”



Pisquei para ele, sem conseguir parar de sorrir. “Tchau, bobo!”



Quando olhei, Edward já estava a três passos do carro, caminhando para dentro da corporação e aquilo me dava um puto orgulho. Ele estava indo salvar os outros e nada era mais nobre.

(...)

POV Edward



Olhei mais uma vez para o relógio, faltavam apenas quarenta e sete minutos para eu ir embora. Jasper e Emmett também pareciam cansados, o dia não fora um dos mais tranquilos. A população estava estranhamente em perigo naquela tarde.



Emmett alternava olhares entre mim e o celular, um sorriso engraçado estava no rosto enfeitado por duas covinhas. “Rose disse que Bella comprou mil coisinhas pequeninas e azuis e verdes.”



Meu sorriso escapuliu sem minha permissão. “Nosso garotinho está transformando Bella em uma pessoa completamente consumista.”



Jasper, que apenas ouvia, decidiu intervir. “Qualquer mãe deve ser assim, aquelas roupinhas são uma graça!”



Eu entendia a compulsão de Bella, eu também estava aflito para comprar tintas e arrumar o quartinho de nosso filho, o projeto parecia bom em minha cabeça e no papel, mas ficar bom na prática era uma história completamente diferente.



Era bom compartilhar coisas de meu neném com Jasper e Emm, eles riam e diziam que eu parecia um retardado, mas eu não me importava. Era assim, meu filho me fazia sorrir sem motivos. É aquele não era um grande problema!



Meu nível de concentração já não estava tão alto, mas quando o alarme da sirene soou alto, meus tímpanos protestaram e minha primeira reação fora ficar de pé. Jasper e Emmett fizeram o mesmo, se fossemos cães, nossas orelhas estariam erguidas também. Concentrei-me no chamado, um incêndio criminoso do outro lado da cidade.



A próxima ação foi correr para o caminhão, os equipamentos foram colocados em tempo recorde e, naquela situação, a pressa não era inimiga da perfeição. Ela sempre era nossa aliada, ser rápido e ter perícia. Agilidade e disciplina.



O fogo já atingia o segundo andar do sobrado, o trânsito já estava bloqueado e as ruas, sem acesso. Não havia aglomerados, o que era bom. Existia muita fumaça, mas nada me impediria de entrar naquela casa com quatro pessoas precisando de mim. Eu era a única esperança que elas tinham.



Meus olhos captaram duas visões feias. Já na sala, dois corpos chamuscados dividiam um pequeno espaço, eu não gostava de olhar muito, mas pelas vestes eram dois adultos, os pais com certeza. Mesmo com certa experiência, eu nunca me acostumaria com aquilo, era nada além de triste ver aqueles corpos sem vida. O foco do incêndio estava na cozinha, a fumaça e as labaredas me atrapalhavam e minha respiração ficava cada vez mais curta e desesperada, eu sentia os litros de suor saindo de meu corpo.



Os gritos me fizeram voltar para o meu propósito, avistei Jasper controlando a origem das chamas. Os chamados ficaram mais próximos e eu descobri que estava dentro de um quarto, ali as chamas estavam altas e duas crianças tentavam contar o fogo que quase as engolia. Meu fôlego, que já era deficiente, sumiu com força total. Eu sabia, eles estavam morrendo.



A menina já estava desacordada, o fogo deixava a perna com carne exposta e eu odiava o cheiro de carne viva queimando. O garoto que tinha, no máximo, quatorze anos gritou por mim. Depois daquilo eu não ouvir mais nada e foi quando tudo aconteceu.



A estrutura do teto cedeu e algo muito pesado caiu sobre minha perna, me deixando preso ao chão. Eu odiava os acidentes de trabalho! A dor não era uma das piores, o que me preocupava era minha imobilidade, minha falta de ar e o fato de ter duas crianças desacordadas ao meu lado. Não existia sobre o que ponderar, eu iria nos tirar dali, a qualquer custo.



Rastejar era a melhor alternativa, joguei o bloco de concreto de cima de minha panturrilha, ignorei por completo a ferida que se abriu na região. Os dois irmãos vieram comigo, eu estava os puxando pelo piso cheio de brasas, o movimento estava, com certeza, fazendo mais feridas na pele deles, mas era único jeito.



Tudo estava destruído na sala, os corpos estavam sendo carbonizados aos poucos. Agradeci por aquelas crianças não terem visto a situação dos pais delas, olhei para eles; a fuligem não me deixava ver os traços, mas a menina era bonita, com as bochechas grandes e cabelos na altura dos ombros, já o garoto era magricelo e com o ombro largo demais, coisa típica de adolescente. Eu tentava segurar-lhes pelo pulso, assim, eu controlava a pulsação deles, eu não saberia dizer qual estava mais perto do fim.



De repente, muitas mãos apareceram para me ajudar. Homens e mulheres de branco roubaram as crianças de mim, depois de muito tempo me dei conta que eram paramédicos. Meu corpo foi puxado para fora da casa e eu inspirei todo a ar que eu podia. Senti alguém rasgando minha calça e colocando qualquer coisa muito refrescante sobre o machucado feio de minha perna.



O rosto de Jasper parou sobre o meu, olhar era apenas assustado. “Você demorou tanto, Edward! Pensei que tivesse acontecido o pior.”



“Eles estão bem?” Perguntei baixo demais até para meus ouvidos. “As crianças estão bem?”



Jasper sorriu grande para mim, eu enxerguei a admiração nos olhos dele. “Você as salvou, Edward!”



Permiti-me sorrir também, abri uma seqüência de tossidas e eu soube que estava completamente atrasado para chegar em casa. Bella e meu filho estavam esperando por mim. O simples fato de eu me lembrar de meu bebê fez-me sentir meio culpado. Eu não poderia me arriscar daquele jeito, agora eu não viva apenas por mim, meu filhote também precisaria de mim, assim como Bella. Então eu me vi em uma situação delicada. Não me arriscar significava me manter vivo, não me arriscar significava deixar os outros morrerem.



“Eu preciso ir para casa, Bella deve estar me esperando.” Falei depois de um silêncio curto.



Jasper me deu um olhar acusatório. “Você vai para o hospital, Edward! Seu machucado está horrível e nojento, grávidas não podem ver essas coisas.”



A fala de Jasper não me faria ir ao hospital, eu estava certo sobre voltar para casa. Ergui meu corpo e dei uma olhada em minha perna, estava feio e sangrando, mas nada que eu mesmo resolvesse.



Depois de muito ralhar, eu voltei para a corporação, machucado e com a roupa rasgada. Peguei meu celular e encontrei uma chamada perdida e uma mensagem de Bella.



Volte logo para nós, Edward! Seu filho está com saudades, bom, a mãe dele também está. Amo você!

B.



O teor da mensagem me fez sorrir e me esquecer da dor. Controlei-me para não correr para casa, lembrei-me então que eu estava sem carro e que eu teria que ir a pé. Caminhei lentamente pelas ruas movimentadas de Nova Iorque, o trajeto não era extenso, para a minha sorte.



Minha calça cobria a ferida, eu não queria que Bella a visse, chequei mais uma vez meu estado e girei a chave na fechadura.



A sensação de estar em casa era uma das melhores, saber que eu já tinha comprido meu propósito do dia e que agora eu poderia aproveitar meu tempo com meu filho e com Bella. Ela nem parecia ter notado minha chegada, Bella estava no telefone e traçava círculos na própria barriga, sorrindo amplamente e deitada no sofá.



Fui até ela, beijei-a nos cabelos e afaguei a barriguinha saliente. “Só vi sua ligação agora.” Falei baixinho, querendo não incomodá-la ao telefone.



Bella me deu um aceno de concordância e, depois, abriu uma seqüência de sorrisos envergonhados. “Oh, sim! Ele vai ser igualzinho ao pai!”



Então eu descobri que Bella conversava com minha mãe e que, provavelmente, elas falavam sobre mim. Sentei-me ao lado dela no sofá, minha careta de dor fora imperceptível.



Bella veio para deitar a cabeça em meu ombro, antes ela deixou um beijo rápido em meu queixo. “O médico disse que ele é super saudável e bem agitado, não vai demorar em eu sentir os chutes.”



Peguei o olhar de Bella, o marrom chocolate estava cheio de brilho e amor. “Quer falar com Edward? Ele acabou de chegar!”



Peguei o telefone da mão dela, tinha tempo que não conversava com minha mãe e, depois de um dia conturbado, nada era melhor que as palavras maternais. “Mãe?”



“Edward, filho, quanto tempo? Como você está? Deu tudo certo no trabalho? Eu estou tão feliz sobre meu netinho, Bella disse que você é completamente encantado com essa criança, isso me deixa tão contente!” Minha mãe disse tudo rápido demais, eu sentia a emoção em cada sílaba.



Puxei Bella para o meu colo e acarinhei a barriga coberta por um vestidinho curto e rosa. “Eu os amo demais, mãe!”



Bella me beijou sem aviso, os lábios moveram sobre os meus e desceram para o meu pescoço. Voltei atenção para as palavras de minha mãe, o que era meio difícil frente as investidas de Bella.



“Você passou bem o dia? Não sei, fiquei preocupada com você, seu pai disse que é besteira...” Esme falou mais baixo, surpreendi-me com as palavras. Eu nunca entenderia o sexto sentido das mães.



Olhei rapidamente para Bella, eu não queria deixá-la preocupada, mas era impossível não sanar a dúvida de minha mãe. “Uh, o dia foi um pouco complicado, nada para você se preocupar, só minha perna está meio feia.”



No mesmo instante, Bella correu para a ponta do sofá. A barriga chegou primeiro que ela. As mãos curtas ergueram minha calça e Bella fez uma caretinha. “Está horrível,amor.”



“Seja cuidadoso, Edward, por favor, sim? Eu não suporto a ideia de alguma coisa acontecer com você.” Esme disse do outro lado, cheia de preocupação.



Um gemido escapuliu ao sentir os dedos de Bella traçando a ferida. “Mãe, eu vou dar um jeito em minha perna, depois conversamos mais, ok? Amo você.”



“Também, Edward! Mande beijos para Bella e cuide de meu netinho, sim?” Esme disse por fim, a ligação encerrou-se logo depois.



Eu nunca reclamaria por minha mãe nunca mais tocar no nome de Sebastian, talvez não fosse a vontade dela, mas Esme percebera que tudo estava certo demais para ser estragado. Era como se a verdade fosse um detalhe minúsculo, sem qualquer importância. Esme estava escancaradamente feliz com a chegada de nosso filho, ela tinha soltado gritos quando eu disse que tinha planos sobre comprar uma casa em Chicago.



Bella ainda olhava para o meu machucado, o semblante dela era preocupado e admirado. “Conte-me a loucura que você fez hoje!”



Sorri fraquinho para ela. “Eram dois irmãos, o teto caiu sobre minha perna e eu,não sei como, os tirei de dentro de casa.”



Os lábios de Bella curvaram em um sorriso sincero, o brilho dos olhos chegou a mim. “Eu morro de orgulho de você, sabia?”



“Eu deveria ter chegado mais cedo, ter salvado os pais deles...” Falei meio melancólico, lembrando-me da cena.



Bella me puxou para o quarto, caminhei devagar atrás dela. “Eles morreram?”



“Quando eu cheguei, eles já estavam mortos, não tinha o que fazer.” Explique-lhe evasivamente.



“Isso é tão triste, Edward! Eu não gosto quando você fala assim; não foi culpa sua, ok? Eu sei que você deu o seu melhor, mas nem sempre as coisas saem do jeito que planejamos.” Bella falou vidrada em meus olhos, a corrente de sempre se formou e eu soube que ela estava certa.



Beijei-a rapidamente, agradecendo pelo alento. “Vou tomar banho e limpar minha perna.”



“Ei, eu faço isso por você!” Bella disse mais alto e me levou para o banheiro, ela desceu minha calça com um cuidado sobrenatural, sem encostar um milímetro de tecido em meu machucado.



Olhei-a com ar interrogativo. “Vai me dar banho?”



“Por que não?” Ela me lançou divertida, piscando para mim.



Eu mesmo puxei minha camisa para fora de meu corpo, antes de jogar as peças para o lado, peguei as fotinhas de nosso filho e as dei na mão de Bella. “Temos que colocá-las na geladeira depois.”



Bella olhou a imagem e me dava sorrisos bobos. “Ele é tão pequeno, né? Tão inocente e indefeso.”



Eu entendia as palavras, ele era um anjinho, apenas. Cheio de doçura e inocência. “Ele é tão nosso!”



“E ele tem um pintinho!” Bella gargalhou no fim, não entendi o motivo de ela corar fortemente.



Olhei para o meu corpo nu e, inevitavelmente, fiz comparações descabidas. Bella seguiu meu olhar e, no fim, rolou os olhos. “Seu pau gigante também já foi daquele tamanho, Edward! Sua mãe foi quem disse!”



Abri e fechei minha boca, o calor queimou a ponta de minhas orelhas. Por que diabos Bella falava sobre meu pau com minha mãe, com minha mãe, porra? “Eu não acredito que você fez isso, Bella!”



Bella, que estava ajoelhada em minha frente, subiu o rosto e me jogou um sorriso divertido. “Não queira saber o que eu e sua mãe discutimos, você foi um adolescente tão idiota, amor.”



Decidi ignorar aquele ponto, eu não queria mais constrangimento. Senti a água caindo sobre a extensão do machucado e aquilo ardia pra caralho. Depois, Bella lavou a secreção, o sabonete fez arder ainda mais. No fim, o aspecto já não estava tão horroroso, Bella olhou mais uma vez e resolveu lavar tudo de novo.



Uns gemidos saiam sem minha permissão, o que fazia Bella ser mais cuidadosa. O vestido curto estava molhado na barra e o cabelo sedoso também estava meio bagunçado. E, mesmo assim, ela estava linda e cuidando de mim.



Bella ergueu o corpo e parou com o rosto a milímetros do meu. “Você consegue terminar de tomar banho?”



Eu não permitiria que Bella me deixasse sozinho naquele banheiro. Movi meu corpo para o dela, ainda sem encostar; minha mão estacionou no quadril largo. Era um golpe baixo, mas dei meu melhor sorriso para ela. “Você não precisa ir, baby.”



Bella suspirou baixinho e entreabriu os lábios, um convite descarado. Ela migrou as mãos para os meus ombros e braços, perguntei-me o motivo para ninguém começar aquele beijo.



Rocei meus lábios sobre os dela sem, efetivamente, beijá-la. Minha boca foi para o pescoço longo, apenas para provocar e irritá-la, fiz uma pequena marquinha abaixo da orelha, daquelas que ficariam roxas depois. “Não quer ficar aqui comigo?”



Ouvi um pequeno gemido, foi a deixa para eu puxar Bella para debaixo do chuveiro, ela gritou ao entrar em contado com a água morna. “Edward!”



Sorri perto do ouvido dela, fiz uma linha de beijos até os lábios cheios, eu já estava cansado de protelar nosso beijo. Era impossível não morder e sugar o par de lábios, Bella fez o mesmo com os meus. Ambos ofegavam e queriam mais.



Bella soltava gemidos entre os beijos, as mãos estavam em minha barriga, mas ela nunca as desciam para onde eu mais precisava. Rolei meus toques para as costas dela, descendo e deixando apalpadas na bunda durinha e grande.



“Você está me molhando inteira!” Bella disse enquanto se dedicava ao meu pescoço. “Esse vestido é novo, sabia?”



“Isso não é um detalhe importante!” Falei antes de um gemido longo, os dentes de Bella faziam um trabalho bom pra caralho em minha pele.



As mordidas vieram para meu queixo, meus olhos encontraram com os de Bella, existia muita volúpia no marrom chocolate. “Aproveite o banho, tá?”



Olhei-a atônito, sem entender os motivos para aquele charminho. Bella amava me deixar na mão. “Você é a mulher mais malvada que eu conheço!”



Ela sorriu e me deixou sozinho dentro do box, eu me perdi no quadril quebrando de um lado para o outro. Voltei para debaixo do jato de água, a dor que estava na perna, subiu para o meio delas. E, no fim, não era uma dor tão ruim assim.



Procurei por Bella no quarto e na cozinha, mas ela não estava por ali. A segunda porta do corredor estava aberta, eu sorri grande ao ver a cena bonita. Bella estava encostada na parede olhando uma pequena roupinha verde claro.



Fiz barulho para ela me notar, Bella virou-se lentamente e sorriu. “Não te vi aqui.”



Mesmo sem ser convidado, me juntei a ela. Existiam algumas sacolas no chão, o quarto estava limpo e sem poeira. “Comprou muita coisa?”



Bella corou graciosamente, antes de me responder, ela escorregou para se sentar no chão e eu fiz o mesmo. “Não muita, preferi fazer uma listinha com ajuda de sua mãe, a gente pode comprar no fim de semana, assim como os móveis.”



“Sabe, eu fiz um projeto para esse quarto, aprendi a desenhar vendo minha mãe, quer ver?” Joguei tudo de qualquer jeito, a verdade era que eu fizera dois desenhos, ou duas plantas mal feitas, não sei. Uma para um quarto de menino, outra para um quarto de uma garota.



Ganhei um sorriso doce e um afago em meus cabelos. “Claro que quero!”



Corri até nosso quarto, peguei o papel amassado dentro de uma gaveta. Olhei para o meu próprio trabalho. Era óbvio que eu não tinha um talento inato para aquilo, mas também não era um desenho horrível. Ali tinha o esboço do bercinho, da cômoda, de todos os enfeites que seriam colocados na parede.



Entreguei-o à Bella, ela olhou minuciosamente cada centímetro da folha, depois, os olhos varreram o cômodo vazio. E, então, ela me deu uma lágrima.



“Vai ficar perfeito, Edward!” Ela disse baixinho e secou a lágrima com as costas da mão. “Como você conseguiu imaginar isto?”



Beijei a região ainda úmida. “Eu também não sei, jura que gostou?”



“Eu amei cada parte, Edward! Nosso filho vai amar o quartinho que você fará para ele.” Bella disse e enlaçou a mão em meu pescoço, ganhei uma série de massagens fraquinhas.



Bella me buscou para um beijo, fora calmo e doce, cheio de amor. “Você disse que eu poderia escolher o nome de nosso bebê, eu já tenho um. Quer saber qual é?”



Eu ainda queria discutir aquele ponto com Bella, pois eu também tinha um nome para o nosso neném. “Eu também tenho um.”



Ela me deu um último selinho. “Qual é?”



Minhas bochechas queimaram sem minha autorização, eu busquei boas palavras para explicar minha sugestão. “Eu pensei em Charlie.”



Bella piscou duas vezes, a segunda trouxe um par de lágrimas. Ela me abraçou de um jeito forte, prendendo-se a mim. “Por que o nome de meu pai?”



Engatei uma respiração longa, imergido em pensamentos. Eu realmente queria ter conhecido Charlie e Renée, era sabido que o homem de bigodes não iria gostar muito de mim, mas ele acabaria me aceitando. Não o julgaria, de fato, deve ser horrível ver uma garotinha dizer que está namorando. Em contra partida, eu iria gostar da companhia dele, ver jogos ou pescar. Renée, pelas fotos, era a pessoa mais amigável da face da terra. Nós também iríamos nos dar bem. Existia um único ponto, eles já não estavam conosco e eu odiava saber o que tinha acontecido com eles, odiava saber quem fez o que fez. E aquele foi o único jeito que eu encontrei para dizer um obrigado, agradecer por eles terem me dado a melhor mulher do mundo, por tê-la criando, ensinando-a a ser boa até o limite. Era a única maneira de eu me desculpar também.



Demorei muito no abraço, delicadamente tirei o rosto de Bella da curva de meu pescoço, eu o peguei com ambas as mãos. Meus olhos não saíram dos dela. “Eu queria muito ter conhecido seus pais, linda. Sei que eles foram pessoas incríveis, se eu pudesse, eu voltaria no tempo e te conheceria antes e teria evitado tudo que aconteceu. Nosso bebê vai amar ter o nome do avô.”



Ela me ouviu atentamente, o choro era tímido. Senti as pontas dos dedos traçando o contorno de minha bochecha, o rosto de Bella estava colado ao meu, era muito fácil sentir a respiração quente contra minha pele.



“Você é doce, Edward. Eu te amo tanto por isso, meu pai iria te amar com genro.” Bella disse baixo, arquitetando as próximas palavras. “Isso só me faz ter mais certeza do nome que eu quero para nosso filho.”



Procurei os olhos dela, querendo saber as intenções que ela tinha. “Não vai aceitar minha alternativa?”



Bella não me respondeu, apenas não tirou os olhos dos meus, sorri ao perceber a corrente indissolúvel se formando. “Eu quero que ele se chame Anthony.”



Foi a minha fez de piscar encabulado, processei as palavras numa velocidade pífia. Eu encarei Bella sem saber o que dizer. Um sorriso perfeito se desenhou nos lábios cheios e meu silêncio a fez continuar.



“Eu quero que ele tenha seu nome, Edward! Nosso filho vai carregar o nome do homem que me deu tudo. Você, Edward Anthony, me faz a mulher mais completa do mundo. Você me deu uma família, você me ama de todo coração, só você sabe me fazer sorrir e chorar de emoção. Você é um homem incrível, mesmo morrendo de medo, eu amo saber que você salva a vida dos outros. Ninguém cuida tanto de mim como você.”



Eu ouvi cada palavra em silêncio, concentrado no marrom que brilhava no rosto já brilhante. Era impossível acreditar que Bella estava dando meu nome ao nosso filho.



Os dedos curtos pastaram logo abaixo de meus olhos. “Eu não quero que você chore, amor.”



Minha piscadela fez uma lágrima solitária rolar por minha bochecha quente. “Eu não mereço tanto, Bella!”



“Você merece muito mais, Edward! Não há como você discutir ou refutar, nosso bebê será Anthony Cullen Swan.” A voz de Bella era quente e feliz, impossível não ser contagiado.



Nós nos beijamos sem qualquer receio. Ali eu depositei tudo o que eu sentia por ela, toda devoção que eu tinha. “Te amo, Bella.”



“Eu também, muito.” Bella disse contra meus lábios. Para tomar fôlego, descansei minha testa na dela. Ela pegou meu olhar e sorriu. “Nós te amamos!”



Era instantâneo, minha mão guiou-se para a barriga, agora sob um vestido branco de rendas miúdas. “Oi, Anthony!”



Bella olhou para o carinho que eu fazia nela, recebi um carinho gostoso em minha nuca e um beijo perto de meu queixo. “Tenho mais novidades para você.”



Levantei-nos e carreguei Bella sobre meus pés até a sala. Ela me fez sentar no sofá e buscou alguma coisa no quarto. Olhei curioso para o computador que ela segurava nas mãos.



Dei espaço para ela se sentar ao meu lado, Bella abriu o computador e vidrou os olhos na tela até abrir um arquivo. Eu li cada linha cheio de felicidade.



“Uh, acho que você gostou de minha decisão, certo?” Bella perguntou sem esconder o sorriso. “Sabe, eu não sou feliz fazendo o que faço, eu tenho pensado muito no que eu quero para minha vida. E eu quero uma loja de doces!”



Meu sorriso não evidenciou minha completa satisfação, nada seria condizente com o que eu sentia. Reli as linhas, os tópicos beiravam os assuntos financeiros, o quanto de capital Bella investiria, o que precisaria para começar, um bom local em Chicago.



Peguei o rosto delicado em minhas mãos. “Isso vai ser um sucesso!”



Minha fala desencadeou sorrisos em Bella, ela abriu outros arquivos, li várias receitas. “Essas são as receitas que eu mais gosto, tem de bolo, de torta, de bombom... Vou testar todas e você vai provar, sim? Tentarei pensar em outras combinações, não vou voltar mais para aquele jornal, vou matar meu tempo pensando em novas receitas.”



“Eu gosto de tudo que você cozinha, minha opinião vai ser completamente parcial.” Adverti-a, pois eu era totalmente inclinado as comidas que ela fazia para nós.



“Acho que vai demorar um pouquinho, pois não quero que Anthony fique sem mim, sem contar que precisamos nos mudar para Chicago.” Bella expôs um tópico importante.



Coloquei o computador ao nosso lado e puxei Bella para o meu colo. “Falando nisto, vou resolver minha transferência em breve, tá?”



“Uhum!” Bella disse meio pensativa. “Quer comer antes de dormir? Preciso fazer um curativo em sua perna.”



Minha mente foi inundada de lembranças de um passado recente. Lembrei-me de todas as vezes que Bella limpou meus machucados, que cuidou de meu punho fodido. Ganhei um tapinha em meu ombro. “Está pensando o mesmo que eu?”



“Definitivamente!” Falei rápido, caminhando para o quarto.



Bella pegou a caixinha de primeiros socorros, ela tirou faixas e gazes. “Deite-se!”



Fiz o que ela pediu, eu já tinha me esquecido da dor, então não foi muito ruim quando Bella fez, cuidadosamente, o curativo. Joguei minha perna para fora da cama e fui pegar nossas mantas.



Deitei-me na cama, dormi de conchinha fora uma solução perfeita para nós, daquele jeito a barriga de Bella ficava de lado e não a atrapalhava a dormir, eu ficava confortável, apesar de sempre acordar os cabelos de Bella em minha boca. E era uma ótima maneira de nós começarmos com nossas provocações, mesmo sabendo que Bella já estava morrendo de sono.



“Amor, tire meu sutiã para mim?” Bella pediu baixinho e, para minha surpresa, cheia de inocência.



Corri com minhas mãos para o fecho do sutiã clarinho, meus dedos demoraram na pele alva, subindo e descendo por toda extensão das costas dela. Eu estava feliz por ter algum tipo de alívio naquela noite.



Bella pareceu bufar. “Vai demorar muito?”



Sorri abertamente. “Tudo isso é tesão, Bella?”



Ela riu alto e virou-se para mim. “Edward, eu só quero que você desabotoe meu sutiã, ele está me apertando e eu ainda quero que suas mãos fiquem longe de meus peitos.”



Permiti-me sorrir também, sabendo que não adiantaria querer mudar alguma coisa. “Estou sentindo falta de seus peitos, eles estão tão grandes e eu estou morrendo para poder dar uma chupadinha neles.”



Bella jogou a perna sobre meu quadril e me beijou calorosamente. “Eu quero transar feito uma cadela no cio com você, Edward! Deixar você fazer as piores coisas comigo.”



Eu também precisava de uma rodada de sexo selvagem, cheio de tapas e gritaria. Meter com força e rápido e fazer aquilo até não ter mais forças. “É bom saber que nada mudou entre nós.”



Ela sorriu meio maliciosa, com um ar de safada. “Essa gravidez está me deixando tão louca e depravada! Eu penso tanta sacanagem!”



Colei nossos corpos e tirei o sutiã pelos braços dela. “Pensamentos sujos, linda? Posso saber quais são?”



Vi a presunção tomando conta do rosto dela, Bella capturou meus lábios para um beijo insano, repleto de tara. “Você me pegando bem forte e gostoso, metendo tudo que conseguir...”



Gemi com cada palavra, fazendo Bella soltar sons igualmente excitantes. Eu não precisava de aval, era notório que Bella precisava de libertação. Migrei minha mão para dentro da calcinha pequena. Meus toques eram sem pressa, meus dedos correram a pele lisinha e desguarnecida de pelos.



Bella gemia baixinho, me incentivando. Recebi leves tremores ao sentir a mão dela em minha extensão rígida, meus olhos cerraram por reflexo. Nós dois seguíamos um ritmo perfeito para nós. Eu a penetrei sem cuidados e meus movimentos eram cadenciados; o calor de Bella era algo surreal, assim como umidade que melava meus dedos. Bella também alternava movimentos rápidos com outros mais calmos e, quando uma mão apertava minha base e escorregava para meu saco, meus sentidos se esvaiam e o gozo se aproximava.



Os beijos também eram desesperados, a dor aumentava a cada mordida que Bella me dava. “Oh, mais, mais forte, ah, ah...”



Tudo só me fazia investir cada vez mais forte, as paredes de Bella me apertaram no mesmo instante em que o jato saiu de meu corpo. Senti meu corpo relaxando aos poucos, minha cabeça parecia mil vezes mais leve.



Corri minhas mãos pelas coxas de Bella, os músculos ainda se contraiam num ritmo louco, beijei-a sem parar enquanto o gozo ainda a preenchia. “A gente parece dois adolescentes!”



Bella puxou meu lábio com os dela. “É gostoso ficar só nos amassos, dá vontade de fazer de novo!”



“E de novo.” Falei antes de minha língua pedir passagem, nosso beijo tornou-se molhado e obsceno um segundo mais tarde.



Ela sorriu baixinho e traçou uma linha de beijos até meu lóbulo, os dentes demoraram em minha pele molinha. “Amo você, bonitão.”

(...)

“É só uma transferência, Coronel Armstrong!” Tentei manter minha voz dentro do tom adequado, mas a relutância do senhor de poucas palavras estava me deixando irado.



Minhas mãos estavam espalmadas sobre a mesa repleta de papéis. Eu não pensei que seria tão difícil conseguir a porra de um papel assinado.



“Capitão Cullen, você sabe que você solicitou uma transferência há menos de um ano, eu não posso te fornecer outra.” Peter Armstrong me explicou tranquilamente, como se fosse tão simples assim.



“Coronel, por favor, é só uma transferência para minha corporação de origem. Eu preciso voltar para Chicago.” Falei um pouco mais alto, meus dedos corriam a todo instante entre meus cabelos.



Eu sabia que o Coronel me achava um péssimo profissional, também pudera, essa seria minha segunda transferência num período oito meses. Eu estava me saindo muito bem no papel de um cara que não pára em emprego algum.



“Não há o que fazer, Capitão. Só motivos de força maior te tirariam de Nova Iorque.” O coronel disse em tom de fim de conversa. Ponderei, pois meus pais não estavam doentes e aquele seria um ótimo motivo para eu voltar para Chicago.



Pensei então em Bella e em Anthony, tudo o que eu estava fazendo era por eles. “Eu posso me demitir, não posso?”



Aquilo fez os olhos do Coronel Armstrong arregalarem. “Você não pode deixar o Corpo de Bombeiros, Edward.”



Assustei-me por ele ter me chamado por meu nome. “Eu não vejo outra solução, senhor.”



Andei mais uma vez pela sala cheia de medalhas e fotos, o gabinete era grande, mas não opulento. Peter Armstrong fez sinal para que em sentasse, eu o fiz sem vontade.



“Capitão Cullen, você é dos melhores homens que eu já vi trabalhando, é burrice te deixar sair de qualquer corporação. Você tem habilidades notórias, seu histórico diz que você é exímio mergulhador, não há como desperdiçar suas qualidades.” A voz era calma e segura, demonstrando a hierarquia.



“Você sabe, eu posso te dar quantas transferências você quiser, eu apenas não quero que você saia de minha corporação. Você é o melhor bombeiro que eu tenho!” Meus olhos sairiam de órbita a qualquer momento, pois, nunca no mundo, eu esperava ouvir aquelas palavras.



Olhei-o sem ser diretamente. “Eu não sei o que dizer, Coronel.. Há muitos melhores que eu...” Coloquei evasivamente, com o coração na garganta.



“Não há, Edward! Olhe para você, é assustador saber que você ainda está inteiro depois de tantos incidentes, você acumulou pouquíssimos erros nesses oito anos de experiência. Você é tipo de homem que não tem medo, e é desse tipo de sujeito que eu preciso para manter essa cidade sob controle.” Peter Armstrong disse por fim, mesmo se eu quisesse muito, nada sairia de minha boca.



“Sua transferência expira daqui dez meses, ok? Acho que dará tempo para você se organizar.” O Coronel disse enquanto fazia um rabisco no rodapé da página.



Ele me entregou o papel com um sorriso sincero no rosto. “Saiba que eu estou fazendo isto à contra gosto, sim?”



Coloquei os óculos para ler as palavras, elas diziam que eu poderia me transferir até outubro, fiz cálculos simples e descobrir que Anthony ainda estaria muito novinho, cerca de três meses. Seria uma folga enorme pedi mais tempo, no entanto.



“Eu não sei como agradecer, Coronel!” Dei minha mão para ele, o aperto foi firme e cheio de palavras silenciosas. “Bella vai ficar tão contente!”



“Quem é Bella?” Ele me perguntou com evidente curiosidade.



O calor subiu para meu rosto, não era vergonha, eu amava dizer que eu estava noivo e que logo seria pai. “Ela é minha mulher, estamos esperando um garotinho!”



Os olhos escuros sorriram para mim, o senhor Armstrong deu um tapinha em minhas costas. “Presumo que você os ame demais, certo? Se você for metade do que você é no trabalho, você será um marido e pai exemplar.”



Guardei as palavras para mim, sabendo que eu seguiria até o fim de meus dias aquele conselho. “Obrigado, Coronel!” Falei antes de passar pela porta, decidido a realizar mais um sonho de Bella.

(...)

Os cabelos de Bella estavam esparramados no travesseiro, o lençol não cobria a barriguinha redonda e o short de pijama estava totalmente fora de lugar, mostrando uma boa quantidade de pele da coxa. Olhei para a câmera em minhas mãos, sem hesitar, tirei mil e uma fotos de Bella dormindo.



Eu não era a pessoa mais fotogênica do mundo, mas me arrisquei em algumas poses ao lado de Bella. Eu beijava e sorria para a barriga que eu amava. Preferi não olhar as fotos, eu ficaria puto ao ver o quão desajeitado eu era.



A manhã estava agradável, o sol era tímido, pois era início da primavera. O frio quase não dava as caras, e Bella e eu estávamos aproveitando os fins de tarde para caminharmos num parque qualquer. A verdade era que eu estava pirando muito no corpo dela, tudo ali parecia perfeito aos meus olhos. Depois de muito tempo eu percebi que mulher grávida era uma delícia.



Espalmei minha mão na barriga crescida de Bella, meus lábios correram a região próxima ao umbigo bonitinho. “Bom dia, Anthony!”



“A mamãe parece estar sonhando, sabia? Ela está linda essa manhã, brilhando como nunca!” Falei enquanto eu analisava o rosto de Bella, o sono parecia muito mais que pacífico.



Pressionei a pele de Bella, apenas uma cutucadinha em meu filho. “Deve ser tão gostoso ficar nadando ai dentro, não é? Ouvindo o coração da mamãe batendo... O mundo aqui fora é meio louco e cansativo, mas você vai gostar também. Você vai amar o tanto de cores que tem aqui, você vai sentir um tanto cheiro, conhecer rostos novos...”



“Ele vai te conhecer, Edward; isto já é um grande passo.” A voz grogue de Bella chamou minha atenção, ela carregava um sorriso doce.



“Acordou tem tempo?” Subi meu corpo a fim de beijá-la. “Estava tirando umas fotos suas.”



Os olhos, que estavam cerrados, abriram na velocidade da luz. “Eu estou horrorosa!”



Sentei-a em meu colo. “Você está inteiramente desejável para mim, nosso filho também concorda comigo!”



“São aquelas fotos de grávida? Eu devo vestir algo branco?” Bella perguntou sorrindo, eu não queria fotos tão clichês daquele jeito.



“Uh, não! É melhor você vestir alguma coisa que você goste, pode até ser seus vestidos excessivamente curtos!” Propus, mas pedi para que Bella percebesse que a última parte era uma brincadeira.



Ela saiu da cama ainda sonolenta. “Vou tomar um banho, colocar uma roupa bonita, tá? Espere-me aqui.”



Deixei que ela fosse para o banheiro, rastejei para o armário, tentei usar coisas legais também, eu queria estar apresentável nas fotos que, no futuro, seriam mostradas ao nosso bebê. Encarei minha pilha de roupas e, depois de pouco pensar, entrei numa bermuda e em uma camisa pólo verde escura.



Ouvi Bella desligando o chuveiro, não demoraria em ela aparecer linda e grávida para mim. Sentei-me na ponta da cama e olhei as últimas fotos tiradas. Era um fato, eu era um homem completamente desajeitado.



“Edward?” Meu nome saiu desesperado na voz de Bella, a primeira e única sensação que tive fora o medo. Um medo que eu nunca senti antes.



Meu corpo idiota demorou a sair da inércia, meus passos para o banheiro foram aflitos. Tudo em mim tremia, mas tudo em mim também me levava para mais perto de Bella. Agradeci por a porta não estar trancada, eu entrei como um rompante no banheiro.



Eu procurei sangue ou qualquer líquido estranho, mas tudo que vi foi Bella brilhando mais que o sol e sorrindo como um anjo para a própria barriga. O rosto estava cheio de surpresa e meio assustado.



“O que aconteceu, Bella?” Perguntei a um passo dela, querendo muito a resposta.



Bella gaguejou três vezes seguidas, o sorriso esplendido não saia do semblante dela. “Céus, eu não sei! Uh, acho que Anthony me chutou!”



Meu cérebro funcionou de um jeito veloz demais, pois minha mão já estava na barriga de Bella, mas tudo parecia quietinho ali dentro. “Sério, amor? Como é?”



“É mágico e estranho! Parecia uma cocegazinha, um tapinha muito leve... Mas foi forte, entende? Anthony só quer dizer que está tudo bem com ele, ele veio me dar um oi, mamãe.” Bella disse encarando a barriga descoberta.



Ela levou minha mão para abaixo do umbigo. “Foi aqui, Edward! Nosso neném deve estar ansioso para dar oi para você também.”



Não tirei meu toque da região, mas longos minutos se passaram e nenhum movimento veio. “Filhote, não fique envergonhado, sim? Sou eu, o papai! Deixe-me saber como é sentir você dando porrada na mamãe.”



Bella beijou minha bochecha. “Não se preocupe, teremos muitos chutezinhos, nosso garotinho é uma pilha!”



“Nós precisamos de muitas fotos, Bella; venha!” Levei-a para o quarto, Bella terminou de vestir as roupas, um short curto e desfiado e uma camisa de botões que eu suspeitava ser minha.



A manhã foi gasta do melhor jeito possível, as fotos saiam engraçadas. Não perdi a chance de escrever coisas doces com batom de Bella na barriga branquinha. Tirávamos fotos nos beijando, eu beijando a barriga de Bella e todas aquelas fotografias tradicionais não existiram, mas tudo parecia certo daquela maneira.



Bella correu até a cozinha e nos trouxe um potinho cheio de bombons e aquilo foi um motivo para mais fotos. Era mais que obrigação tirar fotos com nossa geladeira cheia de coisas sobre Anthony, as caras e bocas de Bella me faziam sorrir bobamente. Aproveitei para escrever: 18 semanas e nosso garotinho chutou a mamãe!



A animação de Bella era contagiante, ela não parava um minuto. “Amor, por que a gente não compra as roupinhas para Anthony? Eu estou tão ansiosa!”



Sorri amplamente para ela. “Preciso te mostrar duas coisas antes, pode ser?”



Bella deu mais uma mordida no bombom de ameixas, então eu descobri que tanta energia provinha do açúcar que ela estava ingerindo. “É coisa boa?”



Preferia deixá-la sem esta resposta, caminhei para o quarto e voltei de lá com dois papeis em minha mão. A transferência e os documentos de nossa casa em Chicago.



Dei-os na mão dela, Bella os leu atentamente. Eu não tirei meus olhos dos dela, peguei cada reação, e todas me diziam que Bella estava imensuravelmente feliz. “Por que você não me disse que estava comprando aquela casa? E por que essa documentação está em meu nome?”



Afaguei o rosto bonito dela, vi as lágrimas querendo cair. “Se eu te avisasse, você iria querer usar seu dinheiro e eu nunca iria permitir isto, eu gosto de te fazer surpresas. Eu comprei assim que peguei minha transferência.”



“Nós teremos pouco tempo par nos mudar, Anthony ainda vai ser tão novinho.” Bella colocou displicentemente.



“A gente se ajeita, ok? Tudo vai dar certo!” Beijei-a rapidamente. “Nossa casa não foi muito cara, você pode decorar de seu jeito, tá?”



Bella fez bico para mim. “Edward, pense, a gente vai ter que fazer dois quartos para nosso filho. Um aqui e outro em Chicago.”



“Qual é o problema? A gente compra tudo dobrado, é melhor fazer tudo igualzinho para ele não estranhar.” Falei antes de beijá-la.



Bella me puxou pela mão e nos levou para perto da geladeira, ela colou os papeis ao lado de uma foto nossa, eu sorri para a letra torta que ela fez: E meu noivo lindo me deu uma casa, como ser mais feliz?



Sorri e a puxei para um beijo longo, meio indecente. “Continue me beijando e me dando filhos!”



“Vou pegar minha bolsa para irmos, ok?” A voz doce soprou contra minha boca, tirei minhas mãos da cintura dela contra minha vontade.



O chocolate fizera com que ela Bella não se cansasse nunca. Nós visitamos todas as lojas de crianças e compramos um exagero de roupinhas. Não tinha como evitar, até eu queria comprar uma peça de cada modelo.



Nós respeitamos nossa logística, as roupinhas de recém nascido seriam usadas em Nova Iorque e as maiores seriam mandadas para Chicago, não fazia sentido mantê-las conosco sabendo que nos mudaríamos poucos meses após o nascimento de Anthony.



“Edward, prefere o branco ou o cinza?” Bella me mostrou dois bodies idênticos.



Olhei nossas últimas aquisições, não tinha muita coisa cinza. “O cinza é bonito, precisamos de umas cores mais quentes.”



Bella procurou então por roupinhas amarelas e vermelhas, eu olhava encabulado para o tamanho das vestes e meio sorridente para os bordados fofos.



“Quer ir ver os móveis agora? Acho que já temos muitas roupas e acessórios.” Bella disse enquanto andávamos pelo saguão do shopping, eu estava um passo atrás dela e só então percebi o quão curto era o short que ela usava.



“Por que você está olhando para minha bunda, Edward?” Ela perguntou curiosa.



Porque ela está aparecendo demais!



“É só impressão, linda! Uh, deixe-me ver, está tudo certo com você.” Dei-lhe uma meia verdade.



Ela bateu em meu braço, sinalizando que não acreditava em minhas palavras. “Vamos escolher coisinhas para o ninho de nosso filhote.”



A loja me dava mil opções de móveis. Eu só queria coisas simples e bonitas. Olhamos os diversos modelos de berços, os olhinhos de Bella brilharam para o bercinho todo branco sem muitos detalhes. Era tudo que nós precisávamos.



“É este, não é?” Perguntei trançando a madeira com minhas mãos.



Bella me deu um olhar curto, dizendo tudo o que eu precisava ouvir. “Eu amei!”



Nossas compras seguiram pelo resto da tarde, além do berço, adquirimos cômodas, móbiles cheios de cores e formas, poltronas para Bella amamentar. Lençóis bonitos e mantas quentinhas. Lustres delicados, cortinas e tapetes que não se enchiam de bichinhos e poeira.



“Edward, você é a parte sensata de nosso relacionamento, temos que comprar um colchão mais durinho, né?” Bella questionou-me e, ao mesmo tempo, experimentava a densidade de alguns colchões.



“Bebês devem dormir em superfícies mais firmes e não precisam de travesseiro também, amor. Também não é muito bom cobri-los com mantas nos primeiros meses.” Eu sabia de todos os cuidados que nós deveríamos ter.



Bella sorriu e me agradeceu com um beijo breve. “Eu não poderia ter escolhido um pai melhor para meu filho.”



A hora do pagamento foi repleta de tumulto, o vendedor estava com muita dificuldade em entender que eu queria dois peças de cada móvel, que eram para ser entregues na casa de Bella e na casa de meus pais em Chicago.



“Senhor, isso pode levar alguns meses para chegar a Chicago, ok?” O vendedor entediado me lançou meio sem vontade.



“Não há problemas, contando que chegue o mais rápido possível em nosso endereço de Nova Iorque.” Adverti-o com o meu melhor tom educado.



“Se for mais cômodo, o senhor pode pagar uma pequena taxa e suas compras chegarão dentro de dois dias.” Ele me propôs com falso interesse.



Ouvi o preço da taxa e tentei não cair para trás, mas eu, de fato, queria arrumar o cantinho de meu filho. “Eu pago!”



Bella me lançou um olhar torto. “Você está gastando a toa, Edward!”



Escolhi não a responder, pois a última coisa que precisávamos era de uma briga sem fundamento. Apanhei as sacolas e dei minha mão para Bella. “Quer ir para casa ou quer comer alguma coisa?”



Amoleci-me com o olhar pedinte que ela fez. “Tem tempo que não tomamos sorvete, não é? É fim de semana, a gente pode abusar um pouquinho.”



Entramos no primeiro fast-food que vimos, eu sabia que Bella não ficaria apenas no sorvete, mas também não impliquei por ela comer um hambúrguer, uma porção de batatas e um copo de refrigerante. Ela estava se cuidando tanto, longe de qualquer coisa que pudesse prejudicá-la e, por seguinte, prejudicar nosso bebê; uma besteirinha não iria estragar todo nosso plano alimentar.



“Anthony não te cutucou de novo, não?” Perguntei antes de comer minha última batata.



Bella sorriu e colocou um pouco de sorvete em minha boca. “Ele está quietinho por enquanto.”



Suspirei meio frustrado, louco para sentir o que Bella sentiu. Escorreguei minha mão para debaixo da camisa de Bella, fiz carinhos calmos na pele quentinha. “Filho, o papai também está aqui, tá?”

(...)

“Eu já disse que sua mão é boa pra caralho?” Bella disse baixinho, quase gemendo. E eu só estava fazendo massagem no pé dela! Trouxe o pé limpinho para minha boca, beijei as pontas dos dedos e não hesitei em chupá-los também, não era uma tara, mas eu gostava do pezinho delicado de Bella.



“Na verdade, qual parte sua não é boa demais?” Bella continuou falando sozinha, pois eu não estava nenhum pouco a fim de tirar meus lábios da pele que eu beijava.



Bella foi quem tirou o pé de minha boca e o levou até meu peito, as pontas molhadas por minha baba fizeram cócegas. “Isso é engraçado e gostoso!”



Ganhei uma piscadela atrevida e o pé dela desceu para minha barriga, ali Bella demorou tempo suficiente para me fazer gemer desesperado. “Se não vai continuar, é melhor parar, baby.”



A risada histérica de Bella me fez olhá-la, ela estava toda corada e arfante. “É melhor eu parar, porque eu não faço ideia de como te tocar com os pés!”



Eu a acompanhei na risada longa, aquilo não me deixava puto e eu amava a sinceridade de Bella, e isto não significava que não poderíamos tentar no futuro. “Pare de me tentar e venha dormir, linda.”



Ela acatou meu pedido e colou as costas em meu peito. “Até amanhã!”



Dei um último beijo na nuca dela e aproveitei para pastar meus lábios no pescoço também. “Boa noite, filho.”



Meu sono demorou séculos para aparecer, Bella respirava tranquilamente e mal se movia. Dei a volta na cama para conversar com Anthony e, assim, me distrair um pouco.



Ergui o pijama indecente de Bella, as rendas eram delicadas sob meu toque. “Anthony?”



Sorri para minhas idiotices, eu ainda esperava que ele dissesse oi, papai. Eu não queria que Bella acordasse, então usei toda minha delicadeza para correr meus dedos na parte baixa da barriga dela.



“Bebezinho, a gente conversa tanto, não é? Fico pensando, e se minha voz for um saco para você? Eu não quero te importunar, mas é impossível não babar por você todos os dias.” Tentei falar baixinho e devagar, mas tudo saiu ao contrário e minha voz parecia escandalosa.



Dei beijinhos estralados na superfície quente e macia. “Apenas saiba que você é extraordinariamente especial para mim. Eu quero tanto te proteger de tudo!”



Descansei minha mão sobre o umbigo de Bella, apenas apreciando o calor e a textura. Fiquei ali incontáveis minutos até o sono começar a me dominar. Antes que eu voltasse para o meu lado da cama, senti um movimento mínimo e preciso. Era o meu filho me chutando!



Concentrei-me nas reações, meu corpo tremeu e eu não parava de sorrir. Senti alguma coisa vibrando sob minha palma, era como um bater de asas de borboletas. E, mesmo sendo tímido, eu soube naquele instante que Anthony só queria dizer: Oi, papai! Você também é especial para mim!



“Eu te amo tanto, carinha! Obrigado por ter chutado a mamãe.” Falei entre beijos miúdos. Não tirei minha mão da região, mas eu sabia que seria difícil sentir de novo. Meu sorriso era nada além feliz, agradeci por Anthony ser tão sintonizado comigo, por ele ter me dado um momento único. Único e somente nosso. Meu e dele.




Continua...




4 comentários:

LAV RIBEIRO disse...

que fofo....

Jannáyra Menezes disse...

Que meigo.........to amando a fic...

francisca oliveira alencar disse...

Cada dia mais fofa!

Bells disse...

Q lindos...amei este cap.

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