Olá Flores!!! Hoje vamos curtir o 3° capítulo de "Despertar do Amor". Quer acompanhar a história desde o início? Clique aqui.
Capítulo III
Edward sonhava. Tinha certeza disso, embora não houvesse imagens ou cores
no sonho. Apenas sons. Um ruído irritante que começava a abalar seus nervos. Um
estalido metálico, como se alguém testasse uma fechadura. Um ranger de
dobradiças sem lubrificação. Depois uma exclamação indignada.
Foi nesse momento que Edward percebeu que não estava sonhando.
Mas era tarde demais para reagir. A mão que segurava seu ombro nu possuía
unhas que feriam a pele.
– O que pensa estar fazendo na cama de minha filha? Saia! Está ouvindo?
Saia!
O empurrão carecia da força necessária para mover um homem do tamanho de Edward,
e ele abriu os olhos e viu o rosto do pai de Bella. Sabia que o homem era pai
dela, porque a indignação em seus olhos era suficiente para mandar cem homens
ao inferno com poucas balas.
Nervoso, soltou a mão que segurava e chamou-a.
– Bella? Querida, acho melhor acordar. – E sentou-se na cama.
O homem tinha a expressão chocada de quem acabara de sofrer um violento
golpe. O peito arfava, as narinas estavam dilatadas e o rosto exibia um tom
vibrante de vermelho.
– Isabella Marie Swan, espero que tenha uma explicação para esta cena
deprimente. E uma boa explicação! – O homem foi sentar-se em uma das cadeiras
de balanço e esperou, as costas eretas e as mãos apoiadas sobre as pernas.
Bella apoiou-se em um cotovelo e engoliu em seco.
– Bom dia, papai.
– Bom dia? O que pode haver de bom no dia em que um pai encontra um
estranho na cama da filha solteira?
– Ele não é um estranho, papai. E eu não sou mais solteira. Este homem é
meu marido.
O homem levantou-se tão depressa, que Edward sentiu tonturas.
– Marido!
Bella levantou-se e vestiu o roupão.
– Exatamente, pai. Marido. Edward e eu nos casamos ontem.
– Casaram-se! Onde?
– Em Las Vegas.
– Levou minha filha, esse anjo de pureza, para Las Vegas? Que tipo de
homem é você?
– Papai, por favor...
Ele a silenciou com um gesto furioso.
– Disse a mim e a sua mãe que ia passar o fim de semana em Denver com sua
prima. Suponho que tenha mentido. E também devem ter sido mentiras as viagens
de compras que fez nos últimos meses.
Ela abaixou a cabeça como se não suportasse o peso da culpa. O sr. Swan
encarou Edward.
– Aquela caminhonete lá fora é sua? E o cavalo?
– Sim, senhor, o animal e o veículo são meus.
– Devo presumir que um caubói?
– Exatamente.
– Vou anular esse casamento!
– Papai! – Bella gritou horrorizada. – Não pode fazer isso!
– Por que não?
– Porque... sou uma mulher adulta e responsável por meus atos.
– Responsável? Acha que fugir para casar-se com um caubói é um ato de
responsabilidade?
Edward ignorou o comentário ofensivo. Estava mais preocupado com o efeito
que as palavras duras exerciam sobre Bella, ela estava pálida e tremia de forma
quase convulsiva, e embora tivesse pouca experiência com mulheres grávidas, imaginava
que cenas como aquela podiam ser prejudiciais a ela e ao bebê.
Disposto a interceder antes que houvesse um dano maior, levantou-se e foi
ficar em pé ao lado dela. O xerife Charlie Swan era alto, mas poucos homens
podiam ser comparados a Edward em porte físico, um fato que esperava contar a
seu favor. Só não lembrava de que, no meio da noite, sentindo-se desconfortável,
desabotoara a calça jeans.
– Pelo amor de Deus! – protestou o xerife, virando-se. – Não tem nenhuma
decência?
Edward subiu o zíper e fechou o botão, lançando um pedido de desculpas
silencioso a Bella antes de retomar a conversa.
– Sr. Swan...
Ele se manteve de costas.
– Xerife Swan– esclareceu com tom orgulhoso.
– Como quiser, Sr. Swan – Edward devolveu com tom sarcástico. – Apreciaria
se baixasse o tom de voz. Está perturbando minha esposa.
O homem se virou com um desprezo tão profundo nos olhos, que ele teve a
sensação de estar recebendo um banho ácido corrosivo e letal.
– Aos olhos de Deus, e aos meus olhos, ela não é sua esposa. E jamais o
será, a menos que se casem em uma igreja de verdade.
– Papai...
– Não tenho tempo para discutir este assunto. Preciso dar minha ronda
pela cidade. Falaremos sobre o problema esta noite, durante o jantar. Às sete
em ponto. E não se atrasem.
Antes que um dos dois pudesse pensar em uma resposta, Charlie Swan saiu e
bateu a porta.
Edward correu até a janela para monitorar a partida do Sr. Swan.
Bella queria atirar alguma coisa contra a parede, chorar, gritar, correr
atrás do pai e despejar sobre ele toda a fúria que a invadia. Mas, em vez
disso, aplicou o ensinamento que aprendera num passado distante. Respirou fundo
uma vez... duas, três... várias vezes, até suprimir toda a raiva e a
frustração, até que os sentimentos fossem apenas um nó de tensão queimando em
seu estômago.
– Sinto muito, Edward. Você não merecia isso.
– Não tem importância.
Mas sabia que era mais importante do que ele jamais admitiria.
– Ele não tinha o direito de falar com você daquele jeito.
– Seu pai estava zangado. Eu era o alvo natural.
– Apesar de tudo que ele disse, sei que é um bom homem.
– Não diria isso se pudesse ler meus pensamentos.
– Por quê? Em que está pensando?
– Seu pai é um... – Parou e balançou a cabeça, recusando-se a pronunciar
as palavras. – Esqueça.
– Ele é um... o quê? Um bastardo que pensa ser o dono da cidade?
Edward virou-se como se houvesse levado um choque, sem saber se a
surpresa era causada pela precisão da interpretação ou pelo tom ressentido. E
não tinha importância. Só queria convencer-se de que não havia feito nada de
errado. Era apenas um espectador inocente no meio do fogo cruzado de uma batalha
que havia começado muito antes de sua entrada em cena.
Sério, olhou novamente para a janela.
– Confesso que estava pensando algo bem próximo do que disse.
– Saber que abriga tais pensamentos sobre meu pai não muda minha opinião
a seu respeito. Pensei coisas muito semelhantes ao longo dos anos.
– Quantos anos tem?
– Vinte e três. Por quê?
– Vinte e três? – ele repetiu ao encará-la. – E deixa seu pai tratá-la
como se fosse uma criança irresponsável?
– Ei, ele é excessivamente protetor, uma característica que considero
sufocante, é verdade, mas que compreendo. Minha prima expôs nossa família a todo o tipo de vergonha
por suas transgressões, e não pretendo fazer meus pais sofrerem novamente com
as minhas.
– Transgressões? O que sua prima fez? Roubou um dólar do cofre de
porcelana da sala de jantar? – ele sugeriu com sarcasmo.
– Quarenta mil.
Chocado, Edward encarou-a boquiaberto, sem saber o que dizer.
– É isso mesmo – Bella confirmou. – Minha prima valeu-se do cargo de
secretária da igreja e roubou quarenta mil dólares dos fundos da congregação. O
roubo só foi descoberto depois de ela ter fugido com....
– Um caubói – Edward deduziu.
– Sim, um caubói. Ela e Marshall namoravam havia um ano, e embora meu tio
e meu pai não aprovassem o relacionamento, também não o proibiam, certo de que,
com o tempo, minha prima superaria a paixão. Infelizmente, não foi o que
aconteceu. Pelo contrário. Ela roubou o dinheiro da Igreja para fugir com o
sujeito. Não tem idéia da vergonha e da humilhação a que fomos expostos por causa
dela. Meu pai sofreu muito, e jurei que jamais o faria sofrer daquela maneira.
Edward respirou fundo, imaginando se o pesadelo poderia se tornar ainda
pior.
– Deve ter percebido que eu era um caubói. Por que me escolheu para o
papel de marido, conhecendo a opinião de seu pai sobre homens como eu? Devia
saber que a reação dele não seria favorável.
– Não o escolhi por sua profissão.
– Por quê, então?
– Porque estava desesperada!
– É claro! Bem, muito obrigado pelo cumprimento!
– Ei, não foi isso que eu quis dizer! Não tive a intenção de ofendê-lo, Edward.
Só disse que estava desesperada, e não menti. Havia passado horas sentada naquele restaurante sem saber o que
fazer, e então o vi entrar...
– Não viu nenhum outro homem antes de mim? Os irmãos Clearwater estavam
saindo quando eu cheguei. Por não escolheu um deles?
– Porque não pensei nisso.
– Entendo. Estava procurando por um otário, e eu fui o primeiro a
corresponder ao perfil.
Bella reagiu indignada.
– Não foi nada disso! Não havia pensado em pedir alguém em casamento até
ouvir aquela conversa sobre ter vender seu cavalo. Então imaginei que talvez
pudesse sair juntos de situações que, de outra maneira, teriam sido insolúveis.
– Minha situação nunca foi insolúvel.
– Pois a minha é!
Edward tinha de concordar com ela. Especialmente depois de ter conhecido
seu pai.
– Desculpe-me – murmurou constrangido.
– Não tem do que desculpar-se. Não fez nada além de tentar ajudar-me a
evitar maiores humilhações para minha família. E quero que saiba que sou grata
por isso. E lamento que meu pai tenha sido rude com você. Eu devia ter si o
alvo de sua ira. Nunca tive a intenção de sobrecarregá-lo com as conseqüências
de meus atos.
– Suponho que ele esteja preparado para um novo ataque esta noite, não?
– Certamente – Bella respondeu, virando-se para à cozinha. – Mas você não
estará por perto para ouvi-lo.
O quê? Ela não esperava que ficasse para o jantar na casa dos Swan? Devia
estar enganado. Bella não o libertaria de sua parte no acordo com tanta
facilidade. Não que estivesse ansioso para um novo encontro com o homem. Estava
apenas surpreso com o comentário.
Intrigado, ele a seguiu até a cozinha.
– Seu pai disse que deveríamos ir à casa dele esta noite.
– Sim, ele disse. – Enquanto respondia, ela apanhou uma lata de café no
armário. – Mas você já cumpriu sua parte no trato. Não espero que faça mais
nada. Quer café?
– Sim – respondeu, espantado com a simplicidade da oferta. Pessoalmente,
sentia-se incapaz de pôr qualquer coisa estômago depois de ter sido censurado
pelos pecados outro homem. Ressentido e confuso, cruzou os braços enquanto ela
preparava a bebida.
Bella tinha as mãos de uma dama, notou distraído. Unhas bem-feitas
brilhavam com o mesmo tom que vira em seus pés durante a viagem a Las Vegas. Como
uma mulher tão fina pudera se envolver com um homem inescrupuloso e sem
caráter? Um homem capaz de abandoná-la ao saber que estava grávida?
Mas... seria melhor do que o tal sujeito? Afinal, também pretendia deixá-la.
Culpado, analisou o perfil delicado.
– Minha ausência vai criar problemas para você.
– É provável. – Ela ligou a cafeteira e abriu o refrigerador. – Mas não
se preocupe com isso. O problema não é seu. – Munida de alguns ovos, indagou: –
Fritos ou mexidos?
– Mexidos. – Silencioso, acompanhou o processo cuidadoso com que ela
preparava o prato. Apesar da encenação perfeita, sabia que estava nervosa. A
tensão podia ser vista nas linhas em torno da boca, na testa, nas mãos trêmulas.
A idéia de enfrentar o pai a apavorava. – O que vai dizer a ele?
– Sobre o quê?
– Sobre mim. – Edward pegou uma xícara no escorredor de pratos sobre a
pia e serviu-se de café. – Como explicará minha ausência?
– Acho que direi simplesmente a verdade.
– O quê? Vai revelar que o casamento é uma farsa?
– É claro que não! Vou dizer que teve de viajar para participar de um
rodeio.
Era verdade. Estava mesmo inscrito em uma competição longe dali. Então,
por que se sentia tão culpado? Cumprira sua parte. Casara-se com ela e a acompanhara
até ali para conhecer seu pai. Fim da história.
Aproveitando o café forte, tentou engolir a culpa que não conseguia
superar. Mas ela se mantinha impassível, prestando ao café um sabor amargo.
Estava cansado. Sim, era isso. Caso contrário, não experimentaria emoções
descabidas e inexplicáveis.
– Posso ficar por mais algumas horas? Gostaria de dormir um pouco antes
de partir.
– Como quiser. Vou abrir a loja dentro de pouco tempo e então terá o
apartamento só para você. Durma quanto quiser.
Bella ouviu o baque no piso superior e soube que Edward se levantava de
sua cama. Passara a manhã toda esperando pelo som, mas, mesmo assim, ficou
tensa, certa de que breve ele desceria. E partiria.
E não queria que ele fosse embora. Pensar nisso provocava a idéia de
subir, atirar-se em seus braços fortes suplicar para que ficasse.
Devia ser por causa da força, do conforto que experimentara ao tê-lo a
seu lado naquela manhã, durante o primeiro confronto com o pai. Um conforto e
uma força que fariam falta no jantar daquela noite, quando teria de enfrentar o
pai mais uma vez.
Mas estava sendo egoísta. Edward havia sido mais que generoso permitindo
que usasse seu nome e posando de marido. Não devia esperar mais nada dele.
Teria de enfrentar o restante do problema sozinha.
Com o espanador, moveu-se pela loja limpando objeto e ajeitando almofadas,
tentando não pensar no momento da despedida. Os sons no piso superior sugeriam
que Edward preparava-se para tomar um banho. Fechando os olhos, tentou não
imaginá-lo ali, em seu banheiro, nu sob o jato de água morna.
Mas imagem persistia por trás das pálpebras cerradas, uma impressão
construída a partir da visão rápida que tivera dele na noite anterior, quando o
homem despira a camisa e tirara as botas antes de deitar-se a seu lado na cama.
Uma imagem fortalecida pela luz do dia quando, usando apenas a calça jeans
aberta, ele se levantara da cama para enfrentar Charlie Swan a seu lado. Os
ombros e o peito musculoso, os braços fortes, o ventre plano, a curva insinuante
que desaparecia além do zíper da calça... Podia imaginá-lo completamente nu.
Gemendo, balançou a cabeça e levou a mão à testa. Era loucura. Não devia
estar alimentando fantasias eróticas em torno de um homem que nem conhecia!
Um estranho.
Seu marido.
Respirando fundo, continuou limpando um abajur de cristal. Ele não era
seu marido de verdade. O que tinham era apenas um acordo comercial. Pagara
cinco mil dólares pelo direito de usar seu nome. Um arranjo benéfico para ambas
as partes.
Então, por que sentia vontade de chorar quando pensava que em breve ele
estaria partindo? Por que pensava em implorar para que não a deixasse?
– Bom dia.
Ao ouvir a voz máscula e profunda, apertou o espanador contra o peito e
virou-se. Ele estava ali, aos pés da escada no fundo da loja, os ombros largos
preenchendo o pequeno espaço, roubando o pouco ar de que dispunha para
respirar. Parecia maior do que antes, e os cabelos eram ainda mais escuros do
que naquela manhã, provavelmente por estarem úmidos do banho.
Mas eram os olhos que a afetavam. De um tom ocre, expressavam uma mistura
tão clara de timidez e compaixão, que era difícil conter as lágrimas. Oh, por
que não pudera apaixonar-se por um homem como Edward? Por que se envolvera com Jacob?
Um homem que era apenas verniz sem nenhuma substância?
Embaraçada com o rumo dos próprios pensamentos, Bella lembrou-se de que
ainda não respondera ao cumprimento:
– Dormiu bem? – perguntou, tentando disfarçar o constrangimento.
– Sou capaz de dormir em qualquer lugar.
– Minha cama é pequena demais para um homem do seu tamanho.
– Mesmo assim, é melhor do que o segundo colchão no quarto ambulante de Emmett.
– Quarto ambulante?
Ele riu.
– É uma extensão da caminhonete com um eixo extra para facilitar a
movimentação. Como o que tenho em meu automóvel.
– Oh.
Edward olhou em volta, e ela trocou o espanador pelo talão de cheques que
guardava na gaveta do caixa. Respirando fundo, abriu o talão, disposta a
encerrar a questão rapidamente, antes de cair de joelhos implorando para que
ele ficasse.
– Sei que deve estar– ansioso para partir, começou.
Mas, antes que pudesse encostar a caneta no papel, ele se aproximou
espalhando no ar o perfume das rosas.
Rosas?
Bella reconheceu o aroma do sabonete que costumava deixar no banheiro.
Imaginá-lo utilizando o mesmo sabonete que ela usara horas antes criava uma
idéia de intimidade que acelerou sua pulsação.
Afastando-se dele, baniu a imagem da mente e começou a preencher o
cheque.
– Minha agência fica no final da rua – disse. – Pode descontar o cheque
antes de sair da cidade. – Forçando um sorriso gracioso, encarou-o e entregou o
documento. – Aprecio o que fez por mim, Edward. E por meu bebê.
Franzindo a testa, ele recuou um passo.
– Não posso aceitar seu dinheiro, Bella.
Bella pôs o cheque na mão dele.
– Fizemos um acordo. Seu nome em troca de cinco mil dólares. Cumpriu sua
parte no trato. Estou cumprindo a minha.
Era fácil ver a determinação nos olhos azuis. Mas, além dela, também via
o medo, a apreensão. E naquele momento ele soube que não iria a lugar algum.
Não antes de jantar na casa dos Swan.
– Esse é o problema. – disse – Ainda não cumpri minha parte no acordo.
Não aos olhos de seu pai.
– Não se preocupe com meu pai. De agora em diante, eu assumo o comando da
situação.
Como alguém tão frágil e delicada podia dar uma impressão tão obstinada e
segura?
– Realmente? E como pretende agir?
– Ainda não sei, mas o problema é meu. Não deve mais pensar nisso.
Edward olhou para o cheque em sua mão, certo de que o valor representava
as economias de toda uma vida, dinheiro que ela deveria guardar para gastar com
o filho. Dinheiro de que não precisava, unia informação que mantivera em segredo
para não ter de revelar os verdadeiros motivos por trás da decisão de se casar
com ela.
– Sabe de uma coisa? Cinco mil dólares representam muito dinheiro pelo
nome de um homem.
– Foi o acordo que fizemos. Estou satisfeita com ele.
– Mas eu não estou. Duvido que consiga dormir sabendo que tirei vantagem
da aflição de uma mulher.
– Não está tirando vantagem de mim. Tenho seu nome, e era dele que eu
precisava. Foi o que combinamos.
– Pensei que a intenção fosse convencer seu pai de que está realmente
casada.
– E acertou.
– Então, por que está me mandando embora tão depressa? Não seria melhor
que eu ficasse, ao menos para ir ao jantar desta noite?
Antes que Bella pudesse responder, a sineta sobre a porta da loja anunciou
a entrada de alguém. Os dois se viraram a tempo de ver uma mulher idosa usando uma
bengala para fechar a porta.
– Oh, não! – Bella gemeu.
– O que foi?
– Aquela é Jessica Stanley, a maior fofoqueira da cidade. – E forçou um
sorriso enquanto erguia a mão para acenar. – Boa tarde, sra. Stanley. Irei
atendê-la agora mesmo. – E virou-se para Edward baixando a voz. – Por favor, vá
embora. Não preciso mais de você.
Mas Edward não tinha certeza da sinceridade da afirmação. Vira como o pai
a tratara, sentira a força dos comentários e da ira do xerife, e sabia que Bella
ainda estava muito longe de conseguir o que pretendia quando o pedira em
casamento. Mas como poderia ficar, se ela insistia em mandá-lo embora?
A cliente aproximava-se... e de repente ele reconheceu uma oportunidade
perfeita. Desviando-se de Bella, caminhou na direção de Jessica Stanley com
passos firmes.
– Acho que não nos conhecemos. Sou Edward Cullen, marido de Bella.
A mulher o encarou atônita.
– Marido? – repetiu, olhando para Bella com um misto de curiosidade e
fascínio. – Não me lembro de ter lido uma nota de noivado no jornal.
Ele sorriu e passou um braço pela cintura da esposa.
– Tudo aconteceu tão depressa, que ainda não tivemos tempo de fazer um
anúncio. Não é mesmo, amor? – indagou, sorrindo para ela.
Chocada, Bella o encarava enquanto tentava entender por que ele se
apresentara como seu marido. E para a maior fofoqueira da cidade!
– Fiz uma pergunta, querida.
– Ah, sim... Não... Não tivemos tempo...
A mulher os estudava desconfiada.
– É muito repentino – disse.
– Sim, foi realmente rápido – Edward concordou sorrindo. – Assim que vi essa
coisinha adorável pela primeira vez, soube que ela era perfeita para mim. Bem,
se me dão licença, preciso ir cuidar do meu cavalo. Foi um prazer conhecê-la, sra.
Stanley. E não se preocupe, meu amor. Voltarei a tempo de levá-la para jantar
com seus pais esta noite.































3 comentários:
Adorei estou amando a fic qro mais e mais e mais .. To ansiosa pelo proximo capilo ..
Que bom que gostou Jacquelyne!!! Edward como um cowboy... nada mal, né?! rsrs
Adoreii quero maissssss!!!!
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